MELASMA

O melasma é uma mancha de cor acastanhada que aparece principalmente na face de mulheres jovens. 

É uma doença crônica, persistente que provoca constrangimento e baixa autoestima. Não se trata de uma alteração unicamente estética, pois provoca alterações emocionais com mudanças do padrão do comportamento psicossocial.

O tratamento tem mudado ao longo dos anos, tendo em vista o maior conhecimento das suas causas e também dos fatores que podem piorá-lo. 

É fundamental que a paciente com melasma proteja a pele do sol, porém o filtro solar tem que obedecer certas características específicas: filtro solar físico com proteção alta e com pigmentos coloridos (base). Existem dois tipos de filtro solar:

1-Filtro químico, onde a molécula se combina com a radiação ultravioleta do sol e transforma a mesma em calor.

2-Filtro físico, onde a molécula funciona como barreira e reflete a luz ultravioleta, não deixando a mesma agredir a pele.

O melasma piora com o calor e, portanto, o filtro físico é melhor ou pelo menos, a mistura dos dois com número alto de fator de proteção. Além disso, novos estudos têm demonstrado que a luz visível, que está nas lâmpadas, computadores etc.. mancha a pele e pior, só mancha peles escuras ou já pigmentadas. Não existe filtro solar para proteger da luz visível e no momento somente os filtros com cor (pigmento) irão oferecer proteção com relação a essa indicação. 

Outra questão muito simples, porém, muito importante é que a pele do melasma não pode e não deve ficar vermelha, irritada, queimando ou com ardor. Isto porque ,nesses casos, a mancha irá piorar, pois qualquer inflamação piora a hiperpigmentação. Sendo assim a pele com melasma, além de filtro solar com cor, precisa de hidratação com substâncias calmantes. Lembrar que qualquer tratamento agressivo como peelings, laser de CO2, esfoliações, podem produzir efeito rebote. 

Muitas vezes, um ótimo filtro solar, repetido várias vezes ao dia, associado a uma pele bem limpa e hidratada, pode ser meio caminho andado para o tratamento do melasma.

No próximo texto do Blog poderão conferir os tratamentos mais modernos para essa mancha tão incômoda.

MICROAGULHAMENTO

A técnica de microagulhamento está muito em voga nos últimos tempos. Esse procedimento, consiste em utilizar um pequeno instrumento chamado “roller”, que tem muitas agulhas que picam a pele, estimulando a reação da mesma. A medida que a pele é picada, ela reage e desencadeia uma resposta em cascata, com muitos elementos inflamatórios e hormônios do crescimento. Existem, portanto, dois estímulos importantes que ocorrem simultaneamente, sendo um deles a picadura na pele e o outro a reação fisiológica de produção de citoquinas acionadas para cicatrizar a pele.

Embora pareça simples, o procedimento precisa ser feito por médicos especialistas para evitar o trauma em áreas que possam ter pré-câncer de pele e o próprio câncer de pele. Isto porque, o trauma da picada e o sangramento, podem disseminar essas células malignas. Áreas inflamadas ou infectadas, também não podem ser picadas.

O microagulhamento pode ser indicado para várias alterações de pele, como cicatriz de acne, melasma, estrias e fotoenvelhecimento cutâneo. Em cada um desses casos será indicado um “roller” diferente com um número total de agulhas e também com tamanho diferente dessas agulhas. Nas cicatrizes de acne, que são mais fibrosas, usamos agulhas de 2,5mm, enquanto para tratamento do melasma, a agulha é de 1,5mm. O microagulhamento também pode ser feito na área das olheiras, onde usamos agulhas de 0,5mm. O procedimento irá gerar um sangramento maior ou menor e justamente esse sangramento, através das plaquetas, irá carregar os fatores de crescimento naturais, que são importantes para melhorar a qualidade da pele.

IMG_5112Para cada indicação do microagulhamento será indicado o número de sessões necessárias, que pode variar de 4 a 8, com intervalos de 2 a 4 semanas. Após o procedimento, podem ser usados princípios terapêuticos específicos para melhorar ainda mais a doença que está sendo tratada. No caso do melasma, pode ser usado ácido tranexâmico, enquanto no fotoenvelhecimento podemos utilizar vários ativos como a própria vitamina C. Vale lembrar que o ideal é que o produto utilizado seja estéril para evitar contaminação. O resultado pode ser notado após 8 a 10 dias. Em geral, a pele fica sensível por 3 a 4 dias, sendo necessário o uso de filtro solar.

Outra indicação interessante é o uso do microagulhamento no couro cabeludo, para melhorar a queda de cabelo. Nesse caso, podem ser usados ativos com a finasterida e minoxidil.

O microagulhamento sempre melhora muito a qualidade e saúde da pele. Esta é uma técnica simples, com preço muito acessível e com seus riscos específicos, porém muito promissora na área da dermatologia.

Novidades do Congresso Internacional da Academia Americana de Dermatologia – 3 a 7 de março/2017 – MELASMA

Com relação ao melasma, um tema bastante complexo e sempre citado na Academia Americana, falou-se muito sobre a etiopatogênese que aborda suas causas e sua origem. A causa do melasma não está totalmente definida, mas com certeza há várias influências, desde a radiação ultravioleta, uma das principais e já bastante conhecida, até a questão dos hormônios e também,  outras causas mais recentes, como o excesso de vascularização.

Hoje o melasma tem sido considerado também como uma doença vascular, onde os vasos estão dilatados nessa região e há expressão bastante forte de alguns fatores de crescimento relacionados a parte vascular.

Além disso, começa a se dar muita importância à barreira cutânea do melasma, o que significa que essa barreira não pode ser rompida – ela está relacionada a todo tipo de mecanismo que influencia na manutenção das condições da pele. Então, se a pele está desidratada, a barreira fica prejudicada; se a pele está machucada; se esfria muito; se esquenta muito; todas essas situações podem prejudicar o equilíbrio dessa barreira e provocar uma inflamação na pele. Assim, há muita discussão atualmente em relação ao melasma e por isso, cada vez menos se fala de usar produtos muito agressivos que possam provocar irritação.

Outra abordagem falada novamente sobre o melasma, é o uso do ácido tranexâmico, uma substância que inibe a plasmina, que está envolvida no estímulo de melanogênese. Dessa forma, quando usamos uma substância que inibe a plasmina, inibimos estímulos negativos que podem gerar maior produção de melanina.

Falou-se também, a respeito de usar laser para vasos, tecnologia Dye laser, ao invés de só usar laser para combater a pigmentação. Os lasers para vasos eliminariam os vasos dilatados e excessivos e poderiam contribuir muito para a manutenção do melasma.

Em relação ao laser Q-switched ND-YAG, o mais indicado para tratar o melasma, realmente se demonstrou que além de quebrar o pigmento, ele também consegue inibir o melanócito. Se pensarmos no melanócito como uma célula parecida com um polvo com prolongamentos tipo tentáculos, cheio de braços, é como se esse laser conseguisse encolher esses bracinhos. O tratamento com a associação dos dois tipos de lasers também é interessante e deve ser avaliado.

Logicamente nem estou falando da proteção solar que é a premissa fundamental para proteção do melasma. Lembrar também que quando falo de ácido tranexâmico, o principal uso é via oral, com dose de 250 miligramas 3 x ao dia.

Melasma: O que há de novo

O diagnóstico do melasma é feito clinicamente, onde observamos manchas acastanhadas escurecidas, que ocorrem principalmente no rosto de mulheres jovens. Não é uma doença grave nem contagiosa, mas perturba a autoestima e compromete a vida social das mulheres acometidas.

Recentes trabalhos científicos demonstram que o aparecimento da mancha não está relacionado somente ao melanócito, que é a célula produtora do pigmento, denominada melanina. Hoje, já se sabe que no melasma também estão envolvidas várias outras células, como o queratinócito, o fibroblasto e o mastócito. Outra descoberta muito recente é de que os vasos sanguíneos também são responsáveis pelo aparecimento e manutenção do melasma. Mais uma novidade interessante é que o melasma também tem a ver com o fotoenvelhecimento da pele. Além de tudo isso, vários fatores internos e externos também estão implicados no aparecimento do melasma, como sol, calor, hormônios, estresse, medicações, traumas, entre outros.  Com tudo isso é possível entender porque o melasma é tão difícil de tratar e controlar.

No IMCAS – International Master Course on Aging Science 2017, houve algumas aulas muito interessantes sobre essa mancha que podem contribuir para um tratamento mais efetivo.

Algumas dessas novidades são:

O filtro solar deve, obrigatoriamente, ter proteção para UVA + UVB, ser uma combinação de filtro físico e químico com fator de proteção solar (FPS), maior que 50. Ele deve ser colorido como uma base, pois somente o pigmento protege da luz visível que é emitida pelo telefone celular, lâmpadas e computador.

O tratamento para o melasma deve incluir remédios por via oral e também cremes clareadores. m relação aos tratamentos via oral, estão sendo citadas substâncias diferenciadas como ácido tranexâmico e a glutadiona.

É importante frisar que o ácido tranexâmico, por via oral, é um remédio of-label, que precisa ser receitado pelo médico, que fará exames de sangue para saber da possibilidade de usar essa substância.O ácido tranexâmico em doses de 500 a 750mg por dia mostrou bons resultados no controle da doença. Seu mecanismo de ação é bloquear os vários estímulos negativos que provocam o melasma, como radiação ultravioleta, estresse oxidativo, alterações hormonais, aumento dos vasos sanguíneos.

A glutadiona é outra medicação inovadora que precisa ser indicada pelo médico, pois também tem contraindicações específicas. O potencial de ação dessa substância está relacionado a ação anti-inflamatória e antioxidante.

Também embasado em trabalhos científicos, se observou que é necessário tratar os vasos que estão aumentados. Sendo assim, hoje utilizam-se lasers com comprimento de onda para agredir a hemoglobina. Sendo assim, podem ser usados o Dye laser, a Luz Pulsada e o Nd Yag, todos que destroem vasos mais superficiais. Esse tipo de tratamento evita que haja a manutenção da inflamação, que é sempre constante no melasma.

Para o tratamento do melasma também são utilizados lasers para a mancha, e nesse caso, o laser tem que ser especial, liberando pouca energia e com pulso muito rápido. Esse tipo de laser é chamado Nd Yag Q-Switched, sendo necessárias várias sessões, já que a energia é baixa e pontual. Também pode ser utilizado o microagulhametno e/ou microinfusão de medicamento. Nesse caso, o procedimento é uma picadura na pele, com ou sem medicação. Essa técnica é inovadora e são usadas várias combinações de tratamento como: vitamina C, niacinamida, glucosamina, entre outras.

A última dica é que a pele do melasma deve estar sempre bem hidratada e calma, pois, pele vermelha e descamativa induzem a maior produção do pigmento melanina.

O estresse deve ser controlado e o filtro repassado a cada 2horas. 

MELASMA

Melasma não é simplesmente uma mancha, mas sim uma manifestação especial em indivíduos predispostos, decorrente de vários estímulos e reações químicas específicas.

Hoje já se sabe que além da célula chamada melanócito, responsável pela produção de melanina, o queratinócito e o fibroblasto, células importantes na pele, também comandam a orquestra que determina o aparecimento do melasma. Há vários fatores que interferem no melasma como: sol, luz visível, calor, hormônios, estresse, doenças, medicamentos, entre outros. Todas essas causas acionam receptores específicos na pele, que funcionam como uma chave na fechadura, abrindo uma porta para várias reações químicas, que culmina, com a excessiva produção de melanina. Além disso, hoje já se conhecem diversos genes que estão desregulados relacionados diretamente a produção dessas manchas. Sendo assim, há maior dificuldade em tratar as pessoas cuja família é comprometida pelo melasma.

Pontos importantes para um tratamento mais abrangente e eficaz:

Conversar muito com seu médico para passar todas informações relacionadas e tirar suas dúvidas. O médico dermatologista é o especialista apto para realizar o tratamento dessa mancha, pois há diagnósticos diferenciais importantes, inclusive alergia e ocronose.

Conversar sobre o uso de anticoncepcionais ou hormônios. Caso você tenha começado a tomar pílula e o melasma aparecer, é importante suspender a mesma. Caso você já tome há muito tempo, sem relação com o melasma, então não vale a pena essa suspensão. Outros remédios hormonais ou não, também podem influenciar na mancha. Discuta a possibilidade de suspendê-los.

Usar filtro solar de amplo espectro com substâncias orgânicas e não orgânicas, ou seja, um filtro físico e um filtro químico. Além disso, é importante que o filtro tenha cor, pois a cor protege contra a radiação da luz visível, que é a de lâmpadas e computadores. Fique longe de muito calor e repita o filtro quatro vezes ao dia.

O tratamento com cremes clareadores é importante, porém não deve irritar a sua pele. Converse com seu médico, caso esteja ficando vermelha e ardida.

O uso do ácido tranexâmico em creme, injetável ou uso oral, pode ser uma opção, já que trabalhos mais atuais têm comprovado sua atuação, bloqueando vias que são estimuladoras da melanogenese. Converse com seu médico dermatologista, pois essa indicação embora eficaz, pode ter contraindicação para você.

Controlar o estresse e ter alimentação saudável e equilibrada, com antioxidantes e vitaminas, além de manter atividade física moderada vão ajudar no tratamento.

Existem recursos como peelings e lasers que podem ser usados com sucesso. O laser não poder ser qualquer um, pois energias muitos altas irão provocar rebote. O mais indicado hoje é o Q-Switched-Nd Yag com nanosegundos.

Hoje também se fala sobre o microagulhamento, que pode ser feito com agulhas de 1,5mm e orvalho sangrante bem incipiente.

Confiança e empatia com seu médico dermatologista, são fundamentais para o sucesso do tratamento.

MELASMA

O melasma é uma das queixas mais frequentes nos consultórios de dermatologia. Conhecido como manchas de gravidez ou cloasma, é uma hipermelanose adquirida, crônica, de etiologia não bem definida, caracterizado por máculas (manchas) de coloração acastanhada, simétricas em áreas expostas da pele, principalmente na região frontal e malar. É uma condição comum, acomete indivíduos de todas as raças e ambos os sexos, sendo mais observado em mulheres em idade fértil e com fototipos mais altos – mais morenas (IV – V de Fitzpatrick), e que vivem em áreas com elevada radiação ultravioleta (UV).

Constitui uma dermatose de grande impacto psicológico, devido ao aspecto inestético de suas lesões, cronicidade e complexidade de tratamento.

Recentemente, com o alto desenvolvimento da ciência genética, foi observado que o gene H19 se comporta de forma mais lenta e isso pode estar relacionado à intensificação da ação da enzima tirosinase que, por sua vez, aumenta a quantidade de melanina.

A exposição solar é considerada o fator mais importante e hoje já podemos entender porque o sol piora tanto o melasma. Isso está relacionado a grande produção de radicais livres gerada pela exposição aos raios ultravioleta. O excesso de radicais livres gera inflamação na pele e estimula a tirosinase, aumentando a pigmentação. Exposições repetitivas levam a um aumento do número de melanossomas, bem como do numero de melanócitos ativos. Estes fatos justificam a relação da exacerbação e/ou surgimento do melasma após a exposição solar.

Fatores hormonais, especialmente na gravidez e o uso de anticoncepcionais orais também estão relacionados à piora e/ou surgimento do melasma.

Recentemente, estabeleceram-se interações entre o aumento da vascularização cutânea e a melanogênese. Em vista dessas novas descobertas, hoje podemos classificar o melasma como vascular ou não vascular, e no primeiro, o tratamento também precisa atingir as lesões vasculares.

Até o momento existe terapia com resultados totalmente satisfatórios para o melasma. Várias propostas têm sido feitas, com o principal objetivo de clarear as lesões, prevenir e reduzir a área afetada, com o menor número possível de efeitos adversos.

O uso de protetor solar de amplo espectro (UVA e UVB) com cor é fundamental. Sabemos que a luz visível, aquela das lâmpadas e computadores, também provoca escurecimento da pele. Esse é um aspecto importante do tratamento, pois não temos filtro solar específico para a luz visível. O filtro para proteger da luz visível precisa ter cor, pois o pigmento bloqueia essa radiação.

Os diferentes tratamentos propostos atuam em diversas etapas da formação do melasma, seja por inibição da tirosinase (ex: hidroquinona, tretinoína, ácido azelaico, ácido kógico), por supressão não seletiva da melanogênese (corticóides, ácido tranexâmico), por inibição de espécies reativas de oxigênio (ácido azelaico, antioxidantes), por remoção de melanina (peelings químicos e/ou físicos) ou por dano térmico (luz intensa pulsada, laser). Geralmente para se obter uma melhor resposta terapêutica, o que se observa é a necessidade de tratamentos combinados.

Podemos associar, principalmente nos casos refratários, procedimentos como peelings químicos, microdermoabrasão, luz intensa pulsada, laser fracionado, laser vascular, além do laser Q-Switched ND:YAG (aprovado especificamente pelo FDA para o tratamento do melasma). Alguns estudos têm mostrado benefícios com o uso do microagulhamento. Todos estes procedimentos devem ter indicação e acompanhamento médicos.

É primordial o esclarecimento do paciente com melasma sobre a cronicidade de sua patologia, dificuldade terapêutica, necessidade da aderência estrita à proteção solar de amplo espectro e de tratamento de manutenção.

Muitos estudos e pesquisas continuam sendo realizados no sentido de atualizar e revisar o mecanismo desta patologia e desvendar terapêuticas cada vez mais eficazes.

Melasma tem cura? Não poderei tomar sol nunca mais? O laser piora o melasma? Tenho que parar a pílula?

Estas são algumas das muitas perguntas que estão na cabeça das pessoas afetadas por essa mancha tão devastadora.

O melasma não tem cura, mas pode regredir e ficar sob controle. Para tanto, é muito importante conhecer alguns fatores que estão envolvidos com o risco de aparecimento do melasma.

O sol é o fator mais importante relacionado ao desencadeamento do melasma. A radiação crônica prolongada, facilita a manutenção dessa mancha.

O uso constante e correto do filtro solar é um dos fundamentos do tratamento do melasma. Esse filtro tem que ser físico ou orgânico, com proteção alta e com cor, pois o pigmento tem capacidade de bloquear a luz visível. Os filtros solares têm que ter amplo espectro e precisam proteger da radiação UVA e UVB. Se possível, devem ser físicos misturados com químicos, propiciando essa amplitude. Não existe filtro especifico que proteja da radiação da luz visível e, portanto, a cor torna-se importante, pois bloqueia a luz de lâmpadas e computadores.  Hoje já está comprovado que a luz visível mancha apele, principalmente a luz azul, que se mistura com o UVA longo. O filtro solar deve ser passado em quantidade generosa, ser bem espalhado e repetido a cada 3 horas. As pessoas que trabalham horas e horas com a luz diretamente no rosto precisam ter cuidado redobrado. As grávidas, que têm mais chance de ter melasma, precisam ficar protegidas.

A pele comprometida pelo melasma não deve ficar irritada, pois qualquer inflamação provoca mais produção de melanina. Isso significa que deve ser evitada a depilação de pelos e caso, o tratamento especifico do melasma, esteja provocando a irritação, deve ser reavaliado.

A pílula anticoncepcional pode piorar o melasma, mas não necessariamente deve ser interrompida. O estradiol parece ser o responsável pela piora. E em relação aos progestágenos, o efeito ainda é controverso.

Hoje são usadas algumas substâncias sistêmicas para ajudar a evitar a mancha. Uma delas é o polipodium leucotomas, que é um fitoterápico antioxidante com efeitos benéficos em relação a evitar a oxidação e inflamação.

A novidade em relação ao tratamento do melasma é o ácido tranexâmico. Alguns trabalhos, enfatizam o papel dessa substância, que neutraliza os efeitos das substâncias melanogênicas. O ácido tranexâmico inibe a formação da plasmina, que é a provocadora da melanogenese, evitando a ação de várias substâncias, que estimulam a inflamação, melanogenese. Além disso, o ácido tranexâmico, diminui o tamanho e a quantidade de vasos no local. Ele tem a função de diminuir a angiogenêse e também o nível do fator de crescimento endotelial.

Não é qualquer pessoa que pode tomar o ácido tranexâmico, cuja dose é de 250mg 2x ao dia para tratamento do melasma. É preciso checar alguns exames relacionados com a coagulação, assim como, histórico de trombose prévia. Este medicamento tem que ser receitado e acompanhado pelo médico dermatologista. Algum resultado começa a ser visto após um mês, mas o tratamento deve ser mais prolongado.

O laser pode ser contraindicado para o uso no melasma, especialmente se liberar muito calor. O laser ideal é o Nd-Yag Q-Switched, que libera energia baixa e tem pulso curto. Num laser qualquer, a energia seria variável de 30-40J, enquanto nesse laser as energias são de 1 a 3J e o pulso que seria de milissegundos em alguns lasers, nesse é 1000 vezes menor (nanosegundos). A baixa energia e o pulso ultrarrápido, fazem com que o calor liberado seja mínimo. O pigmento é destruído de forma mecânica e não libera calor significativo. O número de sessões necessárias é de 12 a 15, 1 vez por semana. A pele após cada sessão fica rosada por cerca de 30 minutos e o paciente pode trabalhar normalmente. Esse laser parece agir, contendo o melanócito e diminuindo seus prolongamentos. Além do laser, também são usados peelings superficiais seriados com ácido retinoico, ácido glicólico, resorcinol, entre outros.

Vale lembrar que o microagulhamento desponta como um tratamento interessante para o melasma. Neste caso, são feitas 2 a 4 sessões, 1 vez ao mês associado aos clareadores tópicos.

O mais importante é manter a confiança entre médico e paciente, sem esquecer da fotoproteção local.

Melasma: mancha perturbadora e reveladora

O melasma se apresenta como uma mancha marrom simétrica sem sintomatologia, que ocorre na face de mulheres em idade fértil. Essa espécie de máscara perturba muito a autoestima das mulheres comprometidas. Embora, o melasma possa em algumas situações, ser confundido com outras manchas, tem características muito próprias, que suscitam algumas especulações.

Por que essa mancha só aparece na face? O sol é o causador ou há predisposição familiar?

Por que ocorre muito mais em mulheres? Qual a relação dessa hiperpigmentação como os hormônios? Por que melhora após a menopausa?

Por que as mulheres morenas apresentam essa mancha com mais frequência? Qual a relação do estresse com o melasma?

Algumas dessas perguntas começam a ser respondidas a luz de estudos profundos de epidemiologia, biologia molecular e histopatologia. Há aparentemente uma grande influência da genética para o aparecimento do melasma. Em alguns estudos epidemiológicos a ocorrência familiar varia de 15% a 60%. Além disso, outras avaliações demonstraram que as peles mais morenas, como as das latinas americanas, são mais suscetíveis ao aparecimento do melasma.

Quanto ao sol, ele realmente é significativo para o aparecimento do melasma. O sol, através dos raios UVA e UVB, provoca uma agressão Às células da pele. O sol agride a própria célula da pigmentação, chamada melanócito, que produz mais melanina. O sol também agride as células das camadas mais superficiais, chamadas queratinócitos, além das células da derme, chamadas fibroblastos. A interação entre os queratinócitos, fibroblastos e melanócitos é muito afinada e complexa. Essas células reagem ao sol e estimulam vários elementos, como hormônios da pigmentação e também várias citocinas inflamatórias. Por este motivo, podemos utilizar novos medicamentos, como ácido tranexâmico, que evita o impacto desse estímulo ao queratinócito e, sendo assim, impede a comunicação com o melanócito e, portanto impede a pigmentação.

A luz visível, aquela das lâmpadas e computadores, também provoca escurecimento da pele, principalmente nas peles mais morenas, que são mais predispostas a ter melasma. Esse também é um aspecto importante na escolha do tratamento, pois não temos filtro solar especifico para a luz visível. O filtro para proteger da luz visível precisa ter cor, pois o pigmento bloqueia essa radiação.

Respondendo porque mulheres tem mais melasma comparado com homens, isso deve a fatores hormonais, pois hoje se sabe que a pele manchada tem mais receptores para o estradiol (estrogênio) do que aquela sem mancha. Quanto a grávida, além desse fator, também há aumento da produção do hormônio melanócito estimulante.

Aulas no Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica – Abril 2016

Muito orgulho de participar com 3 temas distintos de aulas no Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica.

Plasma Rico em Plaquetas:

Este tema é controverso e ainda não aprovado pelo Conselho Federal de Medicina. Trata-se do uso da fração de plaquetas recolhido do sangue do paciente após a centrifugação do mesmo. A literatura aponta bons resultados na área de dermatologia para cicatrização de feridas, queimaduras, envelhecimento e alopecia androgenética e areata.

O Serviço de Mogi das Cruzes vem se aprofundando no estudo desta técnica, com protocolos científicos. Esta é a maneira correta de demonstrarmos a validade de certas inovações.  

Novidades no tratamento clinico MELASMA:

O melasma é uma hiperpigmentação crônica que afeta principalmente o rosto de mulheres adultas. A causa não está totalmente esclarecida, é muito prevalente em nosso meio e afeta a autoestima e vida social dos pacientes acometidos.

O uso do ácido tranexâmico vem sendo citado na literatura e no último Congresso da Academia Americana de Dermatologia, teve muito realce principalmente quando utilizado por via oral. Essa substância inibe a plasmina que por sua vez favorece a produção de melanina relacionada a interação do queratinócito/melanócito.

O ácido tranexâmico previne a ativação do melanócito pela radiação ultravioleta e outros estímulos como: hormonal, mecânico, calor, e estresse. Sendo assim, o ácido tranexâmico é adjuvante importante no tratamento do melasma.

A Glutadiona também foi objeto de aulas no Congresso Americano de Dermatologia como tratamento para clareamento do melasma. Ela é um potente antioxidante e o seu mecanismo de ação está relacionado a inibição da tirosinase e ação antioxidante. Um trabalho demonstrou resultados interessantes com a dose de 250mg/2x ao dia.

Fios de ÁCIDO POLILÁTICO associados a preenchedores:

Cada vez mais as pessoas desejam combater o envelhecimento precoce e manter a aparência mais jovem, natural e saudável. O fio de ácido polilático é uma nova alternativa para a flacidez cutânea e pode ser acrescentado ao arsenal pré-existente de tratamento para o fotoenvelhecimento.

Foco:

Trata-se de fios bidirecionais com cones predominantemente de ácido polilático. A ideia é provocar efeito de levantamento associado ao estímulo do colágeno. Os fios não são definitivos e têm a duração de cerca de dois anos. O desenho e a colocação dos mesmos deve ser analisado caso a caso, baseado na queixa de cada paciente, além da avaliação clínica do médico.

Associar os fios a algum preenchedor local, como a hidroxiapatita de cálcio pode ser um tratamento mais completo e com resultados mais globais.

74º Annual Meeting – Washington – EUA – 4 a 8 de março – NOVIDADES

O meeting da Academia Americana de Dermatologia (AAD) é um dos maiores congressos da área dermatológica, que traz novos conhecimentos, tecnologias e excelência à especialidade.

Uma das novidades do Congresso Americano de Dermatologia foi o ácido tranexâmico. Ele promove uma proteção em relação ao sol e outras agressões externas, evitando o aparecimento do melasma. Ele tem um mecanismo que inibe a plasmina e, através deste mecanismo, consegue evitar todas as inflamações desencadeadas por essas agressões externas. É bom lembrar que já temos trabalhos publicados a respeito do ácido tranexâmico, mas é sempre bom conhecer a opinião de outros especialistas.

Ainda sobre o melasma, outra novidade é que pode ser acrescentada com o ácido tranexâmico a glutadiana via oral. Demonstrou-se que essa substância é um poderoso anti oxidante e pode proteger a pele das agressões externas. Nota-se que cada vez mais que o melasma é explicado como uma reação inflamatória causada pelo melanócito que se desequilibra, e as substâncias que, de alguma forma, cortam as vias metabólicas dessas inflamações, podem proteger a pele e clareá-la.

O fio de sutura com ácido polilático também foi muito comentado no meeting. Ele tem duas funções: uma de tracionar a pele e outra de estimular o colágeno através da substância que é o ácido polilático. São feitos muitos tipos de desenho no rosto para que o levantamento seja o ideal. Isso também pode ser incorporado ao tratamento do envelhecimento cutâneo.