ROSÁCEA

A rosácea, também conhecida como acne rosácea, é uma doença inflamatória que se caracterizada por deixar a pele vermelha e com lesões que lembram espinhas espalhadas principalmente na face. As mulheres entre 35 e 65 anos são as mais comprometidas, principalmente aquelas com pele clara e sensível. Fatores variados, como álcool, calor, frio excessivo e estresse, podem piorar essa condição e causar muito constrangimento e baixa autoestima. rosácea

A causa da rosácea ainda não está esclarecida, mas sabemos que os vasos superficiais da face estão comprometidos e dilatados. Não há tratamento específico, mas são usados antibióticos imunomoduladores, como minociclina e doxiciclina por via oral.

O diagnóstico é médico, assim como o tratamento e devem ser evitados os corticoides sistêmicos ou tópicos, pois estes podem melhorar muito no início, porém causam efeitos colaterais como afinamento da pele, aumento dos vasos e até mesmo a acne. A pele pode ficar viciada ao corticoide, que além de provocar efeito rebote, pode começar a não funcionar mais para o problema.

A rosácea afeta de forma marcante a autoestima, pois denota um avermelhamento constante e incontrolável. Esse avermelhamento melhora pouco com os tratamentos convencionais e por isso, também são usados os lasers para vasos que destroem os mesmos, deixando a pele mais clara e homogênea.

Uma das novidades do Congresso da Academia Americana de Dermatologia deste ano, foi o lançamento de uma nova droga para o controle e melhora do avermelhamento da pele na rosácea. Trata-se do oximetazolina, que age nos vasos e consegue, por algumas horas, diminuir a vasodilatação, clareando a pele e evitando esse efeito indesejado. O produto é seguro e precisa ser utilizado todos os dias, mesmo em conjunto com outros tratamentos.

Outra novidade é a toxina botulínica, velha conhecida para o tratamento das rugas de expressão, também pode ser usada de forma mais diluída para melhorar o avermelhamento da rosácea. A injeção é feita após o produto ter uma diluição maior que a usada para tratamento das rugas e a aplicação é realizada de forma superficial, em pequena quantidade nos locais mais avermelhados. Nesse caso, como a aplicação é de forma superficial, não irá causar relaxamento muscular, mas evita as micro contrações superficiais, assim como diminui o excesso de produção sebácea.

O efeito da toxina botulínica para tratamento da rosácea, após uma única aplicação, persiste por cerca de 3 a 4 meses, melhorando também a textura e coloração da pele.

TOXINA BOTULÍNICA – naturalidade e suavidade

A toxina botulínica vem sendo usada há muito tempo para o tratamento das rugas de expressão. É estranho tratar essas rugas, já que elas nos fazem humanos e expressivos. Sendo assim, há muito tempo vem se evitando congelar as pessoas e deixá-las como que paralisadas e sem expressões ou sentimentos, que precisam e devem ser visíveis e naturais para nossa comunicação.

O entendimento do valor da toxina vem sendo modificado e ajustado. Ela serve para deixar o rosto mais descansado, prevenir grandes marcas e principalmente evitar expressões pesadas e tristes. Hoje, há inúmeros estudos que correlacionam a felicidade, bem-estar e auto estima, com um rosto natural e suave. Outra função da toxina é deixar o paciente menos deprimido, o que também encontra uma correlação positiva com a aparência suave, sobrancelhas mais levantadas e menos rugas ao redor dos olhos e boca.

A toxina botulínica é muito mais preventiva que curativa e não é necessária uma escravidão em relação ao tempo de aplicação, pois ligeiras movimentações são naturais e agradáveis. A regra hoje em dia é usar toxina na fronte em menor quantidade e bem mais superior, já que o músculo frontal é o único que faz o levantamento facial. Um ótimo tratamento com a toxina é para o pescoço, pois quando relaxamos as bandas do platisma, evitamos a flacidez do pescoço que é muito difícil de tratar.

A toxina deve ser usada em menores quantidades em pessoas mais velhas, uma vez que as rugas já estão instaladas no repouso e também porque há maior tendência de acentuar a flacidez, principalmente na região dos olhos. A toxina pode ser usada em micro doses superficiais (intradérmicas) para um discreto levantamento facial e melhoria da qualidade da pele.

A toxina botulínica hoje tem várias marcas comerciais, mas é sempre a toxina tipo A, que diferente da ideia inicial, provocou muito menos resistência do que se imaginou inicialmente. Além do tratamento para rugas de expressão, a toxina botulínica pode ser usada para hiperidrose, que é o excesso de suor, e também para rosácea, que é a situação em que a pele fica sensível, vermelha e cheia de lesões inflamadas. A toxina é muito versátil e segura. Há indicações para o tratamento de cicatrizes hipertróficas, devido a capacidade da mesma de neutralizar algumas citocinas inflamatórias.

A toxina não pode e não deve ser aplicada como uma receita de bolo e também é importante todos o conhecimento da sua estrutura química e imunológica até para agir nas complicações, caso elas venham a ocorrer.

Procure seu médico dermatologista, que estudou no mínimo 9 anos para oferecer o melhor custo/benefício na melhoria da sua saúde e aparência.

Rosácea não é contagiosa, mas requer acompanhamento médico

Em homenagem ao dia das mães, vou abordar hoje um tema que atinge e aflige muitas mulheres na faixa de 30 a 50 anos, a ROSÁCEA. Embora não seja contagiosa, a rosácea é uma doença crônica que incomoda muito e pode levar a baixa autoestima e depressão, devido às mudanças que ocorrem na pele.

A rosácea aparece como área avermelhada, com pápulas e pústulas que se manifestam no rosto e podem comprometer os olhos e o nariz. A doença possui quatro tipos: eritemato telangiectásica (a mais comum), pápula pustular, fimatosa e ocular.

No primeiro caso a pele fica muito vermelha e repleta de vasos (telangectasias – vasos) muito evidentes, principalmente na região centro facial. O avermelhamento pode ser agravado por vários fatores, entre eles: o álcool, sol, estresse, exercícios físicos e calor. Quem possui a rosácea, tem a sensação de estar com a pele pinicando ou queimando. Neste caso, a pessoa afetada é sensível a qualquer creme.

Na rosácea pápula pustulosa é caracterizada pelo avermelhamento e pelo aparecimento de lesões pápulo-pustulosas em surtos. Nesse tipo, a rosácea lembra a acne – tanto que por muito tempo foi chamada de acne rosácea. O tipo pápula pustular é bastante comum em homens, com períodos de piora e melhora alternados.

O tipo menos frequente é a rosácea fimatosa que causa uma inflamação na pele, tornando-a mais espessa e vermelha. O terceiro tipo de rosácea (fimatosa) é caracterizado pelo aumento e infiltração de áreas como as glândulas sebáceas do nariz e é comum em homens com mais de 40 anos. Com o tempo, o nariz pode até dobrar de tamanho. Queixo, rosto, olhos e ouvidos podem ser comprometidos.

A rosácea ocular atinge a região dos olhos. Cerca de 20% dos casos são descobertos em visita a um oftalmologista. O indicativo da doença é uma inflamação (chamada de blefarite) com avermelhamento e descamação na área dos cílios. Este tipo é o mais grave de todos, podendo evoluir para a perda da visão.

Existem outros dois subtipos mais raros da rosácea, chamados granulomatosa e fulminante. A granulomatosa tem como característica principal o aparecimento de nódulos acastanhados na face. Cerca de 15% dos pacientes com a doença podem ter lesões em outros locais. É um tipo que tem tratamento difícil.

A rosácea também pode se misturar. Pode ocorrer, por exemplo a combinação do fimatosa com o tipo pápula pustulosa e também com a forma mais comum, a eritemato telangiectásica. Também é muito frequente a associação de rosácea do tipo fulminante com a ocular.

A causa da rosácea é desconhecida, mas estudos apontam para uma combinação de fatores hereditários e ambientais. Uma série de fatores pode desencadear ou agravar a rosácea, aumentando o fluxo de sangue para a superfície de sua pele. Alguns destes fatores incluem:

  • Alimentos quentes ou bebidas
  • Alimentos picantes
  • Álcool
  • Temperaturas extremas
  • Exposição ao sol
  • Estresse, raiva ou vergonha
  • Exercício físico extenuante
  • Banhos quentes ou saunas
  • Uso de corticosteroides
  • Uso de medicamentos que dilatam os vasos sanguíneos, incluindo alguns medicamentos para pressão arterial.

O tratamento das doenças crônicas, que não têm origem conhecida, são um desafio para o dermatologista. No caso da rosácea, o tratamento do tipo mais comum é feito com produtos tópicos, como metronidazol 0,75%, ácido azelaico 0,75%, peróxido de benzoila e retinoides tópicos. O objetivo principal do tratamento é diminuir a inflamação do paciente, usando as substâncias citadas cerca de 1 a 2 vezes por dia.

Outra alternativa é a utilização de oximetozolina e da brimonidina. Ambos diminuem e controlam o flushing (vermelhidão). É bom lembrar que eles não curam a rosácea, mas diminuem o avermelhamento. Os inibidores da calcineurina também melhoram a inflamação.

Para a rosácea pápula pustulosa ocular e fimatosa é necessário utilizar o antibiótico do grupo das ciclinas: a tetraciclina e a miniciclina. Eles são utilizados até o controle clínico da doença e, com o tempo, a dose do remédio vai baixando aos poucos.

Já a isotretinoína pode ser utilizada nos quatro tipos de rosácea. O tratamento dura em torno de 3 a 4 meses. Em todas essas situações, pode haver associação dos medicamentos com o laser.

A correção cirúrgica da rosácea é indicada nos casos de fimatosa – o quarto tipo. E, para tratar a rosácea ocular, muitas vezes é necessária abordagem específica, como o uso de colírios locais (com antibióticos) e também imunossupressores, como a ciclosporina.

Também é importante o uso do laser ou da luz pulsada para vasos. A luz do laser atinge os vasos, promove sua destruição e clareia a região. Os tipos de laser mais utilizados são o Pulsed Dye Laser e NdYag.

Novidades do Congresso de Dermatologia de Portugal – Novembro de 2015

MELASMA:

O melasma apresenta-se como manchas castanhas que aparecem em áreas peculiares do rosto, como a região logo abaixo dos olhos, buço e no meio da testa, causando muito desgosto e baixa autoestima em suas portadoras. Há anos lutamos para tratar essa dermatose de forma específica, mas os resultados deixam a desejar.

Muito fatores estão relacionados ao aparecimento do melasma, como sol, calor, luzes em geral, além de estresse, doenças da tireoide e alguns remédios. A pílula anticoncepcional, assim como os implantes ou DIU, podem ajudar a desencadear, porém, quando descontinuados não ajudam no tratamento. Neste sentido, é inútil parar o tratamento hormonal para melhorar o melasma.

Uma grande novidade é que os vasos estão em maior quantidade na região do melasma;  sabe-se que os fatores de crescimento endoteliais vasculares estão aumentados no melasma e funcionam como grandes estimuladores da produção de manchas. É por esse motivo que muitas pacientes com melasma ficam vermelhas em vários tipos de situações. Atualmente o tratamento do melasma precisa incluir a destruição dos vasos em excesso, o que, por enquanto, é feito com lasers cujo alvo é a hemoglobina.

Um laser qualquer pode piorar o melasma, pois libera muito o calor. No entanto, lasers de baixa potência e pulsos curtos, como os Q-Switcheds, podem ser ótima opção para o tratamento do melasma, já que liberam pouco calor.  É importante frisar que detalhes do tratamento fazem diferença. A energia não pode ser muito elevada e o eritema após a sessão deve ser muito leve. Não podemos realizar este tratamento em associação com clareadores agressivos que deixam a pele vermelha.

Outra grande novidade é o uso do ácido tranexâmico injetável ou por via sistêmica. Essa substância é usada para hemorragias e bloqueia a chamada plasmina. Essa plasmina é responsável, em última instância, pela propagação dos estímulos da luz e do sol para o melanócito, e com isso, faz que o mesmo produza mais pigmento. Ao bloquearmos a plasmina com o ácido tranexâmico, estaremos bloqueando esses estímulos e, além de proteger a pele, também evitando a produção de melanina.

O filtro solar ideal para usar no melasma é o com cor e chamado de filtro de barreira, que é aquele que reflete a luz.

Em breve, sob a luz dessas novas descobertas, teremos mais opções para o tratamento do melasma.

ROSÁCEA:

A rosácea é um quadro que provoca avermelhamento na face e que piora com álcool, sol, calor e estresse. Podem aparecer lesões pápulo-pustulosas, além de vasos de grande calibre e evidentes, que envergonham os pacientes.  A causa da rosácea ainda não é conhecida de forma completa, mas existe, com certeza, um comprometimento vascular que está exacerbado. Além disso, também está implicado o ácaro chamado Demodex foliculorum que provoca a inflamação da pele.

Como novidade, também são utilizados medicamentos como a ivermectina tópica que diminui a população desses ácaros e ajuda acalmar e clarear a pele com rosácea.