Novo tratamento para alopecia areata – inibidores “Janus Kinase”

Publicado por denisesteiner em

A alopecia areata é um tipo bem específico de queda de cabelo que se apresenta com áreas arredondadas sem cabelo e sem inflamação ou descamação. Pode haver de uma a várias lesões, sendo que também existe o tipo chamado ofiasico que compromete a área da nuca e também  generalizada deixando a pessoa totalmente sem cabelos, sobrancelhas e pelos em todo corpo.

A alopecia areata não arde, não coça, não inflama, não descama e não contagia as pessoas. Trata-se de uma doença auto-imune que compromete tanto homens como mulheres, crianças ou adultos. As doenças auto-imunes ainda não são totalmente esclarecidas, mas o próprio organismo ataca suas estruturas provocando algum grau de inflamação e destruição. A alopécia areate pode ocorrer em qualquer pessoa, mas é mais frequente naquelas que tem parentes próximos com a doença mostrando a importância da genética na sua transmissão.

O estresse intenso assim como doenças no organismo podem estar relacionas ao aparecimento da mesma.

O tratamento clássico da alopecia areata é feito com remédios a base de cortisona. Quando o quadro está aumentando rápidamente esse medicamento é dado via oral e em casos mais leves utilizam-se com pomadas e infiltração local com a mesma droga. Casos leves com poucas lesões respondem muito bem ao tratamento tópico e o cabelo pode voltar a crescer normalmente.

Quando a alopecia é generalizada e progressiva, o tratamento é mais difícil até porque os corticoides tem efeitos colaterais importantes, como pressão alta, diabetes, aumento de pelos e  inchaço generalizado.

Hoje começam a ser utilizadas novas medicações com nomes bem complicados, tofacitinibe, ruxolitinib e baricitinib. Essas drogas são de uma família de remédios chamada de inibidores da enzima, janus kinase. É um mecanismo de ação bastante complexo, mas com a inibição desta enzima especifica, ocorre a inibição da inflamação auto-imune e o cabelo para de cair e cresce novamente. Essa categoria de medicamento ainda não está oficialmente indicada para a alopecia areata e atualmente tem um custo alto que não é coberto pelo governo através do SUS. No entanto já existem várias publicações científicas que confirmam sua a ação efetiva para alopecia areata e dermatologistas especialistas em cabelo podem indicá-lo para o tratamento dessa doença.

A alopecia areata, quando generalizada compromete gravemente a auto estima do ser humano e portanto é muito importante o surgimento de drogas que possam ser efetivas e seguras para tratá-la.

 

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