QUEDA DE CABELO E REMÉDIOS PARA EMAGRECER COMO ANÁLOGOS DO GLP1

Publicado por Denise Steiner em

1 – O cabelo é uma estrutura viva?

Temos cerca de 5 milhões de folículos no corpo humano e no couro cabeludo uma média
de 150.000 fios que estão vivos e conectados com o organismo.
Esses folículos passam constantemente por três fases como podemos observar na foto.

Anágena / Catágena / Telógena

2 – Quais são os tipos de alopecia?

Temos dois tipos de queda de cabelo ou a chamada alopecia.
Todos eles podem ser chamados de alopecia e por isso o termo alopecia é genérico.

Temos alopecias por doenças específicas como a calvície ou alopecia androgenética e
alopecia areata, que é uma doença autoimune.
Por outro lado, temos queda de cabelo como consequência de desequilíbrio no
organismo.
Neste caso chamamos a queda de cabelo desse tipo de eflúvio telógeno.
Quando ficamos com uma infecção grave como no caso de Covid ou Dengue, o
organismo precisa de mais energia para nos defender.
Nesse caso ele para de fornecer energia para o crescimento capilar e induz o cabelo a
entrar na fase telógena, que é aquela de repouso.
Sendo assim, o cabelo vai cair cerca de 2 a 4 meses depois daquele momento da
instalação da infecção.
Dessa forma, também temos alopecia ou queda de cabelo relacionada ao estresse
emocional e doenças hormonais como hipotiroidismo.

3 – O que são os agonistas de GLP1 e GIP?

Os agonistas do GLP1 e GIP como mounjaro e ozempic, são medicações indicadas para
diabete tipo 2, mas vêm sendo largamente utilizadas para emagrecimento.
A maioria das pessoas que ingere essas medicações perde muito peso em pouco tempo
e frequentemente tem queda de cabelo intensa, com afinamento dos fios.

A explicação para essa queda de cabelo decorre de o organismo ter que rapidamente se
adaptar a uma nova composição de peso.
Na cirurgia bariátrica, quando há muita perda de peso, também há queda de cabelo
importante.

4 – Como agem as canetas emagrecedoras?

Os agonistas do GLP1 e GIP ligam-se a receptores específicos e geram falta de apetite
e prolongamento dos alimentos no trato digestivo, facilitando a perda nutricional.
A perda de peso, quando são utilizadas essas medicações, é de 60% de gordura e 40%
de massa magra (músculo).
A falta de nutrição adequada, a perda de peso total e principalmente de massa magra,
são fatores que justificam a queda de cabelo.
Além disso, quem tem calvície ou outros tipos de queda de cabelo também pode piorar
do quadro de base.

5 – Como podemos evitar a tratar as alopecias pós medicamentos?

O interessante é que sejam feitos tratamentos capilares concomitantes ao uso dos
agonistas do GLP1 e GIP.
Os tratamentos como microagulhamento e também com plasma rico em plaquetas PRP
ajudam a manter a saúde capilar.
Reforçar sempre que somos inteiros e não pedaços e, portanto, ao ingerirmos
medicações que interferem na digestão e no metabolismo energético é preciso cuidar
antecipada e concomitantemente da pele e cabelo.
Cuide-se.

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