Luz LED e seus benefícios para a PELE

Nos últimos anos vem se consolidando a ideia de que lasers de baixa potência e também luzes como as LEDs podem trazer benefícios para o tratamento de algumas alterações de pele.

As lâmpadas de LED, cuja tradução remete à língua inglesa (Light Emitting Diode), são dispositivos semicondutores que emitem luz quando acionados por uma corrente elétrica. As luzes LED são diferentes do laser, pois não são monocromáticas ou coerentes. No entanto, ao longo do tempo, com a evolução tecnológica, as novas LEDs estão quase monocromáticas e portanto, consideradas comparáveis aos lasers de baixa potência.

Esse “up grade” que ocorreu com as lâmpadas de LED tornou possível utilizá-las para vários tipos de tratamentos cutâneos. O mecanismo de ação dessas lâmpadas acontece com o estímulo que atinge diretamente a mitocôndria celular. Essa estrutura é responsável pela produção de energia celular (ATP) e quando estimulada, melhora a energia e função celular.

A luz LED entra na célula e, dependendo da profundidade ou comprimento de onda, provoca efeitos benéficos para o organismo. A luz LED tem efeitos anti inflamatórios, calmantes, estimula a formação de colágeno novo, ajudando na cicatrização e reparação da pele, além de promover também a proliferação celular.

Esse mecanismo é denominado de foto bio estimulação, caracterizando um tipo de fototerapia ou tratamento pela luz. Nesse ponto ela se diferencia dos lasers de alta potência, que têm uma função mais agressiva, provocando dano ou morte celular e nesse caso, agem como foto cirurgia. Exemplificando, se usarmos um laser de alta potência para vasos, ele irá, através da sua luz, destruir esses vasos, deixando a pele mais clara. Comparando, a luz LED não é capaz de destruir o vaso mas sim estimular as células a produzirem mais energia e funcionarem melhor.

As indicações para o uso da luz LED são:

  • Acelerar e melhorar a cicatrização.
  • Controlar a inflamação e avermelhamento.
  • Atenuar e controlar a dor intensa.
  • Melhorar o aspecto de cirurgias cosméticas.
  • Rejuvenescer a pele.
  • Prevenir a formação de cicatrizes hipertróficas.
  • Tratar doenças circulatórias como Doença de Raynaud.

Recapitulando, fototerapia com as luzes tipo LED é realizada através do estímulo energético que atinge a mitocôndria de cada célula, provocando as seguintes ações:

  1. Se a célula estiver danificada ela será reparada.
  2. Se a célula tem uma função como por exemplo produzir colágeno e elastina, quando a LED atingi-la ela fará essa função com mais eficiência.
  3. Se a célula precisar proliferar, a luz LED irá estimular essa proliferação.

Hoje já existem chapéus (bonés) com luzes de LED para tratamento da calvície e outras quedas de cabelo. Existem também máscaras com luzes LED usadas no rosto para melhorar a inflamação de vários procedimentos ou melhorar a qualidade da pele. Também já encontramos placas com luz LED que podem ser usadas para melhorar a cicatrização de feridas e úlceras cutâneas.

A acne inflamatória pode ser tratada com lâmpadas LED com comprimento de onda da luz azul. As luzes LED têm sido utilizadas com frequência nos consultórios dermatológicos após procedimentos como peelings, cirurgias, lasers de alta potência e tratamentos capilares, entre outros. Além disso, alguns dispositivos com luz LED podem ser usados em casa como tratamento auxiliar. É importante que ocorra a indicação médica para escolher o melhor comprimento de onda e a frequência do tratamento.

Devemos também lembrar que as luzes LED são eficazes e seguras e funcionam como tratamentos coadjuvantes e não principal. Elas trazem benefícios principalmente se bem indicadas, tanto com relação a energia quanto na frequência do tratamento.

PROBIÓTICOS

Nos últimos anos foram publicados muitos estudos científicos sobre PROBIÓTICOS, que são micro organismos vivos que podem ser ingeridos, visando melhorar a saúde do individuo.

Assim como nossos genes foram estudados no projeto GENOMA, identificando influências do meio ambiente sobre os mesmos,  agora há estudos sobre a comunidade de micro-organismos que convivem conosco, denominada microbiota. Temos cerca de 3 milhões de micro-organismos, entre eles bactérias e fungos, que têm seus próprios genes, tornando tudo um só organismo.

Logo no início de nossa vida, temos uma colonização desses micro-organismos que depois permanecem conosco pela vida toda. A maioria dessas bactérias e fungos nos ajuda e protege, sendo que,  existe uma quantidade específica de cada um deles. Problemas ocorrem quando acontece o desequilíbrio dessas quantidades favorecendo o crescimento de organismos prejudiciais.  Sendo assim, desequilíbrios com a microbiota intestinal, podem causar cólicas, diarreias e má absorção de nutrientes. Quando tomamos um antibiótico para atacar uma bactéria que está nos prejudicando, nós automaticamente desequilibramos a microbiota, fazendo com que possa surgir algum efeito colateral.  Vemos então que o  EQUILÍBRIO da nossa microbiota, é a questão mais importante, preservando nossa saúde.

Estudos mais recentes têm delineado a microbiota da pele especificando os microrganismos e suas quantidades. Esses trabalhos científicos enfatizam que cada pessoa tem sua composição de fungos e bactérias como se fosse sua impressão digital.

Uma das primeiras doenças  de pele onde se percebeu a influência positiva do uso de probióticos é a DERMATITE ATÓPICA.  A atopia é uma doença que desregula o sistema imunológico, causando manifestações respiratórias, como asma ou bronquite e/ou inflamações de pele, como eczemas. Estudos recentes demonstraram que o uso concomitante do probiótico com tratamento específico, em indivíduos atópicos, ajudam a diminuir as crises da doença.

Como o um assunto é relativamente novo, os estudos ainda estão no início, sendo necessário estabelecer padrões que podem ser interessantes para cada situação. Com a abertura desse novo caminho, será possível estudar melhor o probiótico, sua especificidade e a sua interferência nas diferentes doenças de pele.

Existem duas outras doenças com alguns estudos em relação ao uso de probióticos, que são a ACNE INFLAMATÓRIA e a psoríase. Na primeira as bactérias tem muita importância e quando há piora das lesões, detectou-se desequilíbrio da microbiota. Na psoríase, o uso de probióticos parece ajudar, diminuindo a inflamação da pele.

Vale lembrar que os recentes estudos não invalidam os benefícios do uso de probióticos ingeridos para ajudar o intestino, mas as comunidades bacterianas na pele e no intestino são bem diferentes. Dessa forma, ainda há muito a ser estudado.

O que acaba sendo mais utilizado no momento são os prebióticos, que não são organismos vivos, mas sim, substâncias  como se fossem um alimento que equilibram a população bacteriana. Esse tipo de prebiótico, que geralmente são moléculas de açúcar não digeríveis, começa a ser utilizado em alguns cremes, para que haja mais um benefício, além da hidratação e ação antienvelhecimento.

É um tema muito interessante, novo, promissor, que depende de muitos estudos ainda, mas que caminha para uma linha mais natural, respeitando a identidade de cada organismo.

ACNE

A acne é uma doença inflamatória que compromete o rosto, peito e costas com aparecimento de lesões papulosas, inflamadas, nodulares, levando muitas vezes a cicatrizes irreversíveis.

Em geral, a acne aparece na época da puberdade, relacionada ao início da produção dos hormônios sexuais que são os estrógenos (femininos) e andrógenos (masculinos).

Acne persistente, que começa após os 25 anos, pode caracterizar a chamada acne da mulher adulta. Nesse caso, as lesões papulosas e inflamadas se localizam na região do queixo e pescoço, são dolorosas e persistentes e em geral não vemos comedões ou cravos. O mais importante nessa situação é a pesquisa de problemas hormonais concomitantes. Deve-se então, pesquisar o nível dos hormônios masculinos e também se existe a possibilidade de haver o diagnóstico de ovário policístico. Se ocorrerem alterações hormonais, elas precisam ser avaliadas no contexto geral e corrigidas. Os tratamentos mais utilizados para a acne da mulher adulta são os anti-andrógenos, como acetato de ciproterona, espironolactona e dutasterida, e eventualmente a metformina, quando houver coexistência de acne e ovário policístico. As pílulas anticoncepcionais têm um estrógeno associado a um progestágeno que pode ser neutro, anti-androgênico e androgênico. As mulheres com acne, após a idade adulta, devem conversar com seus médicos para usar a pílulas anticoncepcionais com essas características que contribuem para o tratamento da acne.

A isotretinoína, que um derivado da vitamina A, também pode ser um tratamento interessante para acne da mulher adulta. No entanto, é importante lembrar que quando esse remédio é utilizado, não pode haver chance de gravidez, uma vez que esta droga é teratogênica.

Além do tratamento específico, que deve ser conversado e discutido com seu médico, é importante evitar e controlar o estresse e também manter uma dieta equilibrada, evitando alimentos de alto índice glicêmico, como carboidratos e também leite e derivados. Não esquecer que suplementar com vitaminas do complexo B e também com proteína do leite, como whey protein, pode piorar a acne.

ACNE e a AUTO ESTIMA na adolescência

A acne é um processo inflamatório que causa cravos ou comedões, pápulas, pústulas (espinhas), nódulos e cicatrizes.

Este quadro é muito prevalente e atinge um grande número de pessoas, tanto homens como mulheres, principalmente no período da puberdade.

A acne é responsável pela perda da autoestima e um comprometimento importante das alterações emocionais. A transição do período da infância para a idade adulta é muito estressante e complexa. Trata-se de um momento onde meninos e meninas estão se desenvolvendo, trocando as características infantis por outras de adultos e tentando desesperadamente ser aceito pelo grupo. Neste período, é muito importante a inserção e aceitação no grupo.

Mesmo num período de transição saudável, esta fase causa bastante sofrimento porque as mudanças emocionais e físicas são profundas e difíceis de serem metabolizadas.

Os pais de crianças/adolescentes acometidos pela acne precisam estar atentos ao comportamento dos filhos.

Nos últimos anos, a discussão profissional e científica sobre as alterações psíquicas do adolescente com acne vem aumentando e se aprofundando. Enumeramos alguns dos problemas que podem ocorrer:

Auto estima e imagem corporal – Os adolescentes com acne evitam o contato no olho no olho. Alguns deixam o cabelo crescer para esconder o rosto e as meninas usam maquiagem pesada e inadequada, que pode piorar a acne. Quando os adolescentes têm acne no tronco, evitam participar dos eventos esportivos em grupos.

Convívio pessoal e construção de relacionamentos – Os adolescentes se sentem inseguros e evitam novos contatos, principalmente afetivos e de namoro. Tendem a se isolar. Justamente nesse período em que são ampliados os relacionamentos, eles ficam reclusos e alguns desenvolvem fobia social.

Trabalho e estudo – Alguns jovens com acne não querem mais ir a escola ou ao trabalho. A acne também contribui para que eles tenham menores chances de escolhas profissionais, pois evitam aquelas que dependem de boa aparência. Os adolescentes com acne, devido a sua baixa auto estima, não têm sucesso no estudo e no trabalho por vergonha e falta de iniciativa.

Em alguns casos, os pacientes com acne desenvolvem depressão em parte iniciada por esta baixa autoestima. Certos sinais de depressão, nesta fase, precisam ser reconhecidos pelos pais, como por exemplo: perda de apetite, letargia, variações de humor, problemas de comportamento, choro espontâneo, falta de sono, falta de indignação.

A acne na adolescência pode significar isolamento ou dificuldade escolar extrema. É comum que eles utilizem frases com os pais como: “não tenho vontade de acordar pela manhã”, “seria melhor se eu morresse”, “você estaria melhor sem mim”.

Em casos graves, pode haver tentativa de suicídio. Lembrar que muitas vezes a depressão, que ocorre na acne, está relacionada ao tratamento com isotretinoína. Como vemos, a acne, devido a todas as mudanças do adolescente, é muito mais relacionada a depressão do que a medicação.

Nesse sentido, é importante tratar a acne tão logo ela apareça para evitar sequelas físicas e emocionais. Existem vários tratamentos para a acne, como retinoides tópicos, antibióticos tópicos e sistêmicos, isotretinoína e pílulas anticoncepcionais.

Lembrar que nas mulheres, inclusive adolescentes, pode haver ovário policístico, associado ao quadro de acne. Além dos tratamentos convencionais, podem ser utilizados peelings e laser.

É importante procurar ajuda especializada do dermatologista para ser analisada toda a circunstância do caso e escolher o melhor tratamento. É muito importante que os pais estejam atentos e ajudem o adolescente/jovem a buscar auxílio médico especializado para tratar a acne, que, muitas vezes, envolve também, ajuda psicológica/emocional.

Novidades e avanços sobre a ACNE

A acne é uma doença inflamatória do folículo pilo sebáceo. Vários fatores estão envolvidos na etiopatogênese como produção de sebo, crescimento bacteriano e excesso de produção de queratina com entupimento do óstio. Cada vez mais tem se questionado a importância da inflamação na formação da acne. Hoje vários trabalhos demonstram que ela pode ser o fator principal e primordial nessa doença.

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Durante o 11º Congresso Mundial da Academia Internacional de Dermatologia Cosmética – IACD – que reúne especialistas da área dermatológica estética de vários países, foram apresentadas novidades no tratamento da acne.

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O que precisamos focar durante a terapêutica? Principalmente ativos que possam ter papel anti-inflamatório.

Medicamentos em desenvolvimento:

  • Anti androgênicos tópicos
  • Inibidores de produção de sebo
  • Moduladores de receptores proliferadores de Peroxissoma
  • Reguladores da queratinização
  • Antibactericidas
  • Anti inflamatórios (moduladores da resposta inflamatória)

Anti androgênicos tópicos:

Cortexolona 17 – creme 1% – Interage com os receptores andrógenos, diminuindo a ação dos mesmos

Óxido nítrico – diminui a síntese dos andrógenos do colesterol, reduz atividade da 5 alfa redutase e da produção de sebo. Tem efeito anti bacteriano.

Anti inflamatórios (inibidores da produção de sebo):

Zileuton VO 600mg – mecanismo PPAR (receptor proliferador –ativador de peroxissoma)

Inibe 5lipooxigenase, reduz IL6 e leucotrieno

Ácido dicarboxílico – (DCA): Arlatone

  • trabalha como receptor proliferador do ativador de peroxissoma (PPARs)
  • ação anti inflamatória e antibiótica
  • reduz a produção de sebo
  • melhora a diferenciação dos corneócitos

Arlatone Gel veículo aquoso: 2 a 10% – 1x dia 

  • Acne moderada com pápulas e pústulas
  • Alternativa não antibiótica

 

Outros inibidores de produção de sebo

  • Inibidor da acetilcolinesterase
  • Inibidor acetilado da coenzima A Decarboxilase
  • Receptor agonista da Melanocortina (atua na produção do sebo, efeito anti-inflamatório)

 

Regulador de queratinização do epitélio folicular:

  • Talarozole ou Rambazole (vo) – receptor andrógeno do epitélio folicular
  • Inibe o citocromo 26 envolvido no metabolismo do receptor andrógeno do epitélio.
  • Similar ao retinoide.

Novidades do Meeting da Academia Americana de Dermatologia – realizado em março/2016 em Washington – (continuação)

ACNE:

(17 alfa propionato cortexolane)

A acne é uma doença inflamatória do folículo pilo sebáceo. Devido ao desequilíbrio da produção de sebo e do crescimento bacteriano e excesso de produção de queratina com entupimento do óstio teremos a formação de lesões como pápulas, pústulas e infecção concomitantes.

A acne da mulher adulta é aquela que ocorre no sexo feminino com mais de 25 anos. Estudos científicos sobre qualidade de vida, apontam que esta alteração causa um sofrimento muito grande as mulheres, afetando seu comportamento psicossocial. Este tipo de acne não está totalmente conceituado, pois há controvérsias sobre se existe ou não alterações hormonais. Apresenta lesões inflamatórias, principalmente na região do queixo e pescoço que pioram na pré menstruação.

A espironolactona, que é um medicamento diurético e anti andrógeno pode ajudar no seu controle, uma vez que diminui produção do sebo. Dieta com menor quantidade de carboidrato e menos leite e derivados ajuda no controle da acne. Suplementos com proteína do leite também são proibidos.

Também foi citado o óxido nítrico e um novo anti andrógeno, o 17 alfa cortexolane, ambos em apresentação tópica. Eles diminuem a produção do sebo, evitam o entupimento e a formação de lesões inflamatórias. O óxido nítrico age como vasodilatador e imunomodulador. O cortexolane tem ação antiandrogênica e portanto, diminui a produção de sebo, o entupimento dos folículos, com ação anti inflamatória importante.

A terapia fotodinâmica foi realçada no tratamento para acne. Utiliza-se um produto tópico chamado ácido aminolevulínico que fica 1,5h no rosto da paciente. Em seguida é feito uma luz que através do calor agride a glândula sebácea destruindo a mesma pelo calor e melhorando a acne. Também são usados os contraceptivos que tem ação antiandrogênica.

Acne na mulher adulta

Conforme já falamos, a acne vulgar é uma condição inflamatória crônica do folículo pilo-sebáceo, particularmente comum em adolescentes e adultos jovens… porém, pode se prolongar pela vida adulta, principalmente em mulheres, prejudicando muito a auto estima e causando significante prejuízo emocional. O estresse pode piorar a acne e a acne pode piorar o estresse e até levar a depressão, formando um círculo vicioso prejudicial à saúde.

A acne da mulher adulta apresenta algumas características específicas, como: lesões mais inflamadas e doloridas localizadas no queixo e surtos relacionados à pré-menstruação. Quando há suspeita de ovário policístico, o tratamento geralmente é com pílulas anticoncepcionais com progestágenos anti androgênicos, ou seja, uma parte da composição da pílula neutraliza os hormônios masculinos. Também pode ser usada a metformina, nas mulheres que tem ovário policístico associado. É necessária a dosagem hormonal além do exame ultra sonográfico. Estabelecendo-se a causa do hiperandrogenismo, a cura pode ser clínica (ovário policístico) ou cirúrgica (tumores).

Tratamento sistêmico:

O tratamento sistêmico baseia-se no uso de antibióticos, anti-androgênicos e isotretinoína. Os antibióticos de amplo espectro são utilizados no tratamento da acne moderada a severa, normalmente em baixas doses, sem grandes efeitos colaterais. Os antibióticos são usados continuamente, por um período mínimo de seis a oito meses. São uma opção de tratamento terapêutica oral para a acne, sendo a tetraciclina em geral, a primeira droga a ser usada, exceto nos casos de alergia ou intolerância, ou nos casos de gestantes, quando a opção é a eritromicina. Hoje, outros antibióticos podem ser utilizados como a azitromicina com posologia confortável utilizando 1 cápsula ao dia, a mesmo pode ser utilizado em sistemas de pulso a cada 15 dias.

Os antiandrogênicos só estão indicados no sexo feminino. A isotretinoína é usada nos pacientes que não obtiveram a resposta favorável com tratamentos convencionais. Quando a acne tem muitos comedões, podem ser usados os retinóides que são queratolíticos, medicamentos que trocam a pele e evitam o entupimento. Neste grupo estão os derivados da vitamina A como: isotretinoína e ácido retinóico.

A isotretinoína foi introduzida em 1979, e desde de então, é amplamente utilizada.  Ela ataca diretamente as causas do problema da acne, reduzindo o tamanho das glândulas sebáceas e a secreção do sebo, amenizando os processos de inflamação e infecção. Portanto, é um medicamento que age nos quatro fatores patogênicos da acne: excressão de sebo, inflamação, colonização do Propionibacteruim acnes e comedogênese. O tratamento dura cerca de cinco a dez meses, mas esse período pode variar de paciente para paciente. Só o médico pode determinar qual será a duração exata. Em geral, quando menor a dose diária, maior o tempo de duração de tratamento. A dose também vai depender de cada caso, variando de acordo com o peso da pessoa. Alguns cuidados devem ser tomados antes do início do tratamento com a isotretinoína, principalmente em mulheres em idade fértil, que não podem engravidar até um mês após terminar o tratamento, período em que a substância permanece no organismo, podendo causar má formação fetal. Nos homens, porém, a substância não provoca alteração no esperma nem qualquer outro fenômeno relacionado à função reprodutiva.

Tratamento da acne com Terapia Fotodinâmica:

Dentre os novos tratamentos o que se considera melhor é a terapia fotodinâmica.

Esta terapia preconiza o uso de loção ou creme derivados do ácido amino-levulínico na pele seguido da aplicação de luz. Este produto é de uso exclusivo do médico e deve ser passado no consultório. Em seguida a colocação do produto na área afetada, a mesma é ocluída com papel alumínio (produto é instável) e o paciente permanece de 30 a 120 minutos com o mesmo. Após este tempo o papel é retirado e aplica-se uma luz especial por um período de 10-15 minutos. O produto ao penetrar na pele tem afinidade com as glândulas sebáceas e interage com as mesmas formando moléculas reativas e luminosas chamadas de porfirinas. A luz tem afinidade extrema por estas moléculas e joga todo o calor nas glândulas, podendo destruí-las total ou parcialmente. Este tratamento é recente, mas tem tido ótimos resultados. São necessárias cerca de 5 sessões com intervalo de 3 a 4 semanas para atingir bons resultados. A pele fica muito sensível (vermelha) 24 horas após a luz. Pode também haver descamação durante 3 a 4 dias pós aplicação. O uso do filtro solar neste período é indispensável.

É importante lembrar que a orientação do dermatologista é imprescindível para administrar qualquer medicamento.

ACNE

A acne vulgar é condição inflamatória crônica do folículo pilo-sebáceo, particularmente comum em adolescentes e adultos jovens. Entre os adolescentes a frequência, a severidade da acne, bem como a tendência a cicatrizes são maiores entre os homens. Já a acne do adulto é mais frequente entre mulheres. Apesar de, virtualmente, não haver mortalidade associada a esta doença existe uma significante morbidade física e psicológica.

A grande novidade em relação à acne, é que hoje há trabalhos mostrando que a inflamação é a sua causa principal. A pele da pessoa com acne reage muito facilmente à irritação, ou danos da barreira cutânea, desencadeando o restante da cascata inflamatória, passando pelo excesso da produção sebácea e hiperqueratinização e ação excessiva das bactérias.

O diagnóstico é baseado principalmente no quadro clinico. Este se caracteriza pelo polimorfismo. Com cravos, pápulas, pústulas, nódulos e abcessos localizados na face, ombros e porção superior do tórax, acompanhados de seborreia. De acordo com o número e tipo de lesões, definem-se as formas da acne. A rosácea é o principal diagnóstico diferencial, podendo apresentar pápulas foliculares, porém a idade, o predomínio no sexo feminino, o eritema e a localização médio facial e na fronte permitem, em geral, diferenciar o diagnóstico.

A acne é classificada como não inflamatória quando apresenta somente comedões, sem sinais inflamatórios, que, conforme o número, intensidade e características das lesões, é classificada em graus I a IV.

O tratamento da acne está baseado no tratamento dos fatores etiopatogênicos, como colonização pelo P. acne, hipersecreção sebácea, inflamação e oclusão do orifício folicular. Os objetivos do tratamento incluem a melhora do quadro infeccioso, da aparência física, a minimização de cicatrizes e a prevenção e tratamento de efeitos psicológicos diversos. Nas acnes graus I e II usamos vários tipos de tratamento tópicos e isolados ou em combinação. Veja as características dos principais deles:

Tretinoína/Ácido Retinoico/Alfahidroxiácidos – ação queratolítica, ou seja, contra a hiperqueratinização; ação leve e indireta sobre a proliferação bacteriana.

Peróxido de Benzoíla – ação anti-inflamatória e antimicrobiana.

Adapaleno – são indicados em casos de acne na mulher adulta. Causam menos irritação e fotossensibilidade que a tretinoína, com resultados terapêuticos significativos.

Ácido Azelaico – possui ação antibacteriana potente e antioxidante. Possui efeito queratolítico, que promove a desobstrução de “tampão” de queratina e sebo. Tem também, ação clareadora da pele.

Ácido mandélico – age na remoção das células mortas, evitando a obstrução de poros.

Ácido glicólico – muito usado no tratamento da acne, queratose, manchas e rugas finas.

Os antibióticos sistêmicos agem na supressão do crescimento P.acnes e da inflamação. Os mais usados são tetraciclina, minociclina e doxicilina, eritromicina e azitromicina. O tratamento deve abranger 4 semanas até o máximo de seis meses em média. Deve-se atentar para os principais e mais comuns efeitos colaterais de cada grupo, já que devem ser administrados por longos períodos. Pode haver combinação do uso dos antibióticos sistêmicos e peróxido de benzoíla para uso local. Pela ação secativa do peróxido, pode haver potencialização dos efeitos.

O uso da isotretinoína sistêmica no caso da acne na puberdade, é clássico. Esta medicação é a mais efetiva e mais conhecida para o tratamento da acne, no entanto, existem contraindicações e, nesse caso, podemos usar a terapia fotodinâmica. Trata-se do uso de um creme que é espalhado na região da acne, por exemplo, o ácido aminolevulínico que tem atração pelas glândulas sebáceas, região do infundíbulo, onde ficam a inflamação e as bactérias. Essa substância deixa o local sensibilizado e após cerca de 2 horas é aplicada uma luz que vai diretamente para o local afetado, promovendo a destruição de algumas glândulas. São feitas em geral de 4 a 5 sessões com intervalo de um mês. No caso de mulheres adultas, o tratamento, geralmente é com pílulas anticoncepcionais com progestágenos anti androgênicos, ou seja, uma parte da composição da pílula neutraliza os hormônios masculinos. Também pode ser usada a metformina, nas mulheres que tem ovário policístico associado.

A questão da dieta hoje é muito estudada. Os alimentos de alto índice glicêmico e também o leite e derivados do leite devem ser controlados e evitados, pois pioram a acne. Isso acontece, pois eles estimulam a produção e ação de um hormônio de crescimento, insulina like, que é um dos principais hormônios estimuladores da acne, o IGF-1. Evitar carboidrato, leite, queijo, iogurte e também principalmente os suplementos de academia com proteínas do leite. O mito é sobre o chocolate piorar a acne, o que não é verdade, pois o cacau propriamente dito não chega a interferir no processo de inflamação, mas sim o leite e o açúcar que podem ser abundantes nesse tipo de alimento.

O tratamento da acne exige paciência e um bom relacionamento médico e paciente. Pois, é comum a doença prejudicar a autoestima e, em situações mais graves, pode ser disforme, causando transtornos psicológicos, emocionais e, em muitos casos, depressão.

Lavar o rosto 2x ao dia enxaguando bem. O produto de limpeza não deve irritar a pele. Usar hidratante próprio para peles acneicas. Usar filtro solar com toque seco, não comedogênico. Evitar alimento de alto índice glicêmico (açúcar). Evitar manipular as lesões. Seguir rigorosamente o tratamento médico e evitar o uso de produtos desconhecidos.

COMBATE À ACNE

Existem dois períodos em que a acne compromete as pessoas: adolescência ou puberdade e a idade adulta, afetando principalmente mulheres que tenham sensibilidade aos hormônios.

A grande novidade em relação à acne, é que hoje há trabalhos mostrando que a inflamação é a causa principal da acne. A pele da pessoa com acne reage muito facilmente à irritação, ou danos da barreira cutânea desencadeando o restante da cascata inflamatória, passando pelo excesso da produção sebácea e hiperqueratinização e ação excessiva das bactérias. A novidade é que podemos tratar a inflamação com alguns tipos de Luz (LED) e lasers, diminuindo a inflamação.

O uso da isotretinoína sistêmica no caso da acne na puberdade é clássico. Esta medicação é a mais efetiva e mais conhecida para o tratamento da acne, no entanto existem contra indicações, e nesse caso, podemos usar a terapia fotodinâmica. Trata-se do uso de um creme que é espalhado na região da acne, por exemplo, o ácido aminolevulínico que tem atração pelas glândulas sebáceas região do infundíbulo, onde ficam a inflamação e as bactérias. Essa substância deixa o local sensibilizado e após cerca de 2 horas é aplicada uma luz que vai diretamente para o local afetado, promovendo a destruição de algumas glândulas. São feitas, em geral de 4 a 5 sessões com intervalo de um mês. No caso de mulheres adultas, o tratamento, geralmente é com pílulas anticoncepcionais com progestágenos anti androgênicos, ou seja, uma parte da composição da pílula neutraliza os hormônios masculinos. Também pode ser usada a metformina, nas mulheres que tem ovário policístico associado.

A questão da dieta hoje é muito estudada. Os alimentos de alto índice glicêmico e também o leite e derivados do leite devem ser controlados e evitados, pois pioram a acne. Isso acontece, pois eles estimulam a produção e a ação do hormônio de crescimento, insulina like, que é um dos principais hormônios estimuladores da acne. Evitar carboidrato, leite, queijo, iogurte e principalmente os suplementos de academia com proteínas do leite. O mito é sobre o chocolate piorar a acne, o que não é verdade, pois o cacau propriamente dito não chega a interferir no processo de inflamação.

A genética é fundamental, pois o modo de reagir pode ser diferente de individuo para individuo. Aqueles que têm pai e mãe com acne vão ter uma resposta inata mais exagerada, fazendo com que a inflamação e também a ação hormonal e a resposta da pele sejam intensas.

O fenômeno da epigenética (influência do meio ambiente no comportamento genético) também afeta os pacientes com acne. Isso quer dizer que o ambiente também pode influenciar e fazer com que os genes se expressem de forma mais intensa. Isso significa que o calor e a umidade excessiva, assim como dieta com leite e derivados do leite, alimentos que tenham muito carboidrato, e até alguns antidepressivos e vitaminas do complexo B devem ser evitados.

Medicamentos como lítio, anticonvulsionantes, rifampicina, cloro, entre outros, podem piorar a acne e estimular a maior inflamação. O estresse também é fator de piora na mulher adulta.

Lembrar que a autoestima fica muito abalada na fase da puberdade, que gera um ciclo vicioso. Quanto pior a acne, maior o estresse e maior a inflamação.

É fundamental buscar ajuda médica para o tratamento mais apropriado para cada situação.