Luz LED e seus benefícios para a PELE

Nos últimos anos vem se consolidando a ideia de que lasers de baixa potência e também luzes como as LEDs podem trazer benefícios para o tratamento de algumas alterações de pele.

As lâmpadas de LED, cuja tradução remete à língua inglesa (Light Emitting Diode), são dispositivos semicondutores que emitem luz quando acionados por uma corrente elétrica. As luzes LED são diferentes do laser, pois não são monocromáticas ou coerentes. No entanto, ao longo do tempo, com a evolução tecnológica, as novas LEDs estão quase monocromáticas e portanto, consideradas comparáveis aos lasers de baixa potência.

Esse “up grade” que ocorreu com as lâmpadas de LED tornou possível utilizá-las para vários tipos de tratamentos cutâneos. O mecanismo de ação dessas lâmpadas acontece com o estímulo que atinge diretamente a mitocôndria celular. Essa estrutura é responsável pela produção de energia celular (ATP) e quando estimulada, melhora a energia e função celular.

A luz LED entra na célula e, dependendo da profundidade ou comprimento de onda, provoca efeitos benéficos para o organismo. A luz LED tem efeitos anti inflamatórios, calmantes, estimula a formação de colágeno novo, ajudando na cicatrização e reparação da pele, além de promover também a proliferação celular.

Esse mecanismo é denominado de foto bio estimulação, caracterizando um tipo de fototerapia ou tratamento pela luz. Nesse ponto ela se diferencia dos lasers de alta potência, que têm uma função mais agressiva, provocando dano ou morte celular e nesse caso, agem como foto cirurgia. Exemplificando, se usarmos um laser de alta potência para vasos, ele irá, através da sua luz, destruir esses vasos, deixando a pele mais clara. Comparando, a luz LED não é capaz de destruir o vaso mas sim estimular as células a produzirem mais energia e funcionarem melhor.

As indicações para o uso da luz LED são:

  • Acelerar e melhorar a cicatrização.
  • Controlar a inflamação e avermelhamento.
  • Atenuar e controlar a dor intensa.
  • Melhorar o aspecto de cirurgias cosméticas.
  • Rejuvenescer a pele.
  • Prevenir a formação de cicatrizes hipertróficas.
  • Tratar doenças circulatórias como Doença de Raynaud.

Recapitulando, fototerapia com as luzes tipo LED é realizada através do estímulo energético que atinge a mitocôndria de cada célula, provocando as seguintes ações:

  1. Se a célula estiver danificada ela será reparada.
  2. Se a célula tem uma função como por exemplo produzir colágeno e elastina, quando a LED atingi-la ela fará essa função com mais eficiência.
  3. Se a célula precisar proliferar, a luz LED irá estimular essa proliferação.

Hoje já existem chapéus (bonés) com luzes de LED para tratamento da calvície e outras quedas de cabelo. Existem também máscaras com luzes LED usadas no rosto para melhorar a inflamação de vários procedimentos ou melhorar a qualidade da pele. Também já encontramos placas com luz LED que podem ser usadas para melhorar a cicatrização de feridas e úlceras cutâneas.

A acne inflamatória pode ser tratada com lâmpadas LED com comprimento de onda da luz azul. As luzes LED têm sido utilizadas com frequência nos consultórios dermatológicos após procedimentos como peelings, cirurgias, lasers de alta potência e tratamentos capilares, entre outros. Além disso, alguns dispositivos com luz LED podem ser usados em casa como tratamento auxiliar. É importante que ocorra a indicação médica para escolher o melhor comprimento de onda e a frequência do tratamento.

Devemos também lembrar que as luzes LED são eficazes e seguras e funcionam como tratamentos coadjuvantes e não principal. Elas trazem benefícios principalmente se bem indicadas, tanto com relação a energia quanto na frequência do tratamento.

Queda de Cabelo

Nos últimos anos, há um foco cada vez maior nos problemas relacionados a queda de cabelo.

Quando participei, em 1996, de um estudo multicêntrico para avaliar a eficácia da finasterida 1mg/dia para a calvície masculina, poucos os dermatologistas se interessaram por este tema. No entanto, nos últimos 10 anos, incentivado pelos avanços científicos e tecnológicos, esse cenário mudou drasticamente para melhor.

A queda de cabelo é uma preocupação constante para as pessoas, porém para as mulheres adultas traz consequências como baixa autoestima, ansiedade e depressão bem mais altas do que em outras doenças dermatológicas.

Quantos fios podem cair num dia? Quando devo me preocupar? Estas perguntas são difíceis, pois a quantidade é relativa e pode variar muito, entre 40 a 100 fios por dia. O mais importante não é o número exato de fios que caem, mas sim se há um aumento perceptível em relação a quantidade anterior. Porém, pior do que a queda é o afinamento do fio, que pode significar um diagnóstico de calvície, principalmente quando esse afinamento ocorrer na parte superior frontal do couro cabeludo. Portanto, havendo percepção de muita queda de cabelo e/ou afinamento, é importante procurar o especialista.

Hoje, devido ao maior conhecimento em relação ao funcionamento do folículo e também da genética e fisiologia envolvidos com suas respostas, podemos agir de forma mais abrangente. Exames de sangue, avaliando sobre as funções da tireoide, além de pesquisar anemia, fatores inflamatórios e distúrbios hormonais da adrenal ou ovário; também é interessante checar o nível de ferritina, vitamina D, vitamina B e zinco.

O exame local, com um programa de dermatoscopia, chamado trichoscan, ajuda para sabermos a contagem dos fios na fase de crescimento, repouso e também de fios que afinam muito e são miniaturizados. Descamação, coceira, ardência e dor no couro cabeludo, devem ser considerados na abordagem terapêutica. O tratamento específico da queda de cabelo, sempre dependerá da causa envolvida. Muitas vezes será necessário tratar alterações da tireoide ou aquelas do ovário policístico.

No meeting da Academia Americana de Dermatologia, realizado no início de março, foram citados vários tratamentos para a queda de cabelo, sempre frisando a importância de conhecer a causa e também de encarar a multiplicidade de fatores envolvidos com a mesma.

O uso de vitaminas, fitoterápicos, aminoácidos sempre são interessantes na composição destes tratamentos. Zinco, vitamina b12, biotina, cisteína, são algumas das substâncias interessantes. A finasterida e o minoxidil continuam sendo interessantes para tratar a queda de cabelo.

A grande vedete foi o Plasma Rico em Plaquetas, que consiste em retirar sangue do paciente, separar a fração, que é rica em plaquetas para aplicá-la no couro cabeludo. Esse concentrado de plaquetas tem muitos fatores de crescimento naturais que são capazes de estimular o crescimento do folículo piloso.

Variantes desse procedimento são realizadas em nosso meio com boa perspectiva de melhora.

Cabelo também envelhece

Com o passar do tempo envelhecemos, inexoravelmente, através de dois caminhos, o chamado envelhecimento cronológico, pela idade e também o envelhecimento pelo sol, o fotoenvelhecimento.

Mas será que o cabelo também envelhece? Afinal ele faz ciclos constantes e então nasce, cresce, morre e começa tudo de novo e também sabemos que após a morte ele pode ficar muito tempo com a mesma aparência.

Apesar dessas considerações, os trabalhos mais atuais demonstram que o cabelo envelhece. Hoje está sendo conceituada a Alopecia Senescente, onde o cabelo apresenta alterações como: afinamento, rarefação e cabelo branco.

Nós estamos acostumados a tratar e prevenir o envelhecimento do corpo e da pele, mas nem imaginamos quais seriam os fatores antienvelhecimento para o cabelo. As pesquisas têm mostrado que assim como a pele, a oxidação é responsável pelo envelhecimento e embranquecimento do cabelo. Oxidação é o processo de formação de radicais livres que podem acumular e agredir as estruturas e células do cabelo.

Com o passar do tempo, vamos sendo agredidos pelo sol, pelo fumo, por poluentes, entre outros. Sendo assim, a oxidação tende a aumentar. Porém, com a idade nosso sistema de defesa tende a ficar menos competente e não consegue mais neutralizar as agressões com nosso sistema natural antioxidante. Então o circuito fecha. Mais oxidação e menos capacidade de neutralização e, sendo assim, o cabelo vai diminuindo, ficando branco, afinando, ou seja, envelhecendo.

A alopecia senescente, é caracterizada hoje como uma entidade onde ocorre afinamento do fio sem influência hormonal, em pessoas com mais de 60 anos. Ela é confundida com a calvície, principalmente nas mulheres. No caso, a calvície tem a influência genética e hormonal. Muitas vezes ocorre a associação de calvície e alopecia do envelhecimento, promovendo baixa autoestima nas mulheres pós menopausa.

Os fatores principais que levam ao envelhecimento capilar são: radiação ultravioleta, fumo ativo e passivo, poluentes, químicas capilares, algumas medicações, deficiências nutricionais e também o estresse.

Outro fator agravante para as mulheres é a perda do estrógeno na época da menopausa. O estrógeno é um hormônio positivo e estimulante para o cabelo e sua ausência também favorece o afinamento e embranquecimento do fio. E aí outro problema, uma vez que o cabelo está mais frágil, numa época em que a pessoa faz mais procedimentos químicos.

Trabalhos científicos recentes observam associação positiva entre fumo e cabelo branco. O mecanismo de ação está relacionado ao aumento da oxidação. Em vista destes novos conhecimentos é importante certas ações e tratamentos que ajudam a prevenir o envelhecimento capilar.

Os cuidados diários devem ocorrer escolhendo um pente adequado, evitando o secador e chapinha de maneira exagerada e com temperaturas muito altas. O xampu deve ter o pH mais ácido, parecido com o do cabelo, que é de 3,5 e o surfactante que é o ativo de limpeza, precisa ser mais suave. O condicionador é importante, assim como as máscaras de reparação e hidratação. Esses produtos além de melhorar a qualidade da cutícula e ajudar na penteabilidade do cabelo, também podem ter substâncias antioxidantes como vitaminas. As tinturas permanentes e os processos de alisamento devem ser evitados dentro do possível. Escolher tinturas não permanentes, que são menos agressivas e também com ativos a base de óleos, em vez de amônia. Dos procedimentos em geral, a descoloração ou as luzes são as mais agressivas do que o tingimento sem descoloração.

Uso constante de máscaras hidratantes e reparadoras e o filtro solar nos cabelos é fundamental para evitar o envelhecimento dos fios. Também é apontado que complexos vitamínicos, como metionina e cisteína, além do complexo B podem ajudar na prevenção do envelhecimento capilar, inclusive o cabelo branco.

Alguns trabalhos demonstram que o uso do PABA em doses de 300mg/dia podem escurecer o cabelo enquanto a medicação for mantida. No entanto, essa dose é bastante alta, promovendo efeitos colaterais como sintomas gastrointestinais e alergia. A melatonina sistêmica e tópica também demonstrou ter efeitos positivos na qualidade do fio e em evitar o envelhecimento.

Nunca esquecer a autoestima e a qualidade de vida, onde estão envolvidos boa alimentação, qualidade do sono, lazer e tranquilidade. A história demonstrou que personagens famosos, como Maria Antonieta e Thomas More, ficaram repentinamente, de um dia para o outro, com os cabelos brancos, após saberem que seriam executados. Vamos então lembrar que o envelhecimento ainda é inevitável, mas como a expectativa de vida aumentou muito, podemos prevenir e evitar o desgaste precoce e ajudar o organismo a manter a qualidade dos órgãos, garantindo um envelhecimento saudável e gratificante.

Plasma Rico em Plaquetas

O organismo humano é um sistema complexo e inteligente, que comanda com perfeição uma série de atividades fisiológicas para manter a vida.

O Plasma Rico em Plaquetas é uma possibilidade que o corpo humano detém para ajudar na regeneração e cicatrização dos tecidos. Trata-se de um conteúdo que está no sangue, onde existe grande quantidade de plaquetas.

No procedimento em questão, que pode ser utilizado em várias especialidades médicas como, ortopedia, cirurgia plástica e dermatologia, o sangue é retirado e centrifugado para separar a fração que é rico em plaquetas. Essa fração tem no seu conteúdo, inúmeros fatores de crescimento e bio estimuladores, que podem sinalizar e ativar os mecanismos de regeneração e cicatrização, tornando-os mais rápidos e eficientes. Hoje, graças aos avanços na medicina biomolecular, imunologia, genética, entre outros, é possível aproveitar citoquinas pertencentes ao plasma, e dessa forma, aperfeiçoar os mecanismos que regeneram e estimulam os diversos tecidos do corpo humano.

O procedimento segue o passo a passo:

Coleta de sangue do paciente selecionado, que além de saudável, deve ter os critérios para inclusão no protocolo. 

Após a coleta, o sangue é centrifugado em aparelho específico que tem uma rotação e um tempo pré-determinados. Na sequência, o sangue já centrifugado é ativado com cloreto de sódio e a parte vermelha é dispensada. O sobrenadante especificado que é rico em plaquetas é aspirado para ser utilizado no tratamento selecionado. 

Em relação aos tratamentos e indicações na área da dermatologia podemos enumerar:

Tratamento de feridas abertas

Cicatrizes em geral e cicatrizes de acne

Envelhecimento cutâneo

Lipoenxertos

Calvície ou alopecia androgenética

Em todas essas situações, o plasma vai ser utilizado em forma de gel sobre as feridas ou injetado no local tratado. A ideia é aproveitar todos os fatores de crescimento e também bio estimuladores que existem neste extrato e ajudar na regeneração do tecido. Por exemplo, no caso do tratamento do fotoenvelhecimento, o extrato rico em plaquetas é injetado na pele envelhecida com a intenção de promover estímulo do colágeno e também melhorar a capacidade de troca da epiderme.

Na Universidade de Mogi das Cruzes, temos um protocolo piloto em andamento, utilizando o plasma rico em plaquetas  para tratamento da calvície ou alopecia androgenética. Inicialmente foram selecionados 8 homens saudáveis, com calvície, sem tratamento para a alopecia androgenética. Foram realizadas 3 sessões, 1 vez ao mês de plasma rico em plaquetas injetado em metade do couro cabeludo e na outra metade a mesma quantidade de soro fisiológico. Os pacientes foram fotografados e foi utilizado um programa denominado Trichoscan, que faz a contagem dos fios e analisa vários parâmetros, como número de fios terminais e tipo velus, proporção de cabelos na fase anágena e telógena, entre outros.

Como conclusão do estudo piloto, houve melhora significativa dos parâmetros analisados comparando o lado tratado com plasma rico em plaquetas com aquele que usamos o soro. O número de pacientes foi pequeno, porém avaliamos que esse tratamento é uma perspectiva alentadora para a terapia da calvície.

Novidades do Congresso de Dermatologia de Portugal – Novembro de 2015 – Parte II

OUTRAS FACES OU VISÕES SOBRE A ALOPECIA ANDROGENÉTICA

A alopecia androgenética, também conhecida como calvície, é uma doença muito prevalente, comprometendo cerca de 80% dos homens e quase 50% das mulheres até a idade de 80 anos. As mulheres ficam literalmente desesperadas e com grandes feridas na sua autoestima, a ponto de cancelarem compromissos sociais, se isolarem e ficarem com depressão.

Hoje, a visão da alopecia não é de algo simplesmente genético, onde a mulher e o homem tem a pré-disposição. Atualmente, é sabido que a partir do conhecimento da epigenética, que estuda e analisa os fatores ambientais e circundantes, podem influenciar na mesma. Sendo assim, fatores hormonais, doenças, estresse, remédios, procedimentos estéticos, dermatite seborreica, alimentação, podem afetar esse quadro. Portanto, uma anamnese profunda, detalhada e competente é necessária para fazer o diagnóstico correto, avaliando todas as influências que existem em cada caso.

É necessário evitar a caspa e a inflamação no couro cabeludo, assim como combater o excesso de oleosidade. Doenças da tireoide, anemia, artralgias e a diabetes precisam ser controladas e tratadas. A alimentação deve ser equilibrada evitando leite e derivados do leite em excesso, assim como, alimentos de alto índice glicêmico que podem favorecer o aumento do hormônio do crescimento similar a insulina,que facilita e aumenta a inflamação. Todos esses fatores assim como a complementação com vitaminas e o uso de medicações especificas podem ajudar.

Nesse congresso foi apresentada uma nova droga tópica que parece promissora no tratamento da alopecia androgenética. Trata-se da adenosina 0,75%, substância que foi usada em 38 pacientes 1x ao dia por 6 meses e mostrou-se segura e eficaz. Todas as medidas gerais também devem ser utilizadas.

O tratamento complementar com terapia transdérmica é interessante e consiste em fazer tratamentos semanais no consultório médico, onde serão provocados microfuros na pele com aparelho similar ao de fazer tatuagem, e também associada ao uso da bimatoprosta no couro cabeludo.

É importante realçar que essas propostas terapêuticas têm poucos efeitos colaterais e eximem o indivíduo de usar remédios sistêmicos que têm efeitos mais gerais e comprometedores.

RAPAMICINA NO TRATAMENTO DOS ANGIOFIBROMAS E HEMANGIOMAS

Os angiofibromas são tumores benignos que aparecem na pele principalmente nos casos de esclerose tuberosa. São lesões papulosas avermelhadas e endurecidas que, devido a grande quantidade, acabam constrangendo a pessoa comprometida.

Alguns trabalhos recentes têm demonstrado que o uso tópico do sirolimus ou rapamicina pode reverter e diminuir a angiogenese e melhorar o aspecto desses tumores, assim como evitar seu crescimento. Essa descoberta pode abrir caminho para o tratamento de outras doenças inflamatórias como a rosácea e a psoríase. O mecanismo de ação não está totalmente explicado, mas a substância parece diminuir a formação e aumento dos vasos, diminuindo também a inflamação.

Calvície

Uma das queixas mais frequentes no meu consultório é relativa à queda de cabelos. Não há desespero maior, principalmente para as mulheres, do que observar fios no travesseiro, no banho ou escova, além de sua diminuição progressiva e gradual.

A calvície é um processo crônico, também chamado de alopécia androgenética. Acomete homens e mulheres e prejudica muito a autoestima. Sua origem é essencialmente genética e sofre a influência dos hormônios masculinos que são os andrógenos. Vários outros fatores podem contribuir para acelerar a calvície como: alterações de tireoide, anemia, estresse intenso, remédios e regimes radicais.

Muitos fazem transplante de cabelo para melhorar a aparência e não ficarem carecas. Porém, por ser genética, a queda continua durante toda a vida. Portanto, mesmo que o transplante seja feito, os fios remanescentes continuam afinando e caindo. Por este motivo é importante fazer o tratamento prévio e a devida manutenção para evitar que haja progressão do processo de queda.

Alguns medicamentos são utilizados, como: minoxidil 5% e 17 alfa estradiol tópicos, finasterida, espironolactona, acetato de ciproterona sistêmicos, entre outros. A avaliação clínica, pelo dermatologista, tanto para fazer o diagnóstico, como para escolher o melhor tratamento é fundamental. Vale realçar que o conhecimento sobre o cabelo tem sido acelerado nos últimos anos.

Há muitos mitos sobre a finasterida, que é um dos principais tratamentos para calvície masculina e feminina. Gostaria de esclarecer que vários estudos têm mostrado que é um remédio seguro e eficaz e tem que ser usado conforme a orientação médica. Há relatos de cerca de 2% das pessoas com diminuição da libido no início do tratamento, o que costuma regredir depois de alguns meses. Ao contrário do que acreditam alguns, o homem pode ingerir o medicamento mesmo que a sua mulher queira engravidar.

As mulheres também podem ser tratadas com finasterida ou dutasterida, a critério do medico. O medicamento para as mulheres é “off label” e precisa de indicação e acompanhamento do dermatologista, que é o especialista em cabelo.

Existem atualmente outros recursos para evitar a queda definitiva dos fios, incluindo tratamento com lasers e luzes que estimulam o seu crescimento.

No primeiro sinal de rarefação dos fios, busque ajuda médica!