CABELO E MENOPAUSA, COMO TRATAR?

Publicado por Marjory Fonseca em

O cabelo é uma estrutura complexa que trabalha em harmonia com nosso organismo.

O cabelo é vivo e durante nossa existência ele faz um ciclo contínuo em que nasce, cresce, repousa e morre (cai), começando tudo novamente.

O cabelo pode ser um sinalizador da nossa saúde.

O organismo humano gasta energia para que haja crescimento capilar. Quando somos atacados por uma virose (por exemplo covid) ou emagrecemos muito em pouco tempo, ou estamos muito estressados, pode haver uma mudança no ciclo, pois o organismo manda menos energia para o crescimento do cabelo, que entra precocemente na fase de repouso, caindo cerca de três meses depois.

No climatério e menopausa há diminuição do hormônio estradiol. Este hormônio favorece o crescimento e força do cabelo. Por essa razão, durante a gravidez, em que há aumento do estradiol, os cabelos ficam cheios, fortes e praticamente não caem.

Na menopausa, principalmente por causa da baixa do hormônio estradiol, o cabelo tende a afinar, ficar poroso, com mais frizz e cair.

Neste período a mulher pode ter vários outros sintomas como: calores, insônia, instabilidade do humor, tendência a osteopenia e osteoporose.

Além disso, a pele fica mais ressecada, flácida e enrugada.

O cabelo, como já foi dito sobre repercussões da falta do estradiol, pode ter, além do eflúvio telógeno, progressão da calvície e também aparecimento de outra alopecia chamada alopecia fibrosante frontal, que é cicatricial e definitiva.

                           Calvície:                                            

 

 Eflúvio telógeno - Mudança do fluxo capilar:

 

Como vamos tratar o cabelo na menopausa?

Tópicos principais:

1 – Reposição hormonal quando possível, orientada por profissionais médicos.

2 – Avaliação da saúde de forma global com foco no metabolismo (resistência à insulina, inflamação, diabete 2, doenças autoimunes, câncer etc.).

3 – Avaliação do estilo de vida: alimentação, sono, exercício físico e controle do estresse.

Tratamentos específicos:

Drogas como finasterida, dutasterida, bicalutamida, minoxidil

 tópico ou sistêmico.

Estes remédios devem ser prescritos pelo médico, pois existem indicações específicas embasadas no diagnóstico correto, assim como também existem contraindicações para pessoas que não podem tomá-los.

Outras possibilidades são interessantes nessa fase como: SERM, que são agentes sintéticos não esteroidais, com ação variável, como agonista do estradiol para aquelas que não podem fazer reposição hormonal.

Suplementos também podem ser utilizados como: saw palmeto, aminoácidos como cisteína, minerais como zinco, ferro, selênio, outras vitaminas com combinações com silício, entre outros.

Procedimentos:

Na menopausa são indicados alguns tratamentos como microagulhamento, microinfusão de medicamentos na pele e também plasma rico em plaquetas (PRP).

A microinfusão de medicamentos na pele utiliza uma máquina de tatuagem em que aspiramos a medicação e colocamos na pele através de vibração e micropicadas.

O PRP, plasma rico em plaquetas, é um dos tratamentos mais eficazes para as alopecias. Trata-se de uma coleta sanguínea, seguida de centrifugação para separar a parte vermelha do plasma, que fica com concentração maior de plaquetas.

Na sequência é aspirado e injetado no couro cabeludo, onde as plaquetas abrem e liberam diversos fatores de crescimento. Estes, por sua vez, melhoram o crescimento e a espessura do fio, além da densidade geral e qualidade do couro cabeludo.

No período da menopausa o cabelo também precisa de avaliação e tratamento.

Vale realçar que, havendo afinamento importante do fio de cabelo, ele morre, com a perda definitiva da raiz capilar.

Vamos ficar bem.

Cuide-se. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Clínica Steiner. Dermatologia | Copyright © 2025