PEELING DE ÁCIDO TRICLOROACÉTICO E ÓLEO DE CROTON
1 – O que é peeling químico
Peeling químico é um procedimento em que aplicamos uma substância química na pele e provocamos reações variadas, troca da pele com renovação e remodelação. Há melhora da qualidade de pele e estímulo de colágeno.

2 – Quais são os tipos de peeling
Os peelings podem ser superficiais, médios e profundos, conforme a camada da pele que estejam atingindo.

3 – Quais as indicações do peeling
Podemos indicar o peeling para tratamento de diversas alterações dermatológicas como acne, melasma e pele fotoenvelhecida.
4 – O que é importante no peeling
Há vários fatores relevantes quando pensamos no peeling, tais como:
A substância química que vai ser usada e sua concentração.
O ácido tricloroacético ATA pode ser utilizado em concentrações que variam de 5% a 40% e o ácido glicólico também pode ser usado de 30% a 70%.
Outra questão relevante é o tipo de pele da pessoa tratada.
A pele pode ser mais fina e sensível ou mais grossa e tolerante.
O local de aplicação também é importante, pois a pálpebra é um local com espessura mínima diferente do restante do rosto.
O preparo prévio da pele é outro fator, assim como a sua limpeza antes do procedimento.
5 – Como é feito o peeling?
O peeling tem que ser realizado num ambiente adequado e preparado com tudo que será necessário para a realização do procedimento.
Além disso é importante que a pele do paciente seja desengordurada e dividida em unidades anatômicas.
Cada peeling, dependendo do agente, concentração, profundidade, tem sua técnica específica. Podemos utilizar gaze ou espátulas e o número de passadas também é variável, assim como a pressão aplicada.

6 – Como é a recuperação do peeling
Os pós peeling será diferente conforme a profundidade que atingir.
O peeling de ácido tricloroacético (ATA) é considerado peeling médio e provoca coagulação das proteínas cutâneas (frost) com descamação acompanhada de inflamação.
É importante utilizar cremes adequados durante o processo de cicatrização pois a pele escurece, forma crostas que duram cerca de cinco dias e avermelhamento que dura cerca de trinta dias.
7 – Por que combinar ácido tricloroacético com óleo de croton?
Tudo começou porque o fenol foi proibido após a morte de um rapaz.
Essa tragédia ocorreu porque o peeling foi feito por uma pessoa sem formação ou preparo, que não conhecia as regras e necessidades para realizar esse peeling.
O peeling de fenol é uma mistura de fenol 88% com óleo de croton e tem resultados excepcionais.
Então, a idéia é conseguir os mesmos resultados com a combinação de ATA e croton.
7 – Qual a vantagem da combinação de ATA mais óleo de croton?
A vantagem é melhorar o resultado comparado com ATA isolado.
A idéia é substituir o Fenol pelo ATA como agente principal, mas manter o óleo de croton como indutor da retração dérmica.
ATA – coagulação protéica de epiderme e derme superficial – controle difusão.
CROTON – inflamação derme – estímulo da neocolagenese e retração cutânea.
Usando ATA croton e não fenol croton temos menos risco de toxicidade sistêmica e eliminamos a necessidade de monitorização.
Estudos relevantes sobre TCA e cróton:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35863466/
https://doi.org/10.51670/aos.v6i2.255
https://doi.org/10.51670/aos.v6i1.248
A Clínica Steiner vem se dedicando há muitos anos ao estudo dos peelings e combinações. Para resultados eficazes há necessidade de conhecimento científico e curva de aprendizado longa.
Cuide-se.