Peelings Químicos

Publicado por denisesteiner em

O peeling químico consiste na aplicação tópica de determinadas substâncias químicas capazes de provocar reações que vão desde uma leve descamação até necrose da derme, com remoção da pele em diferentes graus. Isso significa que haverá descamação e troca de pele, atuando no tratamento de manchas, acne e envelhecimento cutâneo.

Quando bem indicado o peeling pode promover resultados excepcionais, principalmente no foto envelhecimento. O peeling é realizado, preferencialmente, no inverno, para que o excesso de sol não atrapalhe a recuperação da pele.

Os peelings, pela capacidade de trocar a pele, são utilizados para o tratamento de algumas alterações, como: rugas e flacidez, manchas, marcas e cicatrizes – promovendo rejuvenescimento cutâneo, pois renova as células e melhora a textura da pele. Os peelings químicos também podem ser feitos no corpo, em áreas como: pescoço, colo, braços e mãos, respeitando as restrições e características de cada local. A pele do corpo tem maior dificuldade na cicatrização e podem ocorrer mais complicações.

Os peelings são classificados conforme a sua capacidade de penetração, em superficiais, médios e profundos. Esse critério, porém, não é absoluto, pois o mesmo agente e concentração poderão ser superficiais para uma pele grossa, sem preparo, e médio para uma pele mais fina, muito preparada.

Peeling superficial - Age na epiderme, que é a camada mais superficial da pele e não apresenta grandes problemas após sua aplicação. Pode se realizado com as seguintes substâncias:

  • Ácido retinóico
  • Ácido glicólico
  • Ácido salicílico 20%
  • Pasta de resorcina
  • Solução de Jessner

Ácido retinóico (3 a 5%): retinóide, derivado da vitamina A, causa proliferação epidérmica e neocolagênese. Tem aspecto amarelado, sua aplicação deve ser homogênea em todo o rosto e permanecer por 6 a 12 horas, quando deve ser lavado.

Ácido glicólico: alfa hidroxiácido, utilizado na concentração de 40 a 70% com efeito epidermolítico. É tempo variado, devendo permanecer na face em média por 5 minutos. Após esse tempo deve ser neutralizado com soluções básicas.

Ácido tricloroacético: peeling superficial 10 a 20%; médio 30 a 40%; profundo >40%. É o agente mais utilizado para peelings químicos e pode ser usado em associações com outros agentes. Após sua aplicação, ocorre um “frost” (branqueamento) na face, devido à coagulação intensa das proteínas e quanto mais intensa, maior a penetração. Não precisa ser neutralizado, mas devem ser feitas compressas calmantes durante o procedimento, a fim de aliviar o ardor que causa. Após a realização do peeling, forma-se uma crosta aderente que se solta em média após uma semana.

Ácido salicílico (20 a 30%): agente queratolítico, com aspecto claro transparente e homogêneo. Provoca um ardor intenso nos primeiro 2-3 minutos da aplicação, que corresponde à precipitação dos sais; após a precipitação a dor diminui e não há mais penetração. O produto não é neutralizado, devendo ser lavado. Pode se realizado semanalmente, e é especialmente indicado para peles oleosas e acnéicas. Não deve ser realizado em pacientes alérgicos ao ácido acetilsalicílico.

Solução de Jessner: Solução alcoólica que mistura um alfahidroxiácido (ácido lático), resorcinol (derivado do feno I) e ácido salicílico. Apresenta coloração clara, com cheiro característico. Sua aplicação provoca discreto avermelhamento e ardor, e com várias passadas o eritema torna-se intenso, podendo chegar a um "frost" verdadeiro. Proporciona leve descamação nos dias subsequentes ao peeling. Também devem ser evitados pelos alérgicos ao ácido acetilsalicílico.

Pasta de resorcina: produto manipulado cujo principal ativo é a resorcina (derivado do fenol). Tem consistência pastosa com presença de grânulos e coloração de areia. O produto é aplicado com espátula, de forma homogênea em todo o rosto, devendo permanecer de 5 a 20 minutos. Pode ocorrer um leve ardor e sensação de formigamento, quando então a pasta deve ser retirada e o rosto lavado. Posteriormente, a face poderá apresentar um discreto eritema e descamação fina.

Peeling médio - Provoca a destruição dos tecidos, removendo parcial ou totalmente a epiderme, atingindo o nível da derme papilar. Apresenta poucos riscos e complicações. Pode ser realizado com os seguintes ativos:

  • Ácido glicólico 40 a 70% (2 a 10 minutos)
  • Ácido tricloroacético 35% + Solução de Jessner
  • Ácido tricloroacético 35% + ácido glicólico

Peeling profundo - Destrói totalmente a epiderme a sua profundidade atinge até o nível da derme reticular. Apresenta riscos maiores de complicações, como hipocromias (manchas claras), hipercromias (manchas escuras), cicatrizes. Pode ser realizado com:

  • Ácido tricloroacético ≥ 40%
  • Fenol (fórmula de Baker)

A indicação é a questão mais importante na realização do peeling químico e cabe ao médico, com sua experiência, analisar o tipo de pele, o tipo de lesão e do procedimento a ser utilizado. A pele do rosto, devido à presença maior de folículos sebáceos, se regenera facilmente, pois esses folículos agem como unidades de reserva importantes essenciais para a cicatrização.

O paciente, por sua vez, deve entender o processo, conhecer seus passos, limitações, duração da recuperação e ter uma expectativa real do resultado esperando. Os pacientes de pele clara (louros, morenos-claro) são os que têm menor risco de hiperpigmentação ou hipopigmentação, mas as de pele morena também podem ser submetidas a esses procedimentos, porém o preparo da pele deve ser mais longo e os cuidados posteriores maiores.

2 respostas para “Peelings Químicos”

  1. Valeria B. disse:

    Segundo pesquisei, o retinol combate rugas. Hipoglos tem alta concentração de retinol em sua fórmula. Ela combate rugas também?

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