ACNE DA MULHER ADULTA

NOVA acne-na-mulher-adulta-3 (1)A acne é um processo inflamatório que compromete o folículo pilo sebáceo, promovendo o aparecimento de lesões como cravos (comedões), espinhas, abcessos, cistos e posteriormente cicatrizes.

A estrutura da pele, que está relacionada ao aparecimento da acne é a glândula sebácea. Essa glândula é inativa e insignificante nas crianças, mas cresce e se transforma na puberdade, estimulada pelos hormônios produzidos nessa época da vida.

A acne compromete principalmente as adolescentes e adultos jovens, que passam por essas modificações hormonais. No entanto, cresce cada vez mais a chamada “acne da mulher adulta”, que aparece numa mulher e que nunca teve acne quando adolescente e só apresenta esse quadro mais tardiamente, geralmente após os 25 anos.

Diferente da acne do adolescente, que ocorre na face toda, principalmente na testa e região malar, a acne da mulher adulta surge no queixo, linha da mandíbula e também pescoço. As lesões da acne da mulher adulta são inflamadas, doloridas e grandes, deixando manchas e marcas nessa região. Também pode haver associação com acúmulo de pelos e queda de cabelo.

Geralmente a acne da mulher adulta piora antes da menstruação e não costuma melhorar com os tratamentos convencionais. Essa acne, tem relação com alterações hormonais, sendo associada mais frequente ao ovário policístico. Pode também haver distúrbios da glândula adrenal, inclusive piorando muito em situações de estresse intenso.

O médico dermatologista é especialista no tratamento dessa alteração por dominar toda a fisiologia hormonal da pele.

A acne da mulher adulta pode ser tratada com pílulas anticoncepcionais, drogas anti-androgenicas, como a espironolactona, isotretinoína e também metformina, além de laser, entre outros.

A investigação hormonal é importantíssima, pois caso seja confirmado, ocorrerá o tratamento específico.

O controle do estresse, a dieta e também uso adequado de cosmecêuticos são fundamentais para o melhor resultado do tratamento.

No caso da dieta devem ser controlados o leite e derivados e os alimentos de alto índice glicêmico (açúcar, doces, pães e massas), pois estes provocam alterações de hormônios, que indiretamente afetam o metabolismo dos andrógenos.

A melhor combinação de medicamentos para cada situação vai depender da expertise do profissional. A isotretinoína é uma medicação interessante para a acne da mulher adulta, pois diminui o tamanho da glândula sebácea, porém deve ser respeitada a restrição à gravidez e outras contra-indicações. Também podemos usar o LED (luz) azul para ajudar no tratamento. Outra alternativa é a terapia fotodinâmica onde usamos o ácido aminolevulínico na pele por volta de 2 horas e depois a luz vermelha especifica para agredir glândulas sebáceas.  Esse ácido é de uso tópico, penetra na pele, marca as glândulas sebáceas que depois com a luz serão agredidas e parcialmente destruídas, ajudando a melhorar a acne inflamada. A luz também agride a colônia bacteriana que promove a infecção na acne.

A acne da mulher adulta é perturbadora e compromete a autoestima das mulheres que apresentam esse quadro. É preciso diagnosticar, avaliar os exames de sangue, analisar os fatores ambientais e indicar a melhor combinação de tratamento

Luz LED e seus benefícios para a PELE

Nos últimos anos vem se consolidando a ideia de que lasers de baixa potência e também luzes como as LEDs podem trazer benefícios para o tratamento de algumas alterações de pele.

As lâmpadas de LED, cuja tradução remete à língua inglesa (Light Emitting Diode), são dispositivos semicondutores que emitem luz quando acionados por uma corrente elétrica. As luzes LED são diferentes do laser, pois não são monocromáticas ou coerentes. No entanto, ao longo do tempo, com a evolução tecnológica, as novas LEDs estão quase monocromáticas e portanto, consideradas comparáveis aos lasers de baixa potência.

Esse “up grade” que ocorreu com as lâmpadas de LED tornou possível utilizá-las para vários tipos de tratamentos cutâneos. O mecanismo de ação dessas lâmpadas acontece com o estímulo que atinge diretamente a mitocôndria celular. Essa estrutura é responsável pela produção de energia celular (ATP) e quando estimulada, melhora a energia e função celular.

A luz LED entra na célula e, dependendo da profundidade ou comprimento de onda, provoca efeitos benéficos para o organismo. A luz LED tem efeitos anti inflamatórios, calmantes, estimula a formação de colágeno novo, ajudando na cicatrização e reparação da pele, além de promover também a proliferação celular.

Esse mecanismo é denominado de foto bio estimulação, caracterizando um tipo de fototerapia ou tratamento pela luz. Nesse ponto ela se diferencia dos lasers de alta potência, que têm uma função mais agressiva, provocando dano ou morte celular e nesse caso, agem como foto cirurgia. Exemplificando, se usarmos um laser de alta potência para vasos, ele irá, através da sua luz, destruir esses vasos, deixando a pele mais clara. Comparando, a luz LED não é capaz de destruir o vaso mas sim estimular as células a produzirem mais energia e funcionarem melhor.

As indicações para o uso da luz LED são:

  • Acelerar e melhorar a cicatrização.
  • Controlar a inflamação e avermelhamento.
  • Atenuar e controlar a dor intensa.
  • Melhorar o aspecto de cirurgias cosméticas.
  • Rejuvenescer a pele.
  • Prevenir a formação de cicatrizes hipertróficas.
  • Tratar doenças circulatórias como Doença de Raynaud.

Recapitulando, fototerapia com as luzes tipo LED é realizada através do estímulo energético que atinge a mitocôndria de cada célula, provocando as seguintes ações:

  1. Se a célula estiver danificada ela será reparada.
  2. Se a célula tem uma função como por exemplo produzir colágeno e elastina, quando a LED atingi-la ela fará essa função com mais eficiência.
  3. Se a célula precisar proliferar, a luz LED irá estimular essa proliferação.

Hoje já existem chapéus (bonés) com luzes de LED para tratamento da calvície e outras quedas de cabelo. Existem também máscaras com luzes LED usadas no rosto para melhorar a inflamação de vários procedimentos ou melhorar a qualidade da pele. Também já encontramos placas com luz LED que podem ser usadas para melhorar a cicatrização de feridas e úlceras cutâneas.

A acne inflamatória pode ser tratada com lâmpadas LED com comprimento de onda da luz azul. As luzes LED têm sido utilizadas com frequência nos consultórios dermatológicos após procedimentos como peelings, cirurgias, lasers de alta potência e tratamentos capilares, entre outros. Além disso, alguns dispositivos com luz LED podem ser usados em casa como tratamento auxiliar. É importante que ocorra a indicação médica para escolher o melhor comprimento de onda e a frequência do tratamento.

Devemos também lembrar que as luzes LED são eficazes e seguras e funcionam como tratamentos coadjuvantes e não principal. Elas trazem benefícios principalmente se bem indicadas, tanto com relação a energia quanto na frequência do tratamento.