Queda de cabelos pós-gestação – *Dra Tatiana Steiner*

Publicado por link9 em

As mulheres tendem a se desesperar com a queda de cabelos que ocorre após o parto. Esse tipo de queda é normal e comum, mas aflige e preocupa.

Hoje, vou falar sobre esse tema e passar algumas informações para acalmar e amenizar esta preocupação.

Entendendo o ciclo de vida do cabelo:

O cabelo é considerado um anexo cutâneo formado no folículo do pelo, localizado na parte profunda da pele e tem um crescimento em torno de um centímetro por mês.

Todo fio tem um tempo de vida e fases de crescimento, repouso e queda. É um processo comum e a queda é apenas um sinal de mudança nestas fases do ciclo capilar.

Em geral, 90% dos cabelos estão na fase de crescimento, enquanto os 10% restantes ficam em repouso, preparando-se para cair, quando são automaticamente repostos, seguindo esse ciclo até o fim da vida.

Este ciclo capilar apresenta 3 fases principais:

Anágena (fase de crescimento)

Dura cerca de 2 a 5 anos

Catágena (Repouso)

Dura cerca de 3 semanas

Telógena (fase de queda)

Dura cerca de 3 a 4 meses

Durante a gravidez é comum ocorrer um crescimento mais intenso dos cabelos, devido ao prolongamento da fase de crescimento (anágena), especialmente no terceiro trimestre.

Em contrapartida, há uma diminuição da fase de queda (telógena) e o percentual de queda cai para 10% no segundo e terceiro trimestres da gestação. De uma forma geral, isto significa que a mulher não tem a sensação de queda e pelo contrário, parece que este cabelo está mais forte, sendo comum a percepção de melhora durante a gestação.

Entretanto, nas primeiras semanas após o parto, os hormônios voltam ao normal e todo o cabelo que não caiu durante a gestação começa a cair. Há aumento da fase telógena para mais de 30%, ocorrendo uma queda difusa intensa. Este aumento da queda dos cabelos após o parto é chamado de Eflúvio Telógeno. E é aí que você percebe e se assusta, achando que vai ficar careca.

O eflúvio pós gestacional ocorre de 2 a 4 meses após o parto, devido a um desequilíbrio no ciclo do folículo do pelo em que a maioria dos fios se encontra na fase telógena. Pode chegar a cair mais de 600 fios por dia e o cabelo torna-se mais fino e ralo. Não há sintomas como prurido, descamação ou qualquer grau de inflamação. Importante não se desesperar, pois os fios voltarão a crescer posteriormente.

Se houver anemia e hipotireoidismo associados, deverão ser imediatamente tratados, pois estão diretamente relacionados à perda dos cabelos.

Tratamento

Para ajudar a acelerar o processo de recuperação e estimular o crescimento dos fios durante o período do eflúvio, podemos indicar loções que são aplicadas diretamente no couro cabeludo, além de vitaminas orais. Estes ativos devem ser recomendados por um dermatologista para afastar qualquer contra indicação durante a amamentação.

Tratamentos no Consultório

A laserterapia (luz de diodo de baixa intensidade) é indicada para revitalizar os cabelos, tornando-os mais fortes, brilhantes, volumosos e pode ser uma boa opção. A luz provoca uma foto estimulação do couro cabeludo, melhorando a oxigenação e nutrição das células, deixando os cabelos mais revitalizados. O aparelho é usado em toda a extensão do couro cabeludo por 15 minutos, 1 ou 2 vezes por semana. O tratamento é seguro e após a aplicação, vida normal.

MMP (infusão de medicamentos na pele), que consiste em aplicar medicamentos e fatores de crescimento diretamente no couro cabeludo com ajuda de um pequeno aparelho que possui agulhas bem finas que penetram na pele. A técnica é precisa e permite um estímulo para o crescimento, fortalecimento e melhoria dos fios.

O tratamento do eflúvio telógeno não é específico e pode ser variável de mulher para mulher. Em geral, a queda melhora mesmo sem medicação.

 

Dra. Tatiana Steiner - CRM 109788 / RQE 24723

Dermatologista, Especialista pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) - Tricologia

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