Orientações importantes sobre fotoproteção

Usar filtro solar protege contra os raios ultravioleta A e B.

Para peles oleosas, optar por filtros oil free, cujos veículos não contém substâncias oleosas. São os mais indicados para pessoas de pele oleosa ou com tendência à formação de cravos e espinhas. Para peles sensíveis, procure escolher um filtro hipoalergênico.

É imprescindível evitar exposições prolongadas e repetidas ao sol. Queimaduras solares acumuladas durante a vida predispõem ao câncer da pele.

Não é aconselhável se expor ao sol nos horários próximos ao meio-dia. O horário entre 10 e 16 horas têm grande incidência de raios ultravioleta B, principais responsáveis pelo surgimento do câncer da pele.

O bronzeamento ocorre gradativamente, após os primeiros dias de exposição. A pele leva 48 a 72 horas para produzir e liberar a melanina, pigmento que dá cor à pele. Portanto, não adianta querer se bronzear em um só dia, ficar muito no sol não acelera este processo, só provoca queimaduras.

É essencial proteger os lábios e as orelhas, partes do corpo que são esquecidas normalmente.

Aplicar generosamente o filtro solar, 20 a 30 minutos antes de sair ao sol. Este é o tempo necessário para a estabilização do protetor solar na pele, de modo que sua ação ocorra com maior eficácia. Faça isso de preferência em casa, sem pressa.

Peles claras e pessoas ruivas exigem maiores cuidados, pois são mais propensas ao câncer da pele. Pessoas de pele muito clara raramente se bronzeiam; portanto, elas não devem insistir no bronzeamento, o que pode provocar queimaduras e danos à pele.

Mormaço também queima. Em dias nublados cerca de 40% a 60% da radiação solar atravessam as nuvens e chegam à Terra; deve-se usar filtro solar também nestes dias.

Filtro solar deve ser usado diariamente. Mesmo quando não se vai à praia, mas se expõe ao sol no dia-a-dia. É preciso aplicar o filtro solar nas áreas expostas, evitando o dano solar que se acumula durante os anos.

A proteção das crianças é responsabilidade dos pais. É necessário estimular o uso de protetor solar desde cedo. Deve se utilizar somente protetores solares hipoalergênicos, formulados em base dermatológica ou prescritos por um dermatologista.

Alguns antibióticos e outros medicamentos (inclusive anticoncepcionais) podem causar manchas na pele. Em caso de dúvida, recomenda-se conversar com o dermatologista.

Nunca se deve passar na pele bronzeadores caseiros, óleos, refrigerantes, chás ou folhas de plantas, ou qualquer outra receita caseira. Podem irritar a pele e causar queimaduras graves.

Fotoproteção – Proteção em Relação ao Sol

O sol agride a pele mais do que é possível visualizar. Sorrateiramente ele vai deixando as células com pequenos defeitos que, se persistirem, poderão se transformar, mais tarde, em manchas e câncer da pele. É muito importante para a saúde da pele usar protetor solar.

Por que o sol pode fazer mal à pele?

A luz emitida por ele, principalmente aquela chamada UVB (ultravioleta B), chega à pele e agride várias estruturas como: DNA (proteína do núcleo celular), melanócitos (células que fazem a melanina), vasos (que promovem a irrigação da pele), fibras de colágeno e elastina (responsáveis pela firmeza da pele), entre outras. Essa agressão é neutralizada, em parte, pelas defesas naturais da pessoa, mas vai se acumulando até que com idades mais avançadas (por volta dos 40 anos) começam a aparecer as consequências dessa agressão: aspereza, manchas, rugas e os vários tipos de câncer de pele.

O sol não é necessário à saúde?

O sol promove bem-estar e também é responsável pela ativação da vitamina D na pele. Essa vitamina é importante para diversas funções do organismo, e principalmente para manter a boa saúde dos ossos. Sabemos hoje em dia que não são necessários grandes períodos de exposição solar para ativação da vitamina D, principalmente em países tropicais como o Brasil. Ao mesmo tempo, são mais que conhecidos os riscos à saude que a exposição solar em excesso nos traz.

O que é o filtro solar?

Filtro solar é um produto cuja formulação terá ingredientes capazes de proteger a pele dos raios ultravioletas do sol. Existem dois tipos de filtros solares: o filtro químico e o filtro físico. O primeiro interage quimicamente com a radiação ultravioleta transformando-a em calor. O segundo protege por meio de uma barreira, promovendo a reflexão dos raios ultravioleta. Os filtros também podem ter outros princípios ativos como: hidratantes, vitaminas antioxidantes e clareadores. O filtro também pode ter vários veículos diferentes, como cremes, géis, loções ou seruns, que vão ser indicados conforme o tipo de pele.

Como escolher o fator de proteção?

O filtro solar protege a pele tanto em relação aos danos agudos, como a queimadura solar, assim como dos crônicos, como envelhecimento da pele e o câncer de pele. Imaginemos que uma pessoa vá à praia sem filtro solar e fique vermelha após 10 minutos. O fator de proteção solar 15 significa que após passá-lo, esta mesma pessoa poderá ficar um tempo 15 vezes maior antes de ficar vermelha, isto é, 150 minutos (cerca de duas horas). O fator de proteção solar para usar na praia deve ser pelo menos 30, mesmo em pessoas morenas.

Na hora de escolher o fator de proteção solar (FPS) ideal para sua pele é importante verificar se o produto oferece proteção contra os raios UVA e UVB, essa observação deve estar no rótulo. Opte por marcas conhecidas e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Observe se entre seus princípio ativos há antioxidantes, que ajudam a neutralizar a ação dos radicais livres. Há uma regrinha básica para saber o número do FPS mais adequado. Tome como base a classificação dos tipos de pele no gráfico abaixo, você verá que as quer têm classificação I e II devem usar FPS 30, no mínimo. Já as do Tipo III, PFS 20; e as demais (IV, V e VI) FPS 15. Lembre-se de que não é necessário mudar sua rotina para se proteger do sol. Basta evitar os excessos e incluir um bom filtro solar o cuidado diário com a pele. Habitue-se a usá-lo mesmo em dias nublados.fotoprotecao

Como usar o filtro solar?

O filtro solar precisa ser passado todos os dias nas áreas que ficam expostas ao sol em quantidade suficiente para deixar uma camada espessa e protetora. Ele deve ser espalhado em toda área exposta ao sol, inclusive orelhas, pés e mãos 15 a 30 minutos antes da exposição solar. Reaplique 30 minutos após o inicio da exposição e, depois disso, a cada duas horas, ou sempre que suar muito ou molhar-se. As pessoas que se expõem de forma intensa por praticar esportes ao ar livre devem usar protetores solares resistentes à água, mas principalmente roupas adequadas para proteger a pele dos danos provocados pelo sol.

Quem deve usar filtro solar?

Todas as pessoas, independentemente da cor da pele e da idade, até mesmo crianças e idosos. No entanto, uso de filtros solares é apenas um aspecto da fotoproteção. Compreender que a exposição solar em excesso é prejudicial e adotar um comportamento adequado neste sentido é fundamental para quem quiser manter uma boa vitalidade da pele.

Melasma tem cura? Não poderei tomar sol nunca mais? O laser piora o melasma? Tenho que parar a pílula?

Estas são algumas das muitas perguntas que estão na cabeça das pessoas afetadas por essa mancha tão devastadora.

O melasma não tem cura, mas pode regredir e ficar sob controle. Para tanto, é muito importante conhecer alguns fatores que estão envolvidos com o risco de aparecimento do melasma.

O sol é o fator mais importante relacionado ao desencadeamento do melasma. A radiação crônica prolongada, facilita a manutenção dessa mancha.

O uso constante e correto do filtro solar é um dos fundamentos do tratamento do melasma. Esse filtro tem que ser físico ou orgânico, com proteção alta e com cor, pois o pigmento tem capacidade de bloquear a luz visível. Os filtros solares têm que ter amplo espectro e precisam proteger da radiação UVA e UVB. Se possível, devem ser físicos misturados com químicos, propiciando essa amplitude. Não existe filtro especifico que proteja da radiação da luz visível e, portanto, a cor torna-se importante, pois bloqueia a luz de lâmpadas e computadores.  Hoje já está comprovado que a luz visível mancha apele, principalmente a luz azul, que se mistura com o UVA longo. O filtro solar deve ser passado em quantidade generosa, ser bem espalhado e repetido a cada 3 horas. As pessoas que trabalham horas e horas com a luz diretamente no rosto precisam ter cuidado redobrado. As grávidas, que têm mais chance de ter melasma, precisam ficar protegidas.

A pele comprometida pelo melasma não deve ficar irritada, pois qualquer inflamação provoca mais produção de melanina. Isso significa que deve ser evitada a depilação de pelos e caso, o tratamento especifico do melasma, esteja provocando a irritação, deve ser reavaliado.

A pílula anticoncepcional pode piorar o melasma, mas não necessariamente deve ser interrompida. O estradiol parece ser o responsável pela piora. E em relação aos progestágenos, o efeito ainda é controverso.

Hoje são usadas algumas substâncias sistêmicas para ajudar a evitar a mancha. Uma delas é o polipodium leucotomas, que é um fitoterápico antioxidante com efeitos benéficos em relação a evitar a oxidação e inflamação.

A novidade em relação ao tratamento do melasma é o ácido tranexâmico. Alguns trabalhos, enfatizam o papel dessa substância, que neutraliza os efeitos das substâncias melanogênicas. O ácido tranexâmico inibe a formação da plasmina, que é a provocadora da melanogenese, evitando a ação de várias substâncias, que estimulam a inflamação, melanogenese. Além disso, o ácido tranexâmico, diminui o tamanho e a quantidade de vasos no local. Ele tem a função de diminuir a angiogenêse e também o nível do fator de crescimento endotelial.

Não é qualquer pessoa que pode tomar o ácido tranexâmico, cuja dose é de 250mg 2x ao dia para tratamento do melasma. É preciso checar alguns exames relacionados com a coagulação, assim como, histórico de trombose prévia. Este medicamento tem que ser receitado e acompanhado pelo médico dermatologista. Algum resultado começa a ser visto após um mês, mas o tratamento deve ser mais prolongado.

O laser pode ser contraindicado para o uso no melasma, especialmente se liberar muito calor. O laser ideal é o Nd-Yag Q-Switched, que libera energia baixa e tem pulso curto. Num laser qualquer, a energia seria variável de 30-40J, enquanto nesse laser as energias são de 1 a 3J e o pulso que seria de milissegundos em alguns lasers, nesse é 1000 vezes menor (nanosegundos). A baixa energia e o pulso ultrarrápido, fazem com que o calor liberado seja mínimo. O pigmento é destruído de forma mecânica e não libera calor significativo. O número de sessões necessárias é de 12 a 15, 1 vez por semana. A pele após cada sessão fica rosada por cerca de 30 minutos e o paciente pode trabalhar normalmente. Esse laser parece agir, contendo o melanócito e diminuindo seus prolongamentos. Além do laser, também são usados peelings superficiais seriados com ácido retinoico, ácido glicólico, resorcinol, entre outros.

Vale lembrar que o microagulhamento desponta como um tratamento interessante para o melasma. Neste caso, são feitas 2 a 4 sessões, 1 vez ao mês associado aos clareadores tópicos.

O mais importante é manter a confiança entre médico e paciente, sem esquecer da fotoproteção local.

FIM DE CARNAVAL

O carnaval de 2016 está terminando com sol intenso e muito calor.

Em geral, após esse período, nossa pele fica judiada, torna-se um pouco desgastada, principalmente pelo sol e o calor em excesso. Há grande desidratação devido ao calor, que gera suor. Além disso, os raios ultravioletas (UV) danificam o DNA celular e geram uma reação inflamatória.

Beber muito líquido e manter uma alimentação saudável são atitudes fundamentais para reequilibrar o organismo. Chás, sucos verdes com antioxidantes, são interessantes para essa ocasião. A alimentação mais leve, com folhas verdes, legumes, frutas e muita água é o ideal para desinchar e desintoxicar.

Os polypodium leucotomos, ativos encontrados numa planta da família das samambaias, podem ser ingeridos para dar uma proteção extra à pele.

Passar hidratantes suaves que possuam vitaminas E ou C, além de moléculas que atraiam a água e mantenham a pele mais próxima da fisiologia natural. Manter banhos rápidos, quase frios, usar sabonetes neutros e hidratante após o banho, espalhando bem. Insistir nos pés, joelhos e cotovelos. Evitar esfoliantes, especialmente se a pele estiver avermelhada.

No rosto, usar cremes calmantes com antioxidantes (vitamina C, vitamina E, resveratrol, azuleno, alfa-bisabolol, entre outros, que ajudam a hidratar e desinflamar.

Evitar lugares quentes e calor excessivo na pele. Evitar também, ácidos retinoico e glicólico, pelo menos por uma semana. As manchas podem até estar piores, porém, quando a pele está muito bronzeada ou desgastada, devemos evitar o uso de lasers, pois a luz dos aparelhos pode queimar a pele.

Esses cuidados são importantes para o organismo e especialmente para a pele, que pode ser preparada para os tratamentos de outono-inverno.

Novidades do Congresso Mundial de Dermatologia: SOL, CÂNCER DE PELE, VITAMINA D

Dando continuidade aos temas de maior destaque abordados no 23º Congresso Mundial de Dermatologia, vou falar hoje sobre o SOL, CÂNCER DE PELE e a VITAMINA D.

Num país tropical como o nosso, com incidência de sol  durante o ano todo, é praticamente impossível evitarmos totalmente a ação da radiação solar na pele. Confira a seguir, as informações mais atuais e os novos aprendizados sobre esses assuntos.

SOL, LUZ VISÍVEL, INFRAVERMELHO

Se considerarmos a radiação total que recebemos por dia, temos abaixo o percentual de cada tipo de radiação e observamos que, tanto a luz visível como o infravermelho, são bem maiores do que a radiação ultravioleta:

UV – 3%

Visível 44% – exposição a qual estamos expostos

IR infravermelho 53%

O sol é bastante agressivo, como já sabemos, porém a luz visível e o infravermelho chegam a nossa pele em maior quantidade. A agressão causada por essas radiações é feita de forma indireta, estimulando a formação de radicais livres. Precisamos conseguir proteção em relação a essas radiações, pois elas ainda não existem. Nenhum filtro solar do mercado protege da luz visível.

A luz visível atinge muito mais as pessoas que têm maior concentração de pigmentos e, portanto, agride mais aos negros do que brancos, causando eritema e melanogênese. Talvez essa seja a causa dos pacientes mestiços terem mais melasma e também maior dificuldade para evitar o escurecimento da lesão.

Vários trabalhos e medidas têm sido feitas, medindo a agressão da luz visível. Há também agressões imunológicas, como o aumento da expressão do CCL18 que tem sido associado à dermatite atópica e linfomas. A novidade é que através desses estudos conclui-se que a luz visível aumenta a pigmentação, a tirosinase e o CCL18 somente na pele escura e não na pele clara. Atualmente filtros com vitaminas antioxidantes e filtros com cor protegem em parte da luz visível.

TRATAMENTO PARA O CÂNCER DE PELE COM A LUZ DO SOL

Trata-se do uso da terapia fotodinâmica para o tratamento das lesões pré-cancerosas e o próprio câncer de pele (basocelular) quando superficial.

Utiliza-se um creme que é passado nas áreas afetadas (campo cancerizável). Esse creme tem afinidade pelas células cancerígenas e promove uma reação química que deixa essas células evidenciadas. A luz do sol seria o fator de tratamento final, pois teria mais afinidade por essas células marcadas e promoveria a destruição das mesmas. O produto é utilizado em casa e o paciente é orientado como deve tomar sol.

VITAMINA D

Excesso de gordura está associado à Vitamina D baixa. A obesidade pode estar associada a índices mais baixos de Vitamina D, assim como, síndrome metabólica e dislipidemia. Também contribuem para níveis baixos de Vitamina D, vida urbana e doenças em geral.

 Estudos mostram que o nível de vitamina D está relacionado a cor da pele. Estudos diferenciados mostram que pequenas quantidades de luz UVB nos braços 4x por semana é suficiente para manter o nível de Vitamina D em pessoas saudáveis. Lembrar que muitos países consideram valores normais acima de 20ng/dia, normais, e portanto, a interpretação dos exames de sangue que dosam Vitamina D é controversa.

Conclusão: há muitas duvidas sobre a vitamina D, sendo importante estudos que pesquisem esse assunto na profundidade, porém o mais evidente é que não sabemos muito sobre esse assunto.