Queda de Cabelo X Quebra de Cabelo

Publicado por denisesteiner em
queda de cabelo

Como já foi dito, a queda dos cabelo é normal em certas quantidades que variam de pessoa para pessoa. De fato, isso faz parte do ciclo natural de crescimento dos fios. No entanto, um aumento significativo dessa perda em relação ao que estamos acostumados é sinal de alguma reação diferente do organismo. Por isso, deve ser avaliado com atenção. Existem diversos fatores que podem interferir no ciclo capilar, acelerando ou até interrompendo suas fases naturais.

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Alguns são apenas temporários e sazonais e, dessa forma, não requerem muitas preocupações. Outros são relacionados a alterações orgânicas, fisiológicas ou, ainda, genéticas. Antes de procurar saber por que seu cabelo está caindo é importante verificar o estado dos fios que se desprendem. Nem todas as pessoas que reclamam de queda de cabelo estão sofrendo do problema. Na verdade, é muito comum que a quebra do fio seja confundida com a queda de cabelo.

Diferencia a queda de cabelo da quebra

Para diferenciar, basta observar de perto como são os fios que caíram. Se eles forem mais curtos que o comprimento geral do cabelo e todos por igual, trata-se de um problema de quebra (e não de queda). O uso excessivo de chapinha, secador e modelador de cachos, além de hábitos como pentear o cabelo bruscamente. Assim como prender os fios sempre molhados podem enfraquecer as mechas, deixando-as mais suscetíveis à quebra. Agora, se forem os fios que caíram foram mais compridos e com uma das pontas esbranquiçadas é provável que se trate de queda de cabelo e, aí sim, a causa deve ser investigada. Para um diagnóstico mais preciso também é possível fazer uma dermatoscopia. Trata-se de exame com uma lente específica que mostra com exatidão as alterações da haste.

Alopecia tipo Eflúvio Telógeno

Diversas alterações do organismo que provoquem estresse, febre e debilidade do estado de saúde geral podem promover queda de cabelo. Em geral, alguns meses após o período do problema enfrentado. Esse tipo de perda dos fios, chamado de eflúvio telógeno, ocorre devido à mudança precoce do fio da fase de crescimento para a de repouso. Um exemplo: suponhamos que um indivíduo teve uma pneumonia que causou febre, mal-estar e tosse.

Nessa situação, o corpo precisa de energia para reforçar a imunidade e defender o organismo como um todo. Assim, há uma “mensagem interna” para que o cabelo diminua o gasto de energia. Com a divisão celular da fase de crescimento (anágena) e entre imediatamente na fase de repouso (telógena). Considerando o tempo médio de duração de cada fase, cerca de dois a quatro meses depois da pneumonia regredir a pessoa poderá ter uma queda de cabelo significativa e maior do que está acostumada, pois os fios que entraram antes na fase de repouso irão cair quase todos precocemente. Sem a lembrança de que teve a pneumonia alguns meses atrás, a pessoa poderá deixar passar e branco a verdadeira causa desse sintoma.

Causas

De modo geral, tudo o que gera estresse orgânico, ou seja, alteração no funcionamento normal do organismo, pode desencadear o sofrimento do folículo piloso e acelerar a passagem da fase de crescimento capilar para a fase de repouso. As principais alterações no organismo envolvidas com a queda de cabelo são:

• Alimentação inadequada, pobre em proteínas, vitaminas e minerais (principalmente dietas extremamente restritivas que envolvem perda abrupta e intensa de peso) ou anemia;
• Alterações hormonais (endógenas ou exógenas) relacionadas ao uso de anticoncepcionais, períodos de pós-parto ou pós-menopausa ou, ainda, provocadas por estresse emocional;
• Doenças metabólicas, inflamatórias e infecciosas, febre, neoplasias (câncer);
• Medicamentos do grupo dos antidepressivos, emagrecedores, vitamina A entre outros.

É importante reforçar que a queda de cabelo deve ser investigada de forma profunda, pois ajudará em diagnósticos sistêmicos.

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