MELASMA: ONDE ESTAMOS?

Publicado por Denise Steiner em

1 – O que é melasma?

Melasma - do diagnóstico ao tratamento (guia prático)

Eloisa Ayres, Denise Steiner

Melasma até hoje é considerado uma mancha acastanhada que aparece principalmente no rosto de mulheres de fototipo alto.

Cada vez mais há mudanças no conceito do melasma, com a descoberta de caminhos diferentes na composição da sua etiopatogênese completa.

Há alguns anos o melasma vem sendo considerado uma doença do fotoenvelhecimento com influências hormonais, metabólicas, inflamatórias e até mesmo do microbioma intestinal e cutâneo.

2 – O que o melasma tem a ver com fotoenvelhecimento?

O exame histológico do melasma evidencia várias alterações relacionadas ao envelhecimento da pele pelo sol (fotoenvelhecimento) quais sejam:

  1. Degeneração da membrana basal, com abertura de crateras que permitem a passagem do melanócito.
  2. Melanócito pêndulo – a célula responsável pela formação de pigmento cai pelos buracos da membrana basal.
  3. Elastose – mostra a destruição das fibras elásticas e de colágeno, formando massas amorfas de material protéico na região da derme.
  4. Vasodilatação – os vasos estão mais dilatados e também há um grau de inflamação.
  5. Aumento dos mastócitos – o aumento dessas células que produzem histamina, também está relacionado ao aumento da melanogênese.

3 – Como os hormônios influenciam o melasma?

Nós sabemos que os hormônios femininos estradiol e/ou progesterona estão envolvidos na etiopatogênese do melasma, pois na gravidez há um aumento significativo do melasma.

O cortisol, que é o hormônio do estresse, também está relacionado positivamente ao melasma.

Os hormônios tiroidianos também parecem estar relacionados ao aumento do melasma.

4 – O paciente de melasma tem mais disbiose?

Estudos atuais têm evidenciado  que a microbiota do paciente com melasma é diferente daquela do paciente sem melasma.

O paciente com melasma tem mais disbiose do que o paciente sem melasma.

A disbiose dificulta o metabolismo do estradiol e faz com que ele volte a circular sistemicamente e provoque mais melasma agindo no receptor específico.

5 – Como tratar o melasma hoje?

Hoje ainda não temos o melhor tratamento, nem a cura para o melasma.

No entanto sabemos que a anamnese deve ser aprofundada e individualizada.

Cada paciente irá merecer uma avaliação e um tratamento combinado específico para seu caso.

Cuide-se.

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