Novo tratamento para melasma – Cisteamina (Cysteamine)

O melasma é uma mancha acastanhada que compromete o rosto das mulheres jovens, afetando gradativamente sua autoestima. O tratamento da melasma é feito com cremes clareadores, cuja principal substância é a hidroquinona, considerada o padrão ouro para o tratamento dessa doença dermatológica.

No 14º World Congress of Cosmetic Dermatology – Lima 2019 que tive a oportunidade de participar, foi realçada a importância da cisteamina como uma nova droga para o tratamento do melasma.

Cisteamina

A cisteamina vem sendo estudada há alguns anos, mas somente agora foi possível estabilizar uma formulação com cosmética agradável e com aroma delicado. Diferente da hidroquinona, que pode causar dermatite de contato, ocronose e manchas parecidas com o vitiligo, a cisteamina não agride o melanócito e tem poucos efeitos colaterais.

A cisteamina no tratamento do melasma age como antioxidante e aumenta a quantidade de glutadiona dentro da célula. Esse mecanismo ajuda a neutralizar o efeito oxidativo que é intenso dentro do melanócito e devido a essa ação pode provocar clareamento.

A cisteamina deve ser passada 1 x ao dia na pele toda e não somente no local da mancha e precisa ser retirada com água. Na sequência deve ser usado um hidratante. A pele não deve ser lavada imediatamente antes do uso da cisteamina que deve permanecer de 30 a 60 minutos e depois enxaguada com água corrente. Ela pode causar alguma irritação e começa a clarear a pele a partir de 30 dias após o início do seu uso.

A equipe da Dra. Denise Steiner – formada pela USP e doutorada pela Unicamp já vem fazendo um estudo piloto com essa substância inovadora. Esse estudo piloto vem sendo realizado com 5 mulheres que foram orientadas para passar o produto 1 x ao dia, deixar por cerca de 1 hora e lavar o rosto. Até o momento não temos resultados, pois estes começam aparecer após 30 dias.

No 14º World Congress of Cosmetic Dermatology – Lima 2019, que aconteceu nos dias 28, 29 e 30 de março, foram apresentados resultados do tratamento de melasma com essa nova substância: a cisteamina. Os resultados foram positivos com poucos efeitos colaterais.

Acreditamos que essa nova substância será bastante relevante no tratamento do melasma para substituir a hidroquinona, que é sabidamente tóxica.

 

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