CRIOLIPÓLISE

Até pouco tempo atrás, o tecido gorduroso era considerado supérfluo, tendo como função a manutenção da temperatura do corpo e nada mais. Hoje, à luz da ciência mais avançada, já se sabe que as células de gordura localizada no tecido subcutâneo da pele têm funções extremamente importantes, inclusive hormonais.

A célula gordurosa passou a ser encarada com mais respeito e importância, uma vez que interage com todo o organismo e produz inúmeras substâncias, entre elas andrógenos, estrógenos e citoquinas. A gordura corporal também tem uma característica específica, pois modifica se com o passar todo tempo, caracterizando corpos mais velhos e mais novos. 

Importante enfatizar que os procedimentos que envolvem a diminuição de gordura localizada ajudam a reduzir medidas, mas não são tratamentos de emagrecimento. Então, manter uma alimentação equilibrada, além da prática de exercícios físicos, continuam sendo fundamentais para deixar o corpo e mente saudáveis e em forma.

No Brasil, o tratamento através da técnica criolipólise ficou bastante vulgarizado; até porque encontra-se um cartaz sobre criolipólise em cada esquina. Apesar de aparentemente simples, este tipo de procedimento é bastante complexo, uma vez que o tecido gorduroso produz hormônios e funciona integrado ao organismo, além de também ter inúmeros receptores que acionam a cascata da inflamação.

O termo criolipólise se refere a destruição seletiva e intencional de adipócitos (células que armazenam gordura) através de resfriamento controlado. A criolipólise é feita com tecnologia não invasiva que promove a sucção da pele junto com o subcutâneo que é resfriado entre duas placas de congelação. O equipamento controla o vácuo, a temperatura e o tempo de congelação. O frio atinge o subcutâneo, a pele suprajacente é protegida e não é danificada, pois não é resfriada na mesma temperatura que o tecido gorduroso.

Portanto, a criolipólise tem como princípio a agressão da célula gordurosa pelo frio. O adipócito é mais sensível às baixas temperaturas do que as estruturas da epiderme e derme. O adipócito, ao ser atingido pelo frio, sofre um processo de destruição e a gordura fora da célula passa a ser metabolizada.

Outra questão fundamental em relação à criolipólise, é o tipo de aparelho. Há aparelhos que não conseguem disponibilizar temperaturas constantes e baixas suficientes e nesse sentido, causam um dano durante o processo de destruir o adipócito. O tipo de acoplamento à pele na área a ser tratada é muito importante e também varia muito de aparelho para aparelho.

Durante o processo há um pouco de dor e após o procedimento a pele fica vermelha e com aspecto amassado. Os cuidados pós cirúrgicos são importantes, como beber muita água e ter repouso relativo. O paciente poderá retornar suas atividades na sequência, conforme orientação médica.

 A criolipólise, quando realizada com aparelho adequado, acoplamento correto, indicação médica e profissional capacitado é um ótimo tratamento para a gordura localizada.

TENDÊNCIAS E NOVIDADES PARA GORDURA LOCALIZADA

Já está aprovado pelo FDA e chegando a qualquer momento No Brasil, um produto injetável para tratamento de gordura localizada.

Trata-se de uma abordagem minimamente invasiva. O “padrão ouro” do tratamento da gordura localizada é a conhecida lipoaspiração, porém cada vez mais, as pessoas procuram por tratamentos menos invasivos e com recuperação mais rápida. O novo produto em questão receberá o nome de Kybella nos Estados Unidos.

A substância ativa do produto é o ácido deoxicólico que destrói a célula gordurosa quando é injetado na mesma, sendo necessárias algumas aplicações com intervalo de 3 semanas. Provoca um discreto dolorimento e inflamação no local que melhora em cerca de 5 dias.

Esse produto não é tratamento para obesidade e nem excesso de peso, mas sim, para áreas localizadas com algum excesso de gordura.

A substância é aplicada com uma agulha calibre 25 a 27 espalhando o ativo na região afetada. Como o produto provoca a morte celular, é importante lembrar que é preciso ser exatamente no local com excesso de gordura.

Essa substância age contra a célula gordurosa. Já existia um produto anterior denominado lipostabil e que foi proibido pela Anvisa, especialmente devido ao seu uso indiscriminado.

Os protocolos já realizados para a aprovação do produto mostram bons resultados, com poucos efeitos colaterais.

São necessárias algumas aplicações, aproximadamente 4-6 para melhorar a região do mento, culote, face interna do braço e ou perna e joelho.

Outro produto que também é usado para esse fim, denominado lipo 202, está em fase 3 de protocolo e ainda não foi liberado pelo FDA. Seu mecanismo de ação seria através do ativo denominado salmeterol xinafoato, que é um bloqueador dos receptores Beta, modificando a fisiologia da célula gordurosa.

Há boas perspectivas para esse tipo de tratamento.

Novas abordagens no tratamento de gordura localizada e celulite; terapia transepidérmica

TRATAMENTO DA GORDURA LOCALIZADA

Foi aprovada pelo FDA uma molécula para o tratamento da gordura localizada. Trata-se da ATX 1, cujo princípio ativo é o Deoxicolato, potente agressor às moléculas de gordura.

Ela é aplicada como uma injeção que atinge especificamente o adipócito em áreas de gordura localizada, como culotes, papadas etc. A aplicação é levemente dolorida e deve ser feita por médico. O mecanismo de ação é uma agressão à parede das células, levando a uma inflamação que promove o rompimento celular e posterior metabolismo da gordura.

TRATAMENTO DA CELULITE

Outra abordagem para o tratamento de gordura localizada e celulite é a laser lipólise, em que é usada uma cânula agregada ao aparelho de laser. Essa cânula tem o cumprimento de onda para atingir a gordura e estimular o colágeno.

Este aparelho, segundo novos estudos, tem função principalmente de quebrar a fibrose do tecido celulítico. Trabalhos recentes mostram a vantagem dessa tecnologia, que tem grande eficácia em melhorar a celulite, além de diminuir a gordura e a flacidez.

TERAPIA TRANSEPIDÉRMICA FEITA DE VÁRIAS MANEIRAS: COM LASER, COM RADIOFREQUÊNCIA, COM MICROAGULHAMENTO ETC.

Uma nova maneira de realizar tratamentos na área de dermatologia é utilizar aparelhos ou procedimentos que facilitem a entrada do produto tópico através da pele.

Pode ser feito com laser ablativo como o CO2 que abre pequenos canais na pele e também com o microagulhamento ou radiofrequência fracionada. A ideia é abrir pequeníssimos furos na pele e em seguida usar os medicamentos que possam então, atingir as camadas mais profundas e agir mais especificamente para a doença em questão.

Esta terapia é bastante promissora, pois várias drogas podem ser utilizadas, assim como várias doenças podem ser tratadas. Remédios que não foram testados por via sistêmica devem ser evitados.