MICOSES – Dra. Tatiana Steiner

Publicado por link9 em

As micoses são lesões causadas por fungos, que podem atingir a pele, unhas e cabelos.

Os fungos estão em toda parte, podendo ser encontrados no solo, em animais e até mesmo na nossa pele, convivendo “pacificamente”, sem causar doença.

A queratina, substância encontrada na superfície cutânea, unhas e cabelos, é o seu “alimento”.

TIPOS

Tinhas: lesões avermelhadas, com descamação leve, nomeadas de acordo com o local que atingem: tinha capitis (cabelo), tinha corporis (corpo), tinha pedis (pé), tinha cruris (virilha) ou onicomicose (unhas).

Ptiríase versicolor: micose muito superficial, relacionada à oleosidade da pele - mais comum em adolescentes. Manifesta-se como lesões arredondadas distribuídas no tórax, no dorso e no pescoço.

Cândida: No corpo, principalmente na região da virilha e bumbum, são lesões avermelhadas, com bordas bem demarcadas e pequenas lesões arredondadas na margem da área principal. Nas crianças, é popularmente conhecida como “sapinho”, em que se observa plaquinhas brancas dentro da boca.

O QUE FAVORECE AS MICOSES?

Temperaturas quentes e ambiente úmido propiciam o crescimento e proliferação dos fungos, justificando a sua alta prevalência no verão.

A transmissão ocorre por contato direto ou então pela proliferação excessiva daqueles fungos que já vivem no corpo.

DIAGNÓSTICO

Nem toda mancha na pele, que coça e descama, é micose. As lesões típicas são geralmente áreas de coloração avermelhada, castanha ou esbranquiçada e têm sempre um pouco de descamação. Sua borda é bem evidente, demarcada, com o centro mais claro.

Aparecem em qualquer área da pele, mas são mais frequentes em área de dobras (quente e úmida), como virilha, pescoço e entre os dedos dos pés.

Micoses no couro cabeludo são mais raras e podem se manifestar de algumas formas:

  • área de inflamação
  • placa de alopecia localizada
  • diversos pontos com queda de cabelo (“peladas”)

Na maioria das vezes, o diagnóstico é feito pela apresentação clínica e, em situações especiais, é necessário o raspado da lesão: exame micológico direto. Nesse exame, que é bem simples e feito no consultório, o dermatologista faz uma raspagem suave da pele e pesquisa a presença do fungo no microscópio.

LOCAIS DE RISCO – ONDE ESTÁ O PERIGO?

As infecções são mais comuns no verão, quando há mais gente em locais públicos, como piscinas e vestiários.

O problema está em áreas de acúmulo de água quente, lugares quentes, úmidos e abafados, como vestiário, borda de piscina e áreas de “lava pés”.

PEGOU. E AGORA?

A doença costuma aparecer alguns dias depois do contágio e o diagnóstico deve ser feito pelo médico dermatologista, já que o tratamento inadequado pode piorar o quadro, sendo micose ou não.

Utilizar remédios e pomadas sem a recomendação médica pode gerar irritação na pele, alastrar a micose para outras regiões e ainda dificultar o diagnóstico.

O tratamento contra a micose é feito com a aplicação de remédios no local infectado ou então por via oral, quando ela é localizada nas unhas ou no couro cabeludo.

Dicas para evitar micose na pele: 

- Evitar roupas quentes, justas e tecidos sintéticos, principalmente nas roupas de baixo. Prefira sempre tecidos mais leves e de algodão.

- Não deixar sunga ou biquíni por tempo prolongado em contato com o corpo.

- Lavar as roupas que foram utilizadas em atividades e exercícios físicos. Não reutilizar.

- Não usar objetos pessoais (calçados, pentes, toalhas, bonés etc) de outras pessoas.

- Usar sandálias ou chinelos em áreas comuns (ginásios, vestiários, piscinas).

- Tomar banho após longas atividades físicas.

- Lavar os cabelos com shampoo, principalmente após um dia intenso de atividade e quando o cabelo transpirou muito.

- Evitar contato com animais que estejam com manchas na pele.

- Lavar as mãos após tocar em animais domésticos.

- Evitar automedicação e receitas caseiras.

 

Dra. Tatiana Steiner - CRM 109788 / RQE 24723

Dermatologista, Especialista pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia)

Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD)

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