DEZEMBRO LARANJA – Câncer de Pele – Dra. Tatiana Steiner

Publicado por link9 em

A campanha Dezembro Laranja reforça a necessidade de utilizar medidas fotoprotetoras, além do diagnóstico precoce, para evitar o câncer de pele - o tipo mais comum - responsável por 1/3 de todos os casos de câncer do mundo.

No Brasil, não é diferente; o câncer de pele também é o tipo mais frequente, tanto em homens quanto em mulheres.

Câncer da pele é o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Qualquer célula que compõe a pele pode originar um câncer; portanto, existem diversos tipos de câncer de pele.

Os 3 tipos mais comuns são: os carcinomas basocelulares (CBC), os carcinomas espinocelulares (CEC); e o melanoma cutâneo, o mais perigoso dos três. O principal fator de risco no desenvolvimento do CBC e CEC de pele é a exposição solar; enquanto que no Melanoma a genética também é um fator importante.

O risco de desenvolver um CBC é 5 vezes maior na idade mais avançada, se comparado a um indivíduo de mesma cor de pele com 50 anos. Isto mostra a importância do efeito cumulativo da exposição à radiação solar. Contudo, a exposição aguda e as queimaduras solares que geram bolhas, também são fatores de risco no desenvolvimento do câncer de pele. Pessoas com história de queimaduras solares na infância têm um risco maior de desenvolver melanoma na idade adulta.

Os índices de cura da doença são elevados, principalmente quando o câncer é detectado em sua fase inicial e não se enquadra no tipo melanoma, o mais grave.

Mas, é preciso se cuidar e cada um pode fazer a sua parte. Proteger-se da exposição dos raios solares é a principal medida. A utilização de protetor solar é essencial, diariamente, mesmo em dias nublados ou chuvosos.

Melanoma: o câncer de pele mais perverso

Existem várias dúvidas a respeito do diagnóstico do melanoma: quais os sinais que devem chamar a atenção do paciente? Quando ele deve desconfiar desse tipo de câncer? Quando deve procurar o dermatologista?

O melanoma é um tumor maligno que se desenvolve a partir das células que produzem melanina - melanócitos presentes na pele, nos olhos, no trato gastrointestinal e nas mucosas. É o câncer mais grave, principalmente quando atinge a circulação sanguínea ou linfática, alcançando outras partes do corpo, dando origem às chamadas metástases, podendo levar a vários comprometimentos e se tornar muito mais sério.

Regra ABCD

A desconfiança de que uma lesão seja melanoma ocorre pela análise clínica. Em geral, pintas pretas, assimétricas, irregulares, com coloração variada e com mais de 2 cm são altamente suspeitas:

A – assimetria X simetria

B – borda (irregular) X borda (regular)

C – cores variadas X cor única

D – diâmetro > 0,6cm X diâmetro < 0,6 cm

Lesões que repetidamente aumentam, escurecem, mudam de cor, inflamam, ulceram, sangram ou apresentam qualquer mudança brusca, também são dados significativos para diagnosticar o melanoma.

Além disso, também são importantes as informações sobre o aparecimento da lesão e dados da família da pessoa acometida. Quando alguém na família já tem ou teve melanoma é uma informação que pesa muito para o risco do paciente.

Pessoas mais claras, com olhos claros, cabelos claros, com história de câncer de pele na família, que tiveram queimaduras frequentes e graves pelo sol, devem estar atentas e procurar ajuda médica e especializada para o diagnóstico precoce da lesão.

O exame de dermatoscopia auxilia no diagnóstico - ele fornece dados que irão compor o resultado final. Esse exame é feito com um aparelho chamado dermatoscópio, que possui uma lente especial que amplia e melhora a visualização da lesão.

O diagnóstico definitivo do melanoma é fechado pela biópsia ou exame histopatológico da lesão, que é feito através de visualização das células malignas.

O dermatologista tem formação para reconhecer esses sinais e fazer um diagnóstico mais preciso.

 

Dra. Tatiana Steiner – Dermatologista

Especialista pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia)

Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD)

Membro do Colégio Ibero Latino Americano de Dermatologia (CILAD)

CRM 109788 / RQE 24723

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