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Uso do Laser Erbium Yag para tratamentos ginecológicos
Dra. Denise Steiner

No início de fevereiro ocorreu o Congresso do IMCAS 2014 - International Master Course on Aging Skin, realizado em Paris, reunindo especialistas de vários países.

Um dos pontos altos do Congresso do IMCAS 2014 foi o Simpósio denominado Rejuvenescimento Genital Feminino. Neste Simpósio foram abordadas e discutidas técnicas relacionadas a laser, preenchimento e cirurgia, visando o tratamento de alterações que ocorrem principalmente na fase pós menopausa.

O especialista canadense, Dr. Badawi, falou sobre o uso do laser Erbium Yag na região intravaginal, e o estudo que realizou em 50 mulheres, com queixas de dor pélvica e incontinência urinária, sintomas frequentes da menopausa.

Trata-se de laser não ablativo, fracionado que é colocado dentro da vagina por uma ponteira especial e a partir disso é emitida luz que estimula a parede, melhorando a hidratação e também a formação de colágeno.

No estudo realizado, as mulheres na fase pós menopausa foram tratadas, sem reposição hormonal. Neste grupo, as principais queixas eram: ressecamento vaginal, dor na relação e também incontinência urinária. Além disso, todas apresentaram baixa resposta ao questionário sobre qualidade de vida. Em todos os casos houve melhora. As mulheres tratadas não tiveram efeitos colaterais, a não ser a interrupção das relações sexuais por cerca de quatro dias.

O laser Erbium Yag é um laser ablativo e não ablativo, conforme os parâmetros utilizados. A ponteira é introduzida dentro da vagina, e a mesma libera energia de forma controlada em toda a parede vaginal. A sensibilidade é pequena e são necessárias duas sessões com intervalo quinzenal para melhores respostas terapêuticas. Há importante melhora na qualidade de vida.

Veja abaixo os comentários do Dr. Marcelo Steiner, ginecologista, sobre as alterações mais frequentes nesse período da vida da mulher:

“A atrofia vaginal é uma complicação comum e seus sintomas podem afetar quase 50% das mulheres na pós-menopausa e quase dois terços de mulheres na pós-menopausa submetidas a tratamento para o câncer de mama. Os sintomas relacionados são secura vaginal, desconforto na relação sexual, coceira na vagina e dor pélvica. Há também sintomas urinários como maior risco de infecção urinária, ardor para urinar e incontinência.

Dentre as consequências desta doença estão a menor qualidade de vida sexual, principalmente relacionada à dor e ao desconforto vaginal durante a relação. Mulheres com estes sintomas possuem dificuldades de alcançar o orgasmo, desconforto perante o parceiro e, como consequência, diminuição no desejo e satisfação sexual. Há casos também em que os sintomas urinários, principalmente a incontinência, podem levar a situações desagradáveis durante o ato sexual. Inúmeras mulheres na pós-menopausa diminuem a sua vida sexual, têm problemas na relação com o parceiro e apresentam problemas com sua intimidade.

A diminuição do hormônio estrogênio circulante leva a alterações graduais da vagina. Há redução do colágeno e afinamento do epitélio, alteração das células musculares, aumento da densidade do tecido conjuntivo, diminuição de vasos sanguíneos e alteração da inervação. Estas alterações resultam numa diminuição da flexibilidade da parede vaginal, diminuição do fluxo sanguíneo vaginal e alteração de sensorial.”

Tratamento:

Conversar com o médico sobre questões relacionadas à região genital pode ser desconfortável para muitas mulheres. Há estudos científicos que mostram que mais de 70% das mulheres com desconforto vaginal nunca relataram essa queixa ao ginecologista. Esta é a primeira barreira que deve ser superada no tratamento da atrofia vaginal: O médico deve inquerir, principalmente as mulheres na peri ou pós-menopausa, e estas devem estar à vontade para falar sobre o assunto.

O tratamento para atrofia vaginal pode ser dividido entre tratamento não hormonal e hormonal. O primeiro refere-se ao uso de creme ou lubrificantes vaginais e mesmo a orientação de atividade sexual contínua (a fricção melhora o trofismo vaginal). Apesar de apresentarem alívio para paciente, principalmente durante o ato sexual, eles possuem pouca eficácia à médio e longo prazos por não agirem na causa do problema, que é a diminuição do hormônio estrogênio. Já o tratamento hormonal refere-se aos uso da terapia de reposição hormonal de estrogênio ou o uso de cremes vaginais contendo estrogênio.

A indicação de terapia de reposição hormonal por via oral ou percutânea tem considerações específicas e deve ser individualizada para cada caso clínico. Quando prescrita promove bom resultado para o tratamento da atrofia vaginal. Mulheres com histórico prévio de câncer de mama não devem usar essa terapia. Já o tratamento com cremes vaginais contendo estrogênio tem indicação para mulheres em que a principal queixa é a atrofia vaginal. Diferente da terapia de reposição hormonal oral, seu beneficio é exclusivamente a melhoria da atrofia genital. Seu uso apresenta boa resposta terapêutica e os riscos são pequenos.

A terapia estrogênica vaginal é considerada uma ótima opção no tratamento da atrofia vaginal, entretanto observa-se na prática clínica uma aderência das pacientes ao uso desta terapia. Acredita-se que esse fenômeno corra devido à complexidade do seu uso. A utilização do creme deve ser feita em torno de 3 vezes por semana e essa disciplina não costuma ocorrer no médio e longo prazo; a aplicação é feita pela própria paciente, muitas relatam desconforto e pode ocorrer vazamento do creme após a aplicação, que pode gerar situações desagradáveis. Além disso, a atrofia vaginal e os sintomas relacionados retornam rapidamente com a parada do uso desta terapia, não há um efeito de memória.

Laser para atrofia vaginal e incontinência urinária:

Neste cenário de tratamento para a atrofia vaginal aparece uma nova opção que é o tratamento com tecnologia a laser. Esta fonte de energia já é utilizada por mais de 20 anos pelos dermatologistas no tratamento de doenças de pele. Nestes anos, ocorreu um avanço no conhecimento do uso desta tecnologia, principalmente no que se refere à aplicação, eficácia e segurança nos diferentes tipos de laser. Esta evolução proporcionou o desenvolvimento de aparelhos para aplicação em mucosa de maneira segura e com resultados interessantes.

Dentre estes aparelhos está o que utiliza o laser Erbium: itrio-alumínio-granada (ER:YAG).

As vantagens do tratamento a laser são: ação terapêutica apenas na vagina, podendo ser utilizada para mulheres com contra indicação ao uso do estrogênio; a realização de apenas 2 sessões de 15 a 20 minutos em 20 dias proporcionando uma resposta duradoura de cerca de 12 meses, com pequenos efeitos colaterais.

Como é o tratamento em geral:

- Quanto tempo dura a sessão?
Cerca de 15 minutos

- Quantas sessões são necessárias?
De 2 a 3 sessões

- Cuidados pré e pós sessão:
Uso de estrogênio tópico por um mês.
Aplicação de anestésico tópico 30 minutos antes da sessão.
Evitar relações sexuais por uma semana após a sessão.

- Qual outro diferencial desse tipo de laser que pode ser percebido pela paciente?
Maior tolerância e menor tempo de recuperação.

 

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