Dermatologista - Clínica Denise Steiner - Dermatologia Dermatologista - Clínica Denise Steiner - Dermatologia
Dermatologista - Clínica Denise Steiner - Dermatologia
Dermatologista - Clínica Denise Steiner - Dermatologia

:: Dermatologia Clínica

Congresso Mundial de Dermatologia destaca nova substância para o tratamento do vitiligo 

Um dos trabalhos apresentados no Congresso Mundial de Dermatologia, realizado de 1 a 5 de julho de 2002, em Paris, (esse evento só ocorre a cada cinco anos), versou sobre os “avanços” das pesquisas científicas no tratamento do vitiligo.

O vitiligo é uma doença de pele causadora de manchas brancas acrômicas, tipo leite, em qualquer parte do corpo, podendo comprometer, inclusive, os pêlos. Essa doença ocorre muito em jovens e crianças acometendo, praticamente, 2% da população mundial.

Embora, na maioria dos casos, o vitiligo, não apresente nenhum aspecto de perigo a pessoa acometida, nem seja contagioso, é um tipo de doença de pele que causa um grande impacto na auto-estima das pessoas devido à sua característica inestética. Os pacientes com vitiligo têm a parte psicológica bastante crítica, porquê não há quem suporte as mudanças de cor em sua pele.

Mas, afeitos do vitiligo à parte, vale destacar a grande novidade nessa área, apresentada no Congresso Mundial de Dermatologia, é uma substância química, de uso tópico (creme) chamada tracolimus que já existe comercialmente (importado). Trata-se de um imunomodulador formado por substâncias que melhoram a parte imunológica do individuo em relação a uma determinada doença.

Recentemente, descobriu-se que há alterações imunológicas no vitiligo e que esse fato tem interferência direta com o aparecimento das manchas. Contudo, ainda não se sabe exatamente as causas dessa doença. Há algumas teorias para explica-las e a mais importante é a que o vitiligo é uma doença auto-imune, ou seja, um mal onde o próprio organismo produz auto-anticorpos contra estruturas dele próprio. Isso ocorre em relação a célula que produz o pigmento denominado melanócito.

Já foram detectados auto-anticorpos contra o melanócito em indivíduos com vitiligo, especialmente naqueles em que a doença esteja em atividade. O tratamento dessa doença sempre foi um desafio para os dermatologistas, e até há pouco tempo, as únicas terapias viáveis para tratar as manchas do vitiligo contavam, sempre, com a utilização da luz ultravioleta.

Os tratamentos eram portanto feitos com algumas medicações, ou via oral ou uso tópico mais, sempre, necessitando de uma estimulação da radiação ultravioleta para pigmentar as áreas esbranquiçadas.

Então, a novidade apresentada nesse Congresso é uma verdadeira luz no fim do túnel para as pessoas que sofrem de vitiligo pois, pela primeira vez, apareceu uma substância, em forma de creme, para tratar das inconvenientes manchas.

O Congresso apresentou vários trabalho e aulas evidenciando a utilização da substância tracolimus no tratamento do vitiligo. Essa substância imunomoduladora foi utilizada duas vezes por dia, sobre as manchas, por um período de quatro meses, em caso de vitiligo estável (incluindo crianças).

Como resultado, constatou-se que houve uma repigmentação muito boa após o período de quatro meses, sem grandes efeitos colaterais (em alguns casos houve uma leve irritação).

Vale ressaltar que o tratamento com tracolimus, duas vezes por dia, foi preconizado para os casos estáveis do vitiligo e, não, para aqueles que estivesse havendo aumento das manchas.

No entanto, a grande descoberta dessa substância para os pacientes do vitiligo é que, pela primeira vez, não há necessidade de luz no tratamento. Até agora, a maioria dos pacientes acabavam desistindo do tratamento porque cansavam-se de se expor a luz artificial ou mesmo a luz solar, com freqüência necessária para que surtisse efeito.

O tracolimus é usado sob a forma de creme em duas concentrações comerciais. O produto deve ser passado no local da mancha e espalhado numa película fina.

Portanto, conforme já mencionamos anteriormente, trata-se de um imunomodulador, agindo nas células responsáveis pela imunologia, alteradas devido a doença.

O tracolimus provoca uma normalização da parte imunológica das células, na área da lesão e, conseqüentemente, podem melhorar o vitiligo. Mas vale a pena enfatizar que essa descoberta ainda é muito nova e, por isso, poderá não se adequar a todos os casos. Além disso, o número de casos tratados ainda é pequeno mas, de qualquer forma, aponta um caminho melhor que pode ser seguido, totalmente diferente de tudo o que houve até os dias de hoje, pois além de na apresentar efeitos colaterais, pode ser realizado num tempo relativamente curto.

 

voltar

 

2004 © - Dermatologia - Dra. Denise Steiner - Dermatologista - Todos os direitos reservados
2004 © - Dermatologia - Dra. Denise Steiner - Dermatologista - Todos os direitos reservados