Novidades do “meeting” da AAD – VITILIGO e DERMATITE ATÓPICA

VITILIGO – Doença autoimune que se caracteriza pelo aparecimento de manchas brancas na pele e costuma ser esquecida pelos laboratórios.

Mas desta vez, algumas novidades importantes foram apresentadas no meeting. A principal delas se relaciona ao uso de inibidores da JAK, que são drogas que podem interferir nos processos inflamatórios. Já há resultados com duas drogas: a tofacitinib e o ruxolitinib que agem na inflamação e conseguem reverter as manchas do vitiligo.

O uso de substâncias antioxidantes como a vitamina C, a vitamina B12, o ácido fólico e o ácido lipoico para combater o vitiligo também foi falado no meeting, incluindo aí, a necessidade de uma dieta adequada, livre de glúten, leite e derivados. Estudos revelaram que esses alimentos e principalmente o excesso de açúcar, que provoca uma glicemia alta, levam à inflamação do organismo. Um estudo apresentado mostrou que pacientes que deixaram de consumir esses alimentos e optaram por uma dieta rica em antioxidantes, como as verduras, conseguiram reverter as manchas do vitiligo.

DERMATITE ATÓPICA – Doença que desregula o sistema imunológico.

Crianças, desde o nascimento, são muito reativas e manifestam um desequilíbrio na forma como a parte imunológica responde. No começo da vida podem desenvolver bronquite, rinite e asma, que podem ser grave em alguns casos. Podem também ter alterações de pele, sendo comum até os dois anos o eczema no rosto e, após os dois anos e até a pré-puberdade, nas “dobrinhas”, sendo muito difícil de controlar.

A criança fica com placas avermelhadas, descamativas, úmidas que podem infeccionar e causam coceira e irritação. Até então, vinham sendo usado corticoides via oral, que comprometiam o crescimento. Agora, a novidade é o dupilumab, um biológico  – porque é natural e age numa cadeia inflamatória específica do ser humano – que está com os estudos bem adiantados e atua para neutralizar uma parte dessa inflamação.

Estudos mostraram que a hidratação também é fundamental no tratamento da atopia porque quando a barreira cutânea está íntegra, a irritação é menor. Quem tem a doença não tem a barreira; geneticamente tem dificuldade de produzir essa proteção e por isso têm muita coceira.

Um estudo mostrou que recém nascidos  com corpo bem hidratado desenvolveram menos dermatite atópica.