O câncer de pele chamado MELANOMA

Publicado por denisesteiner em

O melanoma é o câncer de pele mais grave. Ele tem incidência inferior aos outros tipos de câncer de pele, mas apresenta elevada taxa de mortalidade pela rapidez com que produz metástases. As áreas mais comuns são o dorso para homens e os braços para as mulheres. Indivíduos de cor clara tem um risco maior para desenvolver o melanoma cutâneo do que os negros, asiáticos e hispânicos.

A desconfiança de que uma lesão seja melanoma ocorre pela análise clínica da lesão. Em geral, pintas pretas, assimétricas, irregulares, com coloração variada e com mais de 2 cm são altamente suspeitas. Nesse sentido, usamos a regra do ABCD para ajudar a fechar o diagnóstico. Além disso, também são importantes informações sobre o aparecimento da lesão e dados sobre a saúde e família do indivíduo acometido. Quando alguém na família já tem ou teve melanoma é uma informação que pesa muito para o risco do paciente. Uma pessoa que já teve ou cuja mãe ou parente próximo já teve melanoma é uma pessoa cujo risco é muito aumentado.

Lesões que repetidamente aumentam, escurecem, mudam de cor, inflamam, ulceram, sangram ou apresentam qualquer mudança brusca, também são dados significativos para diagnosticar o melanoma. Pessoas mais claras, com olhos claros, cabelos claros, com câncer de pele na família, que tiveram queimaduras frequentes e graves pelo sol, devem estar atentas e procurar ajuda médica e especializada para o diagnóstico precoce da lesão.

O diagnóstico definitivo do melanoma é fechado pela biópsia ou exame histopatológico da lesão, que é através de visualização das células malignas. O exame deve descrever as células e, além disso, dar informações sobre a profundidade da lesão. O exame de dermatoscopia também auxilia no diagnóstico, ele pode fornecer mais dados a respeito da lesão que irão compor informações para o resultado final. Esse exame é feito com um aparelho chamado dermatoscópio, que é um aparelho com uma lente especial que amplia e melhora a visualização da lesão. O dermatologista tem formação para reconhecer esses sinais e fazer um diagnóstico mais preciso.

A regra ABCD ajuda no diagnóstico do melanoma:

  • A – assimetria X simetria
  • B – borda (irregular) X borda (regular)
  • C – Cores variadas X cor única
  • D – Diâmetro > 0,6cm X diâmetro < 0,6 cm

As lesões assimétricas com borda irregular, cores variadas e com diâmetro maior que 0,6 cm são mais suspeitas e vão nortear o pedido do exame histopatológico.

O melanoma pode ser amelanótico que significa não ter cor e nesse caso, pode ser confundido com outros tumores de pele, como carcinoma basocelular, quando este é pigmentado. O melanoma pode ser confundido com outros tumores, como sarcomas, como o sarcomo de Kaposi e também com lesões pré-malignas, como os nevos displásicos, que são pintas com sinais suspeitos, mas que não é melanoma.

O melanoma é o mais grave dos cânceres cutâneos e, quando diagnosticado precocemente, pode ser retirado com grandes chances de cura total. No entanto, quando não é retirado a tempo de evitar a metástase, leva a vários comprometimentos, inclusive a morte.

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