Vitiligo: problema que pode ser contornado

O vitiligo pode ser definido como uma alteração de pele caracterizada por manchas completamente brancas, de vários tamanhos, que podem se localizar em qualquer parte do corpo, inclusive nas mucosas e nos cabelos, causando sérios problemas relacionados ao convívio social e a auto-estima.

Vale destacar que as manchas de vitiligo não doem, não coçam e, não incomodam o paciente não apresentando, portanto, nenhum sintoma. Além disso, pode-se afirmar também que o vitiligo não compromete qualquer órgão interno.

Contudo, até hoje, não se sabe ao certo quais são as causas do vitiligo e, justamente por isso, há uma grande dificuldade para os médicos saberem qual é o tratamento considerado o ideal, o mais apropriado e que responda de forma totalmente eficaz.

 

Tipos:

Existem dois tipos de vitiligo: o segmentar e o vulgar. O vitiligo segmentar é a forma mais simples desse tipo de alteração de pele e caracteriza-se pelo aparecimento repentino de uma mancha que cresce num determinado período e depois estaciona. Outra característica desse tipo de vitiligo é que ele aparece de um lado só do corpo e costuma também acompanhar o trajeto de um nervo. Nesse caso ele não responde muito bem ao tratamento convencional, sendo mais indicado o procedimento cirúrgico que consiste em trazer uma célula normal para o local onde se encontra o vitiligo.

Já o vitiligo vulgar tem como principal característica o fato de aparecer em surtos. Ele aparece, surgem algumas manchas e, depois, o processo pára. Passado algum tempo surge de novo e vai aumentando cada vez mais.

Um dos aspectos relacionados a esse assunto é que a pessoa que apresentar esse tipo de alteração de pele tem que procurar ajuda médica logo no início, para começar o tratamento o quanto antes, evitando que as manchas fiquem resistentes. Em se tratando de vitiligo a dificuldade é proporcional ao tempo, ou seja, quanto mais tempo o paciente demorar para procurar ajuda médica, mais tempo o problema vai persistir.

Como exemplo de doenças auto-imunes podemos citar o lúpus eritematoso e as tireoidites. Essas são doenças onde não se sabe exatamente porque mas, o organismo cria anticorpos contra a estrutura dele próprio.

Um alento para as pessoas que padecem desse tipo de vitiligo é que ele responde bem ao tratamento convencional embora exista o problema dele aparecer em surtos. Esses surtos parecem estar ligados a problemas emocionais e a situações mais estressantes, que possam ocorrer na vida das pessoas, tais como, perda do emprego, morte de alguém querido. Muitas vezes, o problema está contornado daí o paciente passa por um trauma psicológico e as manchas tendem a voltar e aumentar progressivamente. É por isso que no caso de vitiligo vulgar o procedimento cirúrgico não é aconselhável.

Ainda com relação ao tipo de tratamento indicado para o vitiligo vale explicar que não existe um tratamento definido e cada caso será analisado individualmente.

Embora seja importante destacar que em todos os casos, de uma maneira geral, deve haver um bom entendimento entre médico e paciente sendo o aspecto psicológico de suma importância. Aliás, se o doente puder fazer um acompanhamento psicológico, isso irá ajudar muito para o bom resultado do tratamento.

Além disso o médico pode adotar medidas como a prescrição de vitaminas que sejam anti-oxidantes (vitamina C, por exemplo), que combinados a outros fatores como ácido fólico e vitamina B12, podem ajudar significativamente na fabricação de melanina.

 

Uma luz no fim do túnel

Um aspecto que deve ser mencionado, no que se refere ao tratamento, está relacionado à estimulação dos locais que estão brancos para que eles voltem a produzir pigmentos. Isso poderá ser feito de várias maneiras sendo que a mais comum é utilizar um grupo de medicamentos chamados psolarênicos + luz ultra-violeta A. Esse procedimento estimula os melanócitos e por isso, quanto menor a mancha mais favorável será o resultado.

Vale destacar que qualquer tipo de tratamento aqui citado deve ser prescrito e acompanhado pelo médico. Existem ainda os tratamentos à base de aminoácidos fenilalanina que também são combinados com a aplicação de luz e aqueles que estão em fase de desenvolvimento, com cremes anti-oxidantes que podem pigmentar a pele.

Há ainda os procedimentos cirúrgicos, cada vez mais em evidência, e que podem ser feitos de diferentes maneiras, mas basicamente consistem em trazer uma célula boa para o local em que não existe mais pigmento.

Diferentes procedimentos terapêuticos à parte, vale ainda destacar que os tratamentos para vitiligo só apresentam melhoras significativas a médio e longo prazo, sendo o período mínimo de um ano um tempo razoável para que a pessoa comece a sentir a diferença e a pele volte a apresentar pigmentação sem as inconvenientes manchas brancas.

Atualmente há possibilidade de tratamento com laser.

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