PEELING DE FENOL

O peeling de fenol é um procedimento estético que promove a melhora das rugas e da flacidez. Apesar de não ser considerado uma cirurgia plástica, ele chega até a derme reticular (a camada mais profunda da pele), envolvendo a troca de várias camadas e, por isso, necessita de acompanhamento médico. Seus resultados, porém, são bastante expressivos, melhorando a aparência da pele foto envelhecida. 

O peeling de fenol é o mais profundo de todos os peelings, enquanto outros só conseguem resultados mais superficiais e menos expressivos, sendo conhecido também, como peeling profundo e fórmula de Baker. 

Por se tratar de um tratamento muito agressivo, o peeling de fenol é indicado às pessoas com reais necessidades, que tenham rugas profundas e que sofreram muito com os efeitos do foto envelhecimento – alterações decorrentes da ação da radiação solar sobre a pele. 

O paciente precisa ser previamente avaliado, pois o fenol é uma substância tóxica, especialmente para pessoas com problemas cardíacos, hepáticos e insuficiência renal. Por essa razão, esse peeling precisa ser realizado por médicos dermatologistas experientes. Durante o procedimento, o paciente é acompanhado de perto, a fim de impedir qualquer tipo de complicação. Portanto, o ideal é realizar uma avaliação médica para saber se o paciente tem o perfil indicado para este tipo de tratamento. 

Os preparativos para o procedimento devem ter início um mês antes, com aplicação de um crime à base de ácido retinoico e hidroquinona. É preciso tomar cuidado extra com a radiação solar, evitando expor-se ao sol sem a proteção adequada, que consiste em protetor solar com fator maior ou igual a 50. Além disso, é necessário tomar uma medicação antiviral por via oral antes de realizar o procedimento, pois o peeling favorece o aparecimento de herpes simples.  

O tempo estimado de duração da aplicação do peeling de fenol é de 2 horas. O produto é aplicado em áreas chamadas de unidades anatômicas; então espera-se 20 minutos para aplicar em outra área e assim por diante. Isto porque é em 20 minutos que o fenol é metabolizado. O frost (mudança de cor) é imediato. Este frost é causando pela coagulação, com ação imediata. São passadas várias camadas do produto, e então, uma máscara oclusiva, que tem propriedades calmantes é colocada sobre a pele. 

Logo depois da aplicação, o paciente deve fazer uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios nas primeiras 12 a 24 horas. Depois, é necessário manter a pele limpa, hidratada e protegida, evitando a exposição solar. É interessante manter uma alimentação saudável – de preferência com suplementos que ajudem a evitar a queda de imunidade e o surgimento de infecções oportunistas, lembrando que, após a descamação da pele e reepitalização, pode permanecer vermelha por um longo período. A recuperação total após o peeling ocorre em até três meses e os resultados do tratamento podem levar até seis meses para aparecer. 

É fundamental realizar o procedimento somente com dermatologistas e cirurgiões plásticos por serem os profissionais preparados para tratamentos estéticos que envolvem agressão à pele, e vale mencionar que existem alternativas menos agressivas quando se trata de problemas mais leves. 

O peeling de fenol ficou conhecido pelos resultados apresentados, pois um  único procedimento promove melhora intensa de rugas profundas e flacidez  e, mesmo sem necessidade de intervenção cirúrgica, é capaz de rejuvenescer a pele em mais ou menos 20 anos, recuperando a cor, os contornos, tônus e luminosidade. Mas, por outro lado, o tratamento ainda é doloroso, exige muitos cuidados e acompanhamento médico, e a recuperação é lenta.

Preenchimento com realce em MD Codes

A novidade do curso de MD Codes realizado em Cancun foi principalmente realçar e enfatizar a importância da reestruturação facial e não somente o preenchimento de locais específicos.

No curso de preenchimento da Universidade de Mogi das Cruzes, que ocorreu nos dias 12 e 13 de maio de 2017, foram tratadas gratuitamente 14 mulheres, promovendo esta técnica, que além de levantar, harmoniza os contornos e previne a progressão da flacidez na face.

O procedimento sempre deve ser procedido de um histórico completo, avaliando possíveis riscos em relação ao mesmo. Deve ser evitada a escolha de pacientes com doenças autoimunes, como lúpus e dermatomiosite, assim como, também devem ser evitados pacientes em uso de drogas que possam provocar sangramento como ginkgo-biloba e vitamina E. No dia do procedimento, toda a maquiagem deve ser retirada do rosto que deve ser higienizado de forma rigorosa. O ambiente deve ser cirúrgico, com toda a assepsia compatível com o mesmo e o procedimento deve ser sempre realizado por médico. O conhecimento profundo da anatomia e áreas de risco é fundamental. O rosto deve ser avaliado de forma completa e os pontos de aplicação são então, definidos. Não há idade específica e mesmo pessoas mais jovens podem receber a aplicação de preenchedores para evitar a flacidez e a perda do tônus facial. Vejam algumas indicações em pessoas mais jovens:

Os pontos mais interessantes de levantamento localizam-se na área zigomática e na região temporal. Após a aplicação nesta região, as pacientes muitas vezes não precisam de maior quantidade de preenchedor no chamado bigode chinês. A grande novidade é aplicar na região do contorno facial e também na região do queixo, produtos que estimulam a formação de colágeno. Os produtos utilizados no momento são aprovados pela ANVISA e podem projetar a pele e/ou melhorar a quantidade de colágeno. A região do queixo e também a área da mandíbula são responsáveis, em parte, pela definição do contorno facial. Quando esse contorno é indefinido, perdemos a harmonia da face e, consequentemente, envelhecemos precocemente. Nesta área do contorno facial, pode ser aplicado tanto o ácido hialurônico, como a hidroxiapatita de cálcio. O produto é aplicado em pontos específicos do queixo dependendo da necessidade de cada um.

imagem blogAs 14 pacientes, com necessidades variadas, atendidas no Curso sobre preenchimento na Universidade de Mogi das Cruzes, tiveram através da técnica de MD Codes, o levantamento e harmonização facial. Mantendo os cuidados específicos com cremes adequados, o resultado é bastante satisfatório e duradouro. Esta técnica inovadora traz resultados naturais, com maior durabilidade e previne a progressão do envelhecimento.

TOXINA BOTULÍNICA – naturalidade e suavidade

A toxina botulínica vem sendo usada há muito tempo para o tratamento das rugas de expressão. É estranho tratar essas rugas, já que elas nos fazem humanos e expressivos. Sendo assim, há muito tempo vem se evitando congelar as pessoas e deixá-las como que paralisadas e sem expressões ou sentimentos, que precisam e devem ser visíveis e naturais para nossa comunicação.

O entendimento do valor da toxina vem sendo modificado e ajustado. Ela serve para deixar o rosto mais descansado, prevenir grandes marcas e principalmente evitar expressões pesadas e tristes. Hoje, há inúmeros estudos que correlacionam a felicidade, bem-estar e auto estima, com um rosto natural e suave. Outra função da toxina é deixar o paciente menos deprimido, o que também encontra uma correlação positiva com a aparência suave, sobrancelhas mais levantadas e menos rugas ao redor dos olhos e boca.

A toxina botulínica é muito mais preventiva que curativa e não é necessária uma escravidão em relação ao tempo de aplicação, pois ligeiras movimentações são naturais e agradáveis. A regra hoje em dia é usar toxina na fronte em menor quantidade e bem mais superior, já que o músculo frontal é o único que faz o levantamento facial. Um ótimo tratamento com a toxina é para o pescoço, pois quando relaxamos as bandas do platisma, evitamos a flacidez do pescoço que é muito difícil de tratar.

A toxina deve ser usada em menores quantidades em pessoas mais velhas, uma vez que as rugas já estão instaladas no repouso e também porque há maior tendência de acentuar a flacidez, principalmente na região dos olhos. A toxina pode ser usada em micro doses superficiais (intradérmicas) para um discreto levantamento facial e melhoria da qualidade da pele.

A toxina botulínica hoje tem várias marcas comerciais, mas é sempre a toxina tipo A, que diferente da ideia inicial, provocou muito menos resistência do que se imaginou inicialmente. Além do tratamento para rugas de expressão, a toxina botulínica pode ser usada para hiperidrose, que é o excesso de suor, e também para rosácea, que é a situação em que a pele fica sensível, vermelha e cheia de lesões inflamadas. A toxina é muito versátil e segura. Há indicações para o tratamento de cicatrizes hipertróficas, devido a capacidade da mesma de neutralizar algumas citocinas inflamatórias.

A toxina não pode e não deve ser aplicada como uma receita de bolo e também é importante todos o conhecimento da sua estrutura química e imunológica até para agir nas complicações, caso elas venham a ocorrer.

Procure seu médico dermatologista, que estudou no mínimo 9 anos para oferecer o melhor custo/benefício na melhoria da sua saúde e aparência.

TOXINA BOTULÍNICA

A toxina botulínica veio definitivamente para fazer parte do arsenal terapêutico do envelhecimento cutâneo. Hoje, muito mais do que melhorar uma determinada ruga de expressão, ela pode ser usada para levantar o rosto e melhorar o contorno facial, inclusive ocidentalizando o rosto oriental devido ao afinamento e alongamento conseguidos com seu tratamento. A ideia é evitar o congelamento facial, deixá-la com uma aparência mais jovial e descansada, além de prevenir a instalação das rugas.

Muito se fala a respeito da melhor idade para realizar a aplicação da toxina botulínica. Mas não há a resposta certa para esse questionamento, pois tudo irá depender de cada caso individualmente. Enquanto uma pessoa pode ter a expressão carregada com 30 anos, outra com 50 anos apresenta o rosto liso e relaxado.

A aplicação no músculo masseter pode ajudar no contorno facial, principalmente em mulheres que não gostam do rosto quadrado; já nos homens, o masseter hipertrofiado é considerado másculo e bonito. O músculo abaixador do canto da boca, que é um músculo triangular, que começa no canto dos lábios e termina na linha da mandíbula, é importante para definirmos o contorno facial e melhorarmos a flacidez e até o chamado bigode chinês. É um ponto perigoso, pois, por questões anatômicas, pode ser atingindo o músculo abaixador do canto da boca e provocar assimetria no sorriso. Por último, o platisma, que é o músculo do pescoço e tem uma inserção na mandíbula, responsável pela flacidez e falta de contorno logo abaixo da linha do queixo e mandíbula. A aplicação da toxina botulínica neste músculo melhora a flacidez e previne o envelhecimento dessa região.

Em relação aos pacientes candidatos a essas aplicações, é importante conversar muito com o médico dermatologista que é especialista nessas aplicações. Isso porque é importante avaliar se há indicação e se não existem problemas individuais que impeçam de fazê-lo, como doenças neuromusculares, infecções e uso de antibióticos. A duração do tratamento é de aproximadamente 5 meses, porém não existe o efeito “abóbora” da história infantil da Cinderela. Isto quer dizer que haverá um efeito inicial e a pessoa não acordará de um dia para o outro flácida e enrugada. O relaxamento e a ação que a toxina botulínica produz persistem alguns meses a mais, pois a pele descansou e o músculo ainda não está tão potente.

Lembrar sempre que o uso dessa substância é seguro e cientificamente comprovado, no entanto o profissional médico deve ser especializado, conhecer profundamente a anatomia, os pontos perigosos e especialmente saber corrigir e tratar qualquer complicação.

Peelings Químicos

O peeling químico consiste na aplicação tópica de determinadas substâncias químicas capazes de provocar reações que vão desde uma leve descamação até necrose da derme, com remoção da pele em diferentes graus. Isso significa que haverá descamação e troca de pele, atuando no tratamento de manchas, acne e envelhecimento cutâneo.

Quando bem indicado o peeling pode promover resultados excepcionais, principalmente no foto envelhecimento. O peeling é realizado, preferencialmente, no inverno, para que o excesso de sol não atrapalhe a recuperação da pele.

Os peelings, pela capacidade de trocar a pele, são utilizados para o tratamento de algumas alterações, como: rugas e flacidez, manchas, marcas e cicatrizes – promovendo rejuvenescimento cutâneo, pois renova as células e melhora a textura da pele. Os peelings químicos também podem ser feitos no corpo, em áreas como: pescoço, colo, braços e mãos, respeitando as restrições e características de cada local. A pele do corpo tem maior dificuldade na cicatrização e podem ocorrer mais complicações.

Os peelings são classificados conforme a sua capacidade de penetração, em superficiais, médios e profundos. Esse critério, porém, não é absoluto, pois o mesmo agente e concentração poderão ser superficiais para uma pele grossa, sem preparo, e médio para uma pele mais fina, muito preparada.

Peeling superficial – Age na epiderme, que é a camada mais superficial da pele e não apresenta grandes problemas após sua aplicação. Pode se realizado com as seguintes substâncias:

  • Ácido retinóico
  • Ácido glicólico
  • Ácido salicílico 20%
  • Pasta de resorcina
  • Solução de Jessner

Ácido retinóico (3 a 5%): retinóide, derivado da vitamina A, causa proliferação epidérmica e neocolagênese. Tem aspecto amarelado, sua aplicação deve ser homogênea em todo o rosto e permanecer por 6 a 12 horas, quando deve ser lavado.

Ácido glicólico: alfa hidroxiácido, utilizado na concentração de 40 a 70% com efeito epidermolítico. É tempo variado, devendo permanecer na face em média por 5 minutos. Após esse tempo deve ser neutralizado com soluções básicas.

Ácido tricloroacético: peeling superficial 10 a 20%; médio 30 a 40%; profundo >40%. É o agente mais utilizado para peelings químicos e pode ser usado em associações com outros agentes. Após sua aplicação, ocorre um “frost” (branqueamento) na face, devido à coagulação intensa das proteínas e quanto mais intensa, maior a penetração. Não precisa ser neutralizado, mas devem ser feitas compressas calmantes durante o procedimento, a fim de aliviar o ardor que causa. Após a realização do peeling, forma-se uma crosta aderente que se solta em média após uma semana.

Ácido salicílico (20 a 30%): agente queratolítico, com aspecto claro transparente e homogêneo. Provoca um ardor intenso nos primeiro 2-3 minutos da aplicação, que corresponde à precipitação dos sais; após a precipitação a dor diminui e não há mais penetração. O produto não é neutralizado, devendo ser lavado. Pode se realizado semanalmente, e é especialmente indicado para peles oleosas e acnéicas. Não deve ser realizado em pacientes alérgicos ao ácido acetilsalicílico.

Solução de Jessner: Solução alcoólica que mistura um alfahidroxiácido (ácido lático), resorcinol (derivado do feno I) e ácido salicílico. Apresenta coloração clara, com cheiro característico. Sua aplicação provoca discreto avermelhamento e ardor, e com várias passadas o eritema torna-se intenso, podendo chegar a um “frost” verdadeiro. Proporciona leve descamação nos dias subsequentes ao peeling. Também devem ser evitados pelos alérgicos ao ácido acetilsalicílico.

Pasta de resorcina: produto manipulado cujo principal ativo é a resorcina (derivado do fenol). Tem consistência pastosa com presença de grânulos e coloração de areia. O produto é aplicado com espátula, de forma homogênea em todo o rosto, devendo permanecer de 5 a 20 minutos. Pode ocorrer um leve ardor e sensação de formigamento, quando então a pasta deve ser retirada e o rosto lavado. Posteriormente, a face poderá apresentar um discreto eritema e descamação fina.

Peeling médio – Provoca a destruição dos tecidos, removendo parcial ou totalmente a epiderme, atingindo o nível da derme papilar. Apresenta poucos riscos e complicações. Pode ser realizado com os seguintes ativos:

  • Ácido glicólico 40 a 70% (2 a 10 minutos)
  • Ácido tricloroacético 35% + Solução de Jessner
  • Ácido tricloroacético 35% + ácido glicólico

Peeling profundo – Destrói totalmente a epiderme a sua profundidade atinge até o nível da derme reticular. Apresenta riscos maiores de complicações, como hipocromias (manchas claras), hipercromias (manchas escuras), cicatrizes. Pode ser realizado com:

  • Ácido tricloroacético ≥ 40%
  • Fenol (fórmula de Baker)

A indicação é a questão mais importante na realização do peeling químico e cabe ao médico, com sua experiência, analisar o tipo de pele, o tipo de lesão e do procedimento a ser utilizado. A pele do rosto, devido à presença maior de folículos sebáceos, se regenera facilmente, pois esses folículos agem como unidades de reserva importantes essenciais para a cicatrização.

O paciente, por sua vez, deve entender o processo, conhecer seus passos, limitações, duração da recuperação e ter uma expectativa real do resultado esperando. Os pacientes de pele clara (louros, morenos-claro) são os que têm menor risco de hiperpigmentação ou hipopigmentação, mas as de pele morena também podem ser submetidas a esses procedimentos, porém o preparo da pele deve ser mais longo e os cuidados posteriores maiores.

Ácido Hialurônico / Preenchimento

A procura por tratamentos para melhorar a pele envelhecida é sempre crescente, visto que a aparência agradável e bonita está relacionada à autoestima e sucesso profissional e social.

Uma das opções de tratamento facial para melhorar a aparência e também proporcionar melhor contorno e volume na face é o PREENCHIMENTO.

Recentemente ocorreu a morte de uma modelo, que foi associada ao preenchimento com o ácido hialurônico. É importante ressaltar que o procedimento com ácido hialurônico é seguro e certamente não ocasionou a morte da modelo. Esse fato traz à tona novamente, a importância de realizar procedimentos com profissionais qualificados para tanto, em clínicas especializadas, que trabalham com produtos aprovados pela Anvisa.  

O fato é que ninguém morre de aplicação por ácido hialurônico, que é o preenchedor mais usado e conhecido no mundo. Milhões de pessoas foram e são tratadas com esta substância, sendo que, o índice de complicações não atinge 1% em todos os países onde o produto é utilizado, ao longo de quase trinta anos de existência.

Vale a pena conhecer um pouco da história deste produto, o ácido hialurônico, para entendê-lo melhor.  

Os primeiros preenchedores foram utilizados e aprovados em 1996 na Europa, sendo que o ácido hialurônico foi um dos primeiros. Ele consiste em um complexo natural de açúcar que retém água em grande quantidade e que já existe nos organismos vivos. Trata-se de uma cadeia linear de polissacarídeos e glucosamina, ocorrendo em grande quantidade na matriz do tecido conectivo da pele. Traduzindo, a pele do ser humano está repleta de moléculas de ácido hialurônico que ajudam na hidratação e tonicidade da pele. O ácido hialurônico natural é metabolizado em 24 – 48 horas, sendo novas moléculas produzidas e destruídas constantemente pelo organismo.  

No princípio, o ácido hialurônico era extraído de animais, porém mais recentemente o processo da sua produção é por bactérias específicas que produzem o mesmo tipo de ácido hialurônico existente na pele humana. Esse produto é purificado e passa por um processo de cross link ou reticulação, que significa promover uma modificação química na molécula, deixando suas cadeias mais firmes para que haja uma permanência e duração maior na pele.  

O ácido hialurônico hoje é produzido com várias concentrações, nível de reticulação e densidades diferentes. Ele não é permanente e vai durar cerca de 1 ano. Deve ser evitado em pessoas com tendência a alergia ou choque anafilático, aqueles que tomam medicações anticoagulantes, aqueles que tenham doenças autoimunes, ou medo demasiado de agulha.

Desde o início de seu uso, sua indicação só tem aumentado, podendo ser usado no lóbulo da orelha, para melhorar a olheira, corrigir defeitos nasais, sulcos, rugas, contorno e volume facial, trazendo resultados muito positivos, com melhor qualidade de vida às pessoas. 

A aplicação deve ser feita por médicos especializados e esse é o ponto crucial do processo, pois este especialista precisa conhecer precisamente a anatomia da face. Além disso, o médico dermatologista tem que dominar a indicação mais correta do produto, evitando a aplicação em determinadas situações.  

Portanto, a escolha do profissional médico para o procedimento, em clínica especializada, que siga corretamente as determinações do órgão regulador, Anvisa, continuam sendo determinantes.

SÉRIE: Nutracêuticos na prevenção e tratamento do envelhecimento cutâneo – Parte II

Hoje vou abordar a importância dos radicais livres no envelhecimento. Afinal, é possível ou não neutralizar seu efeito no organismo?

OS RADICAIS LIVRES ACELARAM O ENVELHECIMENTO

De acordo com a teoria dos radicais livres (Denham Harman – Universidade de Nebraska 1950), espécies reativas de oxigênio (ROS), decorrentes principalmente do metabolismo oxidativo celular, desempenham um papel importante, tanto no envelhecimento cronológico, quanto no foto envelhecimento. Apesar dos diversos mecanismos antioxidantes existentes no organismo, que se deterioram com o aumento da idade, mantém-se um dano celular abundante pelas ROS. Esse dano leva ao aumento secundário ainda maior das ROS e à diminuição das capacidades antioxidantes, e, por fim, ao envelhecimento celular. Tanto no envelhecimento extrínseco, quanto no intrínseco, pode-se culpar as ROS pelo favorecimento de transcrição c-Jun via MAPK (proteino kinases ativadas por mitógenos). Essa indução ativa o decisivo fator de transcrição AP-1 (proteína ativadora-1), levando à expressão de metaloproteinases de matriz MMP-1 (colagenase intersticial), MMP-3 (estromalisina-1) e MMP-9 (gelatinase-b) e prejudicando a manifestação do procolágeno tipo 1.

O organismo é capaz de utilizar processos fisiológicos para neutralizar os radicais livres. Por exemplo, enzimas como a catalase e a glutationa peroxidase quebram o peróxido de hidrogênio, transformando-o em água, ajudando assim, a eliminar as espécies reativas de oxigênio. Infelizmente, com o envelhecimento e sob algumas condições, como tabagismo, ingestão de toxinas e exposição à radiação ultravioleta, formam-se mais radicais livres do que o sistema antioxidante do corpo é capaz de neutralizar, criando um processo chamado “estresse oxidativo”.

PESQUISAS DEMONSTRAM QUE ADICIONAR ANTIOXIDANTES EXÓGENOS PARA SUPLEMENTAR A RESERVA DE ANTIOXIDANTES ENDÓGENOS DO CORPO, PODE REDUZIR O ESTRESSE OXIDATIVO A UM NÍVEL MÍNIMO.

ANTIOXIDANTES E A PELE

Os antioxidantes têm sido utilizados há muito tempo pela indústria cosmecêutica devido aos seus prováveis benefícios, prenunciando propriedades anti envelhecimento e anti-inflamatórias. Além disso, apresentam características anticarcinogênicas, por neutralizarem os radicais livres gerados pelo metabolismo celular e radiação ultravioleta.

O uso de substâncias com propriedades antioxidantes, capazes de combater os efeitos deletérios dos radicais livres é cada vez mais difundido.

São considerados antioxidantes clássicos a vitamina C, a vitamina E, o betacaroteno, o zinco e o selênio, mas novos compostos são cada vez mais estudados na tentativa de otimizar os resultados.

Um estudo de 2008 publicado no International Journal of Edidemiology demonstrou que uma dieta mediterrânea, constituída por peixes, frutas, verduras e nozes, poderia proteger contra o melanoma, mesmo após análise do tipo de pele, exposição ao sol e histórico familiar. Outros estudos de caso-controle demonstraram de forma semelhante, uma relação inversamente significativa entre o consumo de alimentos ricos em vitamina A e o risco de melanoma maligno, indicando um potencial efeito de proteção. Outro grupo de pesquisa da Inglaterra, evidenciou que uma alimentação rica em licopeno oferece cerca de um terço a mais de proteção contra queimaduras de sol. Alguns estudos investigaram se a alimentação estava relacionada ao envelhecimento da pele em locais de exposição solar, sendo evidenciado que um alto consumo de verduras e azeite de oliva aparentemente fornecia proteção contra os danos cutâneos actínicos.

Um estudo foi realizado com voluntários saudáveis, de idades entre 40 e 50 anos, sobre a relação da concentração de antioxidantes na pele e a aspereza cutânea. A aspereza foi determinada pela profundidade e densidade dos sulcos e rugas. Descobriu-se que indivíduos com alta concentração de antioxidantes na pele exibiam níveis menores de aspereza cutânea que indivíduos com níveis menores de antioxidantes. Um estudo adicional investigou a melhora da estrutura da superfície cutânea após a ingestão sistêmica de antioxidantes e/ou uso tópico de cremes contendo antioxidantes.