Hiperidrose

O suor é um liquido, produzido pelas glândulas sudoríparas da pele para manter a temperatura do corpo. No calor suamos para perder calor, depois de tomar remédio para a febre, por exemplo, suamos tanto que ficamos molhados e gelados para o corpo voltar à temperatura normal.

Como animais de sangue quente, nossa temperatura deve ficar entre 36 e 42 graus Celsius. Se a temperatura descer ou subir além desses limites, as células não funcionam e morrem, daí a importância da transpiração.

A quantidade de suor produzida por uma pessoa varia segundo a idade, sexo, raça e local de moradia. Os estímulos que influenciam as glândulas sudoríparas são: calor externo, exercício físico, vários tipos de doenças e alterações emocionais.

Outro aspecto interessante, e que deve ser lembrado, é que o suor propriamente dito assim é eliminado da glândula sudorípara, não apresenta nenhum odor. Mas, a medida que ele permanece na pele, há um crescimento de bactérias provocando um cheiro desagradável. Na verdade existe um paralelo, quanto maior a quantidade de suor, mais intenso será o odor, porque as bactérias vão crescer com mais facilidade e intensidade.

Nos locais como as axilas e os pés, depois de algumas horas, o suor começa a ficar mais forte. É importante observar, principalmente no caso dos pés, se não há nenhuma micose associada, ou um quadro de calosidade, aumentando a espessura e causando descamação, o que certamente vai provocar o crescimento das bactérias e do odor mais forte. Se isso ocorrer é importante que haja um tratamento concomitante tanto da calosidade, quanto da micose, para neutralizar o problema.

Vale destacar ainda que é preciso secar bem as regiões do corpo em que se transpira mais e nunca é demais enfatizar que, em se tratando do problema especifico da transpiração, higiene também é fundamental. A indicação é de, pelo menos, um banho por dia. Para suavizar o problema vale mencionar ainda, como dica, que se evite o uso de meias e tecidos sintéticos, ou roupas que apertem muito e machuquem a pele.

Outro aspecto importante é que na época da puberdade, quando os hormônios começam a ser produzidos, os adolescentes apresentam um cheiro forte nas axilas, porque o suor vai ser liberado com a secreção sebácea, onde há uma influência muito grande da parte hormonal. Neste local a glândula sudorípara é chamada de apócrina e ela não sai diretamente na pele e, sim, vai desembocar no canal do folículo pilo-sebáceo. É por isso que na fase de mudanças hormonais o odor passa a ser mais forte, com um crescimento bacteriano também mais descontrolado. Mas, nada que não seja resolvido com um bom desodorante e com hábitos saudáveis de higiene.

Podemos afirmar também que não existe relação direta do aumento da transpiração com a ingestão de certos tipos de alimentos embora, algumas vezes, o odor da pessoa possa ser modificado e ela fique com cheiro da substância ingerida que, depois, passa a ser eliminado pelo suor. Isso ocorre também quando a pessoa está tomando alguma medicamento que pode facilitar o excesso de transpiração.

O aumento excessivo do suor (hiperidrose) atrapalha a autoestima e até diminui a vida social da pessoa. A sudorese excessiva pode ocorrer nas axilas, deixando a roupa manchada, com cheiro mais forte, ou pode acontecer nos pés ou nas mãos. Neste último caso, as mãos ficam constantemente molhadas, dificultando a realização de determinados tipos de trabalho, como escrever, digitar, etc… Em geral, não há doenças associadas à hiperidrose, e ela está ligada a uma tendência pessoal ou a uma situação de estresse com muita ansiedade.

Contudo, os casos de hiperidrose nas axilas, por exemplo, podem ser revertidos com uma cirurgia específica que consiste num corte na pele e a retirada de uma quantidade de glândulas. Trata-se de uma cirurgia relativamente simples, feita pelos dermatologistas. O resultado é bastante satisfatório com uma significativa diminuição da sudorese.

Os casos de hiperidrose nas mãos ou pés são mais difíceis de serem solucionados. O tratamento local com produtos específicos, muitas vezes, não consegue controlar o problema.

Também existe o recurso da iontoforese. Trata-se de um aparelho que transmite uma corrente elétrica capaz de modificar o funcionamento da glândula. A glândula se parece a um novelo de lã com um pequeno ducto que desemboca na superfície da pele (algumas desembocam junto com a glândula sebácea no folículo piloso), Ao utilizar o aparelho (20 minutos no local duas vezes ao dia) ocorre o estreitamento do ducto e um estímulo para que se produza menos suor. Em dez dias, as aplicações começam a fazer efeito e a transpiração diminui, mas o paciente vai ter de fazer uso do aparelho para sempre.

Outra opção de tratamento para hiperidrose é o uso da toxina botulínica que é uma substância derivada de uma bactéria, que é utilizada como medicação em vários tipos de doença e até para fins estéticos. Essa toxina bloqueia a ação da acetilcolina, que é necessária para a sudorese. Ela é aplicada com agulha ponto a ponto, em toda região das mãos e dos pés, e se for o caso, nas axilas.

Com o bloqueio a acetilcolina há uma suspensão de cerca de 80% da sudorese nos locais onde a toxina é aplicada, sem causar nenhum efeito colateral, uma vez que a pessoa continua suando no restante do corpo. Na realidade, o tratamento inibe o excesso de suor que prejudica a pessoa e tem duração de em média de 8 meses.

O mais importante é procurar o serviço especializado, que possa diagnosticar cada caso e escolher o melhor tratamento.

Como Tratar

Tratamento tópico

O tratamento da hiperidrose passa pela utilização de desodorantes e antiperspirantes. O desodorante especificamente não interfere na quantidade de suor, mas sim no odor. Eles são formulados a base de agentes bactericidas ou bacteriostáticos, que impedem o crescimento das bactérias e, portanto, diminui e o cheiro do suor. Desodorantes antiperspirantes ou antitranspirantes são formulações utilizadas no local (pele) para diminuir a produção de suor. Por definição um produto antiperspirante é designado como um produto que inibe a produção da glândula sudorípara no local. Diminuindo o suor no local, o antiperspirante também inibe o mau odor, pois havendo menos suor também haverá menos odor. Para um produto ser chamado de antiperspirante ele precisa diminuir mais que 20% da produção de suor da glândula sudorípara.

Os desodorantes são considerados cosméticos porque diminuem o odor, mas não interferem na fisiologia da pele, enquanto os antiperspirantes nos Estados Unidos são considerados remédios, pois interferem numa qualidade funcional da pele. Exemplos de substâncias usadas nos desodorantes: triclosan, sais de zinco, inibidores enzimáticos, chitosan, entre outros.

A hiperidrose axilar pode responder a antiperspirantes potentes, como os sais de alumínio ou zinco, por oclusão dos dutos sudoríparos. Já os desodorantes contem perfumes e agentes antibacterianos no intuito de mascarar odores considerados desagradáveis.

O cloreto de alumínio a 20% é ainda o agente mais efetivo e amplamente utilizado para o controle da forma localizada da hiperidrose.

O potencial de um tratamento sistêmico por esta técnica está sendo redescoberto e mostrando-se cada vez mais eficiente com o uso de drogas iônicas. A técnica consiste em gerar um gradiente elétrico potente que facilite o movimento de íons solúveis através da membrana.

Toxina Botulínica

Outra opção de tratamento para hiperidrose é o uso da toxina botulínica. Essa toxina bloqueia a ação da acetilcolina, que é necessária para a sudorese. Ela é aplicada com agulha ponto a ponto, em toda região das mãos e dos pés, e se for o caso, nas axilas. Com o bloqueio da acetilcolina há uma suspensão de cerca de 80% da sudorese nos locais onde a toxina é aplicada, sem causar nenhum efeito colateral, uma vez que a pessoa continua suando no restante do corpo. Na realidade, o tratamento inibe o excesso de suor que prejudica a pessoa e tem duração de em média de 8 meses.

Tratamento sistêmico

Em alguns casos, a sudorese é tão copiosa que as medidas já relacionadas não funcionam, fazendo-se necessária a medicação sistêmica, combinada ou não com agentes tópicos. Drogas de ações anticolinérgicas são utilizadas, resultando em efeitos temporários.

A clonidina, sedativo e agonista alfa-adrenérgico, vem sendo útil na hiperidrose relacionada, especialmente à menopausa e ao uso de anti-depressivos tricíclico.

Tratamento cirúrgico

A hiperidrose axilar pode ser tratada por cirurgia, onde as glândulas sudoríparas locais são retiradas por curetagem. Também há técnicas de radiofrequência que preconizam destruir a glândula pelo calor local. São feitas de 4 a 6 sessões semanais ou quinzenais. As sessões duram cerca de 15 minutos e liberam muito calor no local.

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