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:: Publicações

Toxina Botulínica

Histórico

Os trabalhos pioneiros com a toxina botulínica datam de 1973 quando Scott e colaboradores iniciaram seus estudos em músculos periorbiculares de macacos. Desde então ela vem sendo utilizada como medicamento para várias doenças neurológicas e oftalmológicas como: blefaroespasmo, torcicolo espasmódico, tremor, tiques, esclerose múltipla, estrabismo, nistagmo, entre outras
Em 1987 Alastair Carruthers e Jean Carruthers a partir da observação da melhoria estética de um paciente tratado para blefaroespasmo iniciaram suas pesquisas neste campo, sendo o primeiro trabalho publicado em 1992 e ampliado em 1994.

Identificação

A toxina botulínica é uma neurotoxina produzida pela bactéria anaeróbica clostridium botulinum. Existem sete sorotipos da toxina denominados de A a G sendo o tipo A o mais potente e por isso o escolhido para os tratamentos. A toxina botulínica é uma molécula de 150kd que se combina com a hemoglutinina e outra molécula de 150kd denominada molécula não tóxica.
A toxicidade é comumente expressa em unidades. Uma unidade é a quantidade de toxina que elimina 50% (DL50) de um grupo de camundongos fêmeas Swess Webster pesando 18 a 20g. A dose tóxica para uma pessoa que pesa 70kg é estimada entre 2500 e 3000 unidades aproximadamente (40U/kg).

Apresentação

A toxina botulínica está disponível no mercado através de dois produtos comerciais:
 

Dysport

Botox

Speywood Parmaceuticasls Ltd Maidenhead, UK

Allergan Inc, Irvine California, USA

500U/frasco

100U/frasco

125mg albumina humana

500mg albumina humana

2,5mg lactose

0,9mg cloreto sódio

 

A toxina botulínica deve ser armazenada em temperaturas de -4º Celsius sendo bastante sensível ao calor e manipulação como a formação de bolhas. A substância é apresentada em frasco liofilizado e deve ser diluída em soro fisiológico 0,9% sem conservante.


Mecanismos de ação

A toxina botulínica (TB) provoca paralização muscular inibindo a acetilcolina na junção neuromuscular (JNM) e provocando denervação química.
O mecanismo de inibição da liberação de acetilcolina segue um processo de três etapas. A etapa inicial é a ligação da toxina a receptores específicos localizados no neurônio pré-sináptico da JNM. Embora a toxina seja mais específica para os receptores terminais da unidade motora, a ligação ocorre também nos gânglios colinérgicos autônomos, mas a um grau muito menor. Como resultado, apenas grandes exposições à TB estão associadas com efeitos simpáticos. A TB é normalmente incapaz de cruzar a barreira hematoencefálica e geralmente não exerce nenhum efeito no sistema nervoso central. O tempo “in vivo” necessário para a ligação da toxina a esses receptores é desconhecido, mas tem sido estimado em pelo menos 30 minutos. A segunda etapa envolve a internalização da toxina ligada no citosol nervoso por meio da endocitose mediada pelo receptor dependente de energia. Contudo, é no citoplasma no neurônio-alvo que ocorre a terceira etapa do envenenamento, a inibição da liberação de acetilcolina. Esse é um processo enzimático que requer o zinco como um co-fator. A TB é uma metaloendoprotease de zinco altamente conservada que inativa (por meio de clivagem enzimática) componentes específicos do mecanismo neuroexocitótico.


Modo de aplicação

É importante entender que a toxina botulínica deve ser feita naquela musculatura sem função específica sob pena de provocar assimetria inestética.
É importante, no meu entender , não haver padronização exagerada do número de pontos e unidades aplicadas uma vez que cada pessoa é bastante individual em suas expressões. A marcação é fundamental para se estabelecer os pontos corretos da aplicação e evitar assimetria.
• O paciente á convidado a fazer os movimentos específicos e com caneta especial se marcam os pontos desejados.
• Coloca-se o anestésico tópico que permanece 45 minutos antes do procedimento (EMLA) e 15 minutos (ANESTOP).
• O paciente pode permanecer sentado, inclinado entre 45º a 60º ou mesmo deitado somente para aplicação.
• É utilizado agulha e seringa de insulina.
• Na limpeza da área deve-se evitar soluções alcóolicas.
 

Os músculos em que esta substância é aplicada com segurança estão relacionadas abaixo:

Prócero
Orbicular do olho
Corrugador do supercílio
Músculo frontal
Depressor do ângulo da boca
Plastimas
Mentoniano


Cuidados pós operatórios
1. Evitar manipulação, fricção no local aplicado.
2. Permanecer com cabeça posição vertical por 4 horas.
3. Evitar exercícios violentos por 48 horas.

Complicações
1. Hematomas
2. Assimetrias
3. Dor de cabeça prolongada
4. Dificuldade no foco da visão
5. Ptose palpebral
6. Ptose sobrancelha
7. Edema periorbital
8. Acentuação das bolsas periorbitais

Contra indicações
A toxina botulínica é muito segura, principalmente quando aplicada em locais e doses recomendadas. Ela não é tóxica ao ser humano uma vez que está distante da dose letal humana.

Contra indicações formais:
1. Doenças imunológicas e oftalmológicas com comprometimento muscular.
2. Pacientes em uso dos antibióticos do grupo aminoglicosídeos por potencializarem as ações da mesma.
3. Pacientes grávidas ou em amamentação.

Contra indicações relativas:
1. Pacientes com pavor de agulhas.
2. Pacientes com processos infecciosos e inflamatórios no local.
3. Pacientes ansiosos e com grande expectativa sobre o resultado.

Duração


A toxina botulínica começa sua ação a partir de 48 horas e tem a duração de 2 a 6 meses com a média em torno de 4 meses.
Os fatores ligados a resposta inadequada são:
1. Perda ação por conservação inadequada
2. Diluição com formação exagerada de bolhas
3. Variação e conservação do lote
4. Diluição
5. Dose aplicada
6. Precisão da aplicação pós-operatório sem cuidados
7. Tratamento prévio com toxina botulínica

Conclusão

• Método útil e relativamente simples para a melhoria das rugas de expressão.
• Método caro em vista da duração do efeito.
• A indicação e técnicas precisas contribuem para a boa divulgação do método.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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2004 © - Dermatologia - Dra. Denise Steiner - Dermatologista - Todos os direitos reservados
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