OLHEIRAS

As olheiras representam alterações de relevo e cor que ocorrem na área abaixo dos olhos. A verdadeira ou única causa desta alteração não existe, pois trata-se de uma combinação de fatores, que acabam provocando as olheiras propriamente ditas. Vale lembrar que elas são muito perturbadoras em relação a qualidade de vida, sendo que, para escondê-las, vale tudo, desde óculos escuros, até vários tipos de maquiagem corretiva.

Existem muitos tipos de olheiras e, portanto, o diagnóstico e a especificação são cruciais para escolher o melhor tratamento. A seguir vamos enumerar essas variações para entender a escolha terapêutica.

Olheira por pigmentação vascular, geralmente ocorre em pessoas jovens com pele fina, que por transparência permite a visualização dos vasos, deixando a área bem escurecida. Esse tipo de olheira ocorre com frequência em certos povos, como árabe e mediterrâneo. Neste tipo de olheira, usamos alguns lasers que destroem os vasos. São necessárias de 3 a 6 sessões, com intervalo quinzenal e o resultado final ocorrerá somente após 3 a 4 meses. A olheira em pessoas jovens também pode ocorrer devido a conformação da face, que apresenta o olho afundado, repercutindo sombras escurecidas. Neste caso, o tratamento é feito com preenchedor para diminuir esse degrau e melhorar a aparência da olheira. O ácido hialurônico, com menos viscosidade, é usado em pequenas quantidades e a duração é de cerca de 2 anos. O procedimento é feito com anestesia local e uso de cânula, que evita o aparecimento de hematomas.

Outro tipo de olheira muito frequente é aquele que combina alteração de cor, tanto do pigmento melanina, como pigmento vascular, com flacidez. Nesse caso usamos peelings e também a radiofrequência microagulhada. O peeling pode ser médio (ácido tricloroacético)  ou profundo (fenol) e irá provocar descamação com clareamento e tonificação da pele. O peeling médio e profundo é feito 1 ou 2 vezes e a recuperação da pele demora cerca de 10 dias. A radiofrequência microagulhada, é um aparelho que emite uma onda de calor associada à puntura das microagulhas. Trata-se de uma ponteira, que quando entra em contato com a pele fura e ao mesmo tempo emite calor. Esse “furo” das agulhas é microscópico, sendo que a pele fica edemaciada e vermelha por 4 a 5 dias.

Existem pessoas com olheiras que apresentam bolsas de gordura, escurecimento e flacidez. Nesses casos, além da radiofrequência e do laser para os vasos, também podemos utilizar o ultrassom microfocado. Este aparelho emite ondas de calor que atingem a profundidade da pele, melhorando a flacidez e diminuindo o excesso de gordura.

Os cremes para o tratamento das olheiras não conseguem eliminá-las, mas sim, melhorar a qualidade da pele e também promover um grau de clareamento. São usadas vitamina K, C, E, ácido tranexâmico, ácido tioglicólico, além de hidratantes e corretivos.

A olheira é um grande desafio para o médico e o paciente.

Como lição final deste texto, lembrar da importância do diagnóstico do tipo de olheira, pois este vai definir o melhor tratamento possível para cada caso.

Melasma: O que há de novo

O diagnóstico do melasma é feito clinicamente, onde observamos manchas acastanhadas escurecidas, que ocorrem principalmente no rosto de mulheres jovens. Não é uma doença grave nem contagiosa, mas perturba a autoestima e compromete a vida social das mulheres acometidas.

Recentes trabalhos científicos demonstram que o aparecimento da mancha não está relacionado somente ao melanócito, que é a célula produtora do pigmento, denominada melanina. Hoje, já se sabe que no melasma também estão envolvidas várias outras células, como o queratinócito, o fibroblasto e o mastócito. Outra descoberta muito recente é de que os vasos sanguíneos também são responsáveis pelo aparecimento e manutenção do melasma. Mais uma novidade interessante é que o melasma também tem a ver com o fotoenvelhecimento da pele. Além de tudo isso, vários fatores internos e externos também estão implicados no aparecimento do melasma, como sol, calor, hormônios, estresse, medicações, traumas, entre outros.  Com tudo isso é possível entender porque o melasma é tão difícil de tratar e controlar.

No IMCAS – International Master Course on Aging Science 2017, houve algumas aulas muito interessantes sobre essa mancha que podem contribuir para um tratamento mais efetivo.

Algumas dessas novidades são:

O filtro solar deve, obrigatoriamente, ter proteção para UVA + UVB, ser uma combinação de filtro físico e químico com fator de proteção solar (FPS), maior que 50. Ele deve ser colorido como uma base, pois somente o pigmento protege da luz visível que é emitida pelo telefone celular, lâmpadas e computador.

O tratamento para o melasma deve incluir remédios por via oral e também cremes clareadores. m relação aos tratamentos via oral, estão sendo citadas substâncias diferenciadas como ácido tranexâmico e a glutadiona.

É importante frisar que o ácido tranexâmico, por via oral, é um remédio of-label, que precisa ser receitado pelo médico, que fará exames de sangue para saber da possibilidade de usar essa substância.O ácido tranexâmico em doses de 500 a 750mg por dia mostrou bons resultados no controle da doença. Seu mecanismo de ação é bloquear os vários estímulos negativos que provocam o melasma, como radiação ultravioleta, estresse oxidativo, alterações hormonais, aumento dos vasos sanguíneos.

A glutadiona é outra medicação inovadora que precisa ser indicada pelo médico, pois também tem contraindicações específicas. O potencial de ação dessa substância está relacionado a ação anti-inflamatória e antioxidante.

Também embasado em trabalhos científicos, se observou que é necessário tratar os vasos que estão aumentados. Sendo assim, hoje utilizam-se lasers com comprimento de onda para agredir a hemoglobina. Sendo assim, podem ser usados o Dye laser, a Luz Pulsada e o Nd Yag, todos que destroem vasos mais superficiais. Esse tipo de tratamento evita que haja a manutenção da inflamação, que é sempre constante no melasma.

Para o tratamento do melasma também são utilizados lasers para a mancha, e nesse caso, o laser tem que ser especial, liberando pouca energia e com pulso muito rápido. Esse tipo de laser é chamado Nd Yag Q-Switched, sendo necessárias várias sessões, já que a energia é baixa e pontual. Também pode ser utilizado o microagulhametno e/ou microinfusão de medicamento. Nesse caso, o procedimento é uma picadura na pele, com ou sem medicação. Essa técnica é inovadora e são usadas várias combinações de tratamento como: vitamina C, niacinamida, glucosamina, entre outras.

A última dica é que a pele do melasma deve estar sempre bem hidratada e calma, pois, pele vermelha e descamativa induzem a maior produção do pigmento melanina.

O estresse deve ser controlado e o filtro repassado a cada 2horas. 

HERPES – O que você precisa saber sobre esse mal

O herpes é um dos problemas de pele causado por vírus e, justamente por isso, no momento de atividade da doença, é altamente contagioso.

Basicamente existem dois tipos de herpes – o herpes simples tipo 1 e 2 e o herpes zoster. No primeiro caso, ou seja, o do tipo 1 e 2, a doença apresenta as mesmas características e o único diferencial é a área do corpo atingida. O herpes tipo 1 aparece principalmente na boca, mas pode também se localizar em qualquer outra região. Já no caso do herpes tipo 2, atinge somente a área genital, podendo aparecer em homens e mulheres.

É importante destacar que em se tratando de herpes tipo 1 e 2, a lesão configura-se como um grupo de vesículas – bolhinhas, com uma base avermelhada, que provoca ardor e dor. Na fase final do surto surge uma casquinha, parecendo um machucado.

Outro fato que deve ser mencionado nesse tipo de herpes é que, normalmente, ele é precedido por uma estomatite – tipo 1 – ou vulvite – tipo 2, causando muito mal estar e apresentando um quadro doloroso para a pessoa.

Convém lembrar que, com relação ao herpes tipo 1 e 2, o primeiro contato da pessoa com o vírus provoca uma grande inflamação. Quando essa primeira vez ocorre em criança, o herpes tipo 1 pode comprometer toda a parte interna da boca.

O mesmo pode acontecer no caso do herpes tipo 2 que, na sua primeira manifestação, pode causar uma grande inflamação tanto no homem (região peri-anal ou glande), como na mulher (grandes lábios, vulva ou região da vagina).

Outra característica desse tipo de herpes é que, após a primeira vez, ele pode voltar a se manifestar, principalmente se a pessoa estiver com baixa resistência.

Contudo, o alento para as pessoas que venham a contrair o herpes simples é que, ao surgir e por se tratar de um vírus, ele terá um tempo de permanência no organismo e mesmo se a pessoa não fizer nenhum tratamento, no período de 7 a 10 dias, no máximo, já estará curada, sem nenhuma sequela do surto.

Herpes x tratamento

Com relação à cura, conforme já mencionado, o herpes tipo 1 e 2 podem ficar encubados no organismo, após a pessoa ter sido infectada uma primeira vez. Ou seja, ele pode voltar a se manifestar a qualquer momento, desde que a pessoa esteja debilitada. Portanto, embora o surto tenha um tempo de permanência no organismo, até os dias de hoje, não há cura definitiva.

E, mesmo sem cura definitiva, é possível que algumas pessoas possam vir a manifestar a doença uma única vez na vida. Ou seja, trata-se de uma questão individual, e mesmo aqueles que só tiveram um surto de herpes tipo 1 e 2 não estão isentos de desenvolver a doença novamente.

Então, o que deve ser controlado é a queda de resistência da pessoa, para que não haja recidivas. Por exemplo, para evitar o herpes labial, a pessoa deverá evitar o sol excessivo e usar um protetor solar nos lábios para protegê-los.

No caso de uma gripe forte, quando normalmente o organismo já está debilitado, a pessoa deve se cuidar bastante e evitar fatores como o estresse.

O tratamento para esse tipo de herpes é feito à base de anti virais potentes, por via oral, e além disso há utilização de antibióticos locais para aliviar os sintomas mais rapidamente.

E, como medida geral, existe um aminoácido chamado lisina, que pode ser usado em doses altas para prevenir o aparecimento das recidivas. Esse aminoácido impediria, em algum momento, uma fase do metabolismo do vírus.

Há ainda a possibilidade de diminuir as recidivas com determinados tipos de lasers, que ajudam na cicatrização e diminuem o tempo de duração do surto.

Porém, vale ressaltar que todos esses tratamentos não eliminam o vírus, mas fazem com que melhore uma situação local com a redução do tempo de inflamação.

HANSENÍASE

A hanseníase também chamada de lepra, não está tão distante como podíamos imaginar. Somos o pior país no controle de número de casos novos, mostrando que não temos eficácia nos programas ora implantados.

A hanseníase é causada por um bacilo, evoluindo de forma lenta e progressiva. Algumas pessoas, mesmo tendo contato, podem ser resistentes e outras, mesmo que incorporem o bacilo, podem eliminá-lo sem desenvolver a doença. O mais importante é que a primeira manifestação, pode ser uma mancha esbranquiçada ou mesmo quase da cor da pele. O principal sintoma dessa mancha é a anestesia, por isso, áreas anestesiadas da pele e mesmo sensações estranhas na sensibilidade da pele, devem ser valorizadas. Estas manchas pouco evidentes e com sensação de anestesia ou parestesia, são a forma inicial da hanseníase. O ideal seria tratar neste momento, evitando sua evolução. No entanto, muitas e muitas vezes essa mancha passa desapercebida e a doença pode evoluir para graus mais intensos e/ou mais comprometedores. No caso da evolução, ela pode se desenvolver para as seguintes situações:

Polo tuberculoide – a pessoa tem muita resistência ao bacilo, e portanto, reage contra o mesmo. Neste caso, podem ocorrer lesões unitárias poucas, bem demarcadas e também já pode haver comprometimento neural (o bacilo tem atração pelos nervos superficiais). Neste caso há dor e inflamação, podendo levar a mão ou pé caídos.

Polo virchowiano – onde há pouquíssima resistência e muito bacilo e disseminação, aparecendo caroços e manchas no corpo todo, anestesia mais generalizada e queda de sobrancelha. A pessoa também pode ficar infiltrada, parecendo muito inchada. As extremidades, como lóbulo da orelha e cotovelos podem ter caroços de cor azulada.

É crucial entender que essa doença é infecciosa e lenta, mas que tem controle e cura. Qualquer sinal suspeito deve ser visto por especialistas para que o diagnóstico seja o mais precoce possível.

O tratamento é feito pela saúde pública (em postos de saúde da prefeitura) e há necessidade de notificação compulsória.

Converse com seu dermatologista, deixe o preconceito de lado e procure tratamento. O tratamento, chamado poli químico terapia é oferecido gratuitamente.

Para o polo tuberculoide o tratamento em geral é de 6 meses a 1 ano e para o polo virchowiano é de 1,6 meses a dois anos.

O paciente de hanseníase não deve ser estigmatizado, sendo obrigação moral dos trabalhadores da área de saúde acolhe-lo e ajudar no esclarecimento sobre o contágio e a doença.

O último domingo de janeiro foi instituído para combate e prevenção da doença.

Verão e mosquitos

Estamos num país tropical que é muito ensolarado, quente e úmido, além de possuir uma grande variedade de mosquitos e insetos. No verão, época de férias escolares e viagens, é muito importante alguns cuidados em relação as picadas de pernilongos e insetos. Todos nós sabemos que alguns deles transmitem doenças graves, como Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

O Aedes Aegypti é o inseto mais perigoso e resistente. Ele é aquele mosquito listrado de branco e preto, espalhado em todo o Brasil. É interessante frisar que esse mosquito está mais presente no começo da manhã e final da tarde, momentos onde devemos ter a maior proteção.

Hoje a proteção em relação a esses mosquitos é feita com repelentes de uso local. O repelente é uma formulação que contém alguma substância agressiva em relação ao mosquito. Apesar de proteger em relação a picada, ele não pode ser repetido inúmeras vezes, pois tem algum grau de toxicidade, principalmente para as crianças e grávidas. Sendo assim, devemos contar com outros métodos protetores, como:

1- Fechar as janelas com telas de proteção nos horários mais críticos e usar mosqueteiros nos berços de crianças pequenas.

2-Usar roupas com trama de tecido bem fechada, que ajudam na proteção.

3-Usar obrigatoriamente, quando fizer passeios na mata ou trilhas, calças compridas leves e blusas com mangas compridas, além de meias, sapatos ou tênis.

4-Utilizar o ar-condicionado, sempre que possível, pois temperaturas mais baixas diminuem a quantidade de mosquitos e insetos.

Existem alguns tipos de repelentes, porém o mais utilizado é aquele com Icaridina 20 a 25% e com duração de 4 a 10 horas. É importante a leitura atenta do rótulo do produto, que deve ser bem espalhado nas áreas expostas e em quantidade que seja suficiente para cobrir a pele de forma homogênea. Não adianta passar o repelente e se cobrir ou colocar roupa por cima. O repelente não deve ser passado infinitas vezes; primeiro porque tem duração prolongada e segundo, porque tem algum grau de toxicidade.

Nos locais ensolarados, o filtro solar precisa ser utilizado sempre antes do repelente. As roupas usadas nas férias e em todas essas situações devem ser folgadas e de preferência claras. Evitar perfumes de qualquer tipo porque esses atraem os insetos. Os repelentes podem irritar a área dos olhos e não devem ser ingeridos. Os pais não devem deixar o produto ao alcance das crianças e as mesmas não devem usar os repelentes sozinhas, mas sim com o auxílio de um adulto.

Não esquecer desses cuidados para evitar o contágio de doenças graves que podem ter consequências irreparáveis.

DOENÇAS DE VERÃO

O verão é um período onde as pessoas têm mais lazer e tomam mais sol. Para que não haja problemas, principalmente nas férias, e também  para que o período seja seguro e com muito divertimento, valem algumas dicas. 

MICOSES – As micoses são doenças superficiais da pele, causadas por fungos e leveduras. Estes fungos crescem com facilidade no calor e umidade – são muito ativos no verão. Há inúmeros tipos de micoses que comprometem as pessoas em quase todas as idades.

A micose pode ocorrer no couro cabeludo, pele do corpo, mãos, pés e também nas unhas. A micose mais comum do verão é aquela chamada pitiríase versicolor. Trata-se de manchas brancas, arredondadas com discreta descamação que aparecem principalmente no pescoço, braços e costas. Ela não arde e não coça, mas deixa um aspecto inestético e constrangedor. As manchas brancas podem espalhar pelo corpo todo e estas áreas não ficam bronzeadas. O tratamento é feito com cremes antifúngicos tópicos ou orais. Deve-se utilizar xampus adequados, pois o fungo também fica no couro cabeludo.

Os cuidados importantes são:

     – não permanecer com roupa úmidas por um longo tempo

     – secar bem toda a pele, principalmente as dobras, deixando-as bem arejadas

Fazer o tratamento correto até a cura, pois é fácil o fungo crescer novamente. Após o tratamento, as manchas brancas precisam ser estimuladas pelo sol.  

Outras micoses comuns são aquelas causadas pelos fungos chamados DERMATÓFITOS que comprometem a pele e também os pés, e nos homens a virilha.

Neste caso, ocorrem placas vermelhas redondas, com bordas elevadas e descamação ou crostas. As lesões coçam e aumentam com facilidade. Na virilha pode haver lesões bem avermelhadas com verdadeiras bordas elevadas e geográficas e também maceração e aspecto de assadura. Nos pés pode ocorrer até bolhas que coçam muito e descamam.

As FRIEIRAS entre os dedos do pé também são comuns e contaminam os espaços comunitários.

As micoses são muito contagiosas e este é um motivo pelo qual deve haver o exame médico prévio, antes de frequentar as piscinas.

Os cuidados são os mesmos, secando muito bem tanto a virilha, como a área entre os dedos dos pés. O tratamento deve ser indicado pelo médico. A lesão dura cerca de 10 dias, deixando a área vermelha e manchada. Evite a auto medicação.

Os corticoides melhoram o quadro mas mascaram o crescimento dos fungos. Além disso, há também o perigo de aparecerem estrias com o uso indiscriminado do corticoide, principalmente nas dobras.

Orientações importantes sobre fotoproteção

Usar filtro solar protege contra os raios ultravioleta A e B.

Para peles oleosas, optar por filtros oil free, cujos veículos não contém substâncias oleosas. São os mais indicados para pessoas de pele oleosa ou com tendência à formação de cravos e espinhas. Para peles sensíveis, procure escolher um filtro hipoalergênico.

É imprescindível evitar exposições prolongadas e repetidas ao sol. Queimaduras solares acumuladas durante a vida predispõem ao câncer da pele.

Não é aconselhável se expor ao sol nos horários próximos ao meio-dia. O horário entre 10 e 16 horas têm grande incidência de raios ultravioleta B, principais responsáveis pelo surgimento do câncer da pele.

O bronzeamento ocorre gradativamente, após os primeiros dias de exposição. A pele leva 48 a 72 horas para produzir e liberar a melanina, pigmento que dá cor à pele. Portanto, não adianta querer se bronzear em um só dia, ficar muito no sol não acelera este processo, só provoca queimaduras.

É essencial proteger os lábios e as orelhas, partes do corpo que são esquecidas normalmente.

Aplicar generosamente o filtro solar, 20 a 30 minutos antes de sair ao sol. Este é o tempo necessário para a estabilização do protetor solar na pele, de modo que sua ação ocorra com maior eficácia. Faça isso de preferência em casa, sem pressa.

Peles claras e pessoas ruivas exigem maiores cuidados, pois são mais propensas ao câncer da pele. Pessoas de pele muito clara raramente se bronzeiam; portanto, elas não devem insistir no bronzeamento, o que pode provocar queimaduras e danos à pele.

Mormaço também queima. Em dias nublados cerca de 40% a 60% da radiação solar atravessam as nuvens e chegam à Terra; deve-se usar filtro solar também nestes dias.

Filtro solar deve ser usado diariamente. Mesmo quando não se vai à praia, mas se expõe ao sol no dia-a-dia. É preciso aplicar o filtro solar nas áreas expostas, evitando o dano solar que se acumula durante os anos.

A proteção das crianças é responsabilidade dos pais. É necessário estimular o uso de protetor solar desde cedo. Deve se utilizar somente protetores solares hipoalergênicos, formulados em base dermatológica ou prescritos por um dermatologista.

Alguns antibióticos e outros medicamentos (inclusive anticoncepcionais) podem causar manchas na pele. Em caso de dúvida, recomenda-se conversar com o dermatologista.

Nunca se deve passar na pele bronzeadores caseiros, óleos, refrigerantes, chás ou folhas de plantas, ou qualquer outra receita caseira. Podem irritar a pele e causar queimaduras graves.

Envelhecimento Cutâneo

O processo de envelhecimento do organismo está relacionado com a perda da capacidade funcional e de reserva, mudança da resposta celular aos estímulos, perda da capacidade de reparação e predisposição do organismo à doença. As células humanas têm capacidade finita de reprodução entrando então, no processo chamado senescência. A idade é paralela à senescência celular e tem o mesmo controle genético. Existem exceções como células germinativas, “stem cells” (totipotentes) e células cancerosas que reproduzem sem parar, influenciadas por mecanismos desconhecidos.

O telômero é a porção terminal do cromossomo eucariótico e protege o mesmo da degradação. Com a idade, o telômero torna-se mais curto em todas as células, menos naquelas germinativas e cancerosas. Estas têm maior quantidade de telomerase, que é uma transcriptase reversa com capacidade de replicar o telômero. A telomerase se expressa nas células germinativas e cancerosas evitando o desaparecimento do telômero e consequentemente o desgaste e senescência das células.

A oxidação ocorre constantemente no organismo humano causando dano, principalmente ao DNA celular. Ela aumenta com a idade e nas células senescentes. Quanto mais oxidação, menor grau de reparação, maior número de mutações, maior deteriorização celular e maior formação de tumores.

No envelhecimento do organismo há queda dos hormônios de uma maneira geral. Ocorre a andropausa com diminuição dos andrógenos, menopausa com menos quantidade de estrógenos e também a chamada somatopausa com rebaixamento do nível do hormônio do crescimento. Este é produzido durante o sono pela glândula pitutária em grande quantidade na puberdade. Sua diminuição provoca perda da massa magra e aumento do depósito de gordura. Homens de mais de 60 anos, quando tratados com hormônio do crescimento aumentaram a massa muscular, perderam o excesso de gordura e aumentaram o tônus da pele. A reposição do hormônio do crescimento vem sendo cogitada em certas situações específicas.

O envelhecimento cutâneo pode ser divido em envelhecimento intrínseco e fotoenvelhecimento. O primeiro representa aquele comum aos órgãos e o segundo, mais intenso e evidente, ocorre em decorrência dos danos causados pela radiação ultravioleta.

O envelhecimento causado pela idade é mais suave, lento e gradual, causando danos estéticos muito pequenos. Já o fotoenvelhecimento é mais danoso e agressivo à superfície da pele, sendo responsável por modificações como rugas, engrossamento, manchas e o próprio câncer de pele. O fotoenvelhecimento não é a intensificação do envelhecimento cronológico, mas tem características próprias muito diferentes do envelhecimento comum. Sendo assim, a pele vai apresentar características diferentes em áreas expostas e não expostas. Além disso, o sol passa a ser o principal fator em relação ao fotoenvelhecimento.

Existem diferenças marcantes entre o envelhecimento intrínseco e o fotoenvelhecimento que são coerentes com as alterações bioquímicas e moleculares. No envelhecimento pela idade, a textura da pele é lisa, homogênea e suave com atrofia da epiderme e derme, menor número de manchas e discreta formação de rugas. No fotoevelhecimento a superfície da cútis é áspera, nodular, espessada, com inúmeras manchas e rugas profundas e demarcadas.

Histologicamente a atrofia e retificação da epiderme no envelhecimento cronológico contrasta com a acantose da pele actínica. Os queratinócitos são normais na primeira e displásicos na pele fotoexposta. Os melanócitos são diminuídos conforme a idade, mas aumentam em número e distribuem irregularmente o pigmento na pele lesada pela luz ultravioleta. A pele envelhecida tem menor quantidade de elastina e colágeno e vascularização hormonal. Na pele actínica aparece a zona de GRENZ (faixa eosinofílica cicatricial). As fibras de colágeno tem maior desorganização e as elásticas transformam-se em massas amorfas (elastose), enquanto os vasos tem parede duplicada e infiltrado linfo-histiocitário ao seu redor, caracterizando a heliodermatite.

Finalizando, enfatizamos a importância do estudo e conhecimento do envelhecimento cutâneo, pois quanto mais conhecemos, mais podemos oferecer ao nosso paciente.

Fotoproteção – Proteção em Relação ao Sol

O sol agride a pele mais do que é possível visualizar. Sorrateiramente ele vai deixando as células com pequenos defeitos que, se persistirem, poderão se transformar, mais tarde, em manchas e câncer da pele. É muito importante para a saúde da pele usar protetor solar.

Por que o sol pode fazer mal à pele?

A luz emitida por ele, principalmente aquela chamada UVB (ultravioleta B), chega à pele e agride várias estruturas como: DNA (proteína do núcleo celular), melanócitos (células que fazem a melanina), vasos (que promovem a irrigação da pele), fibras de colágeno e elastina (responsáveis pela firmeza da pele), entre outras. Essa agressão é neutralizada, em parte, pelas defesas naturais da pessoa, mas vai se acumulando até que com idades mais avançadas (por volta dos 40 anos) começam a aparecer as consequências dessa agressão: aspereza, manchas, rugas e os vários tipos de câncer de pele.

O sol não é necessário à saúde?

O sol promove bem-estar e também é responsável pela ativação da vitamina D na pele. Essa vitamina é importante para diversas funções do organismo, e principalmente para manter a boa saúde dos ossos. Sabemos hoje em dia que não são necessários grandes períodos de exposição solar para ativação da vitamina D, principalmente em países tropicais como o Brasil. Ao mesmo tempo, são mais que conhecidos os riscos à saude que a exposição solar em excesso nos traz.

O que é o filtro solar?

Filtro solar é um produto cuja formulação terá ingredientes capazes de proteger a pele dos raios ultravioletas do sol. Existem dois tipos de filtros solares: o filtro químico e o filtro físico. O primeiro interage quimicamente com a radiação ultravioleta transformando-a em calor. O segundo protege por meio de uma barreira, promovendo a reflexão dos raios ultravioleta. Os filtros também podem ter outros princípios ativos como: hidratantes, vitaminas antioxidantes e clareadores. O filtro também pode ter vários veículos diferentes, como cremes, géis, loções ou seruns, que vão ser indicados conforme o tipo de pele.

Como escolher o fator de proteção?

O filtro solar protege a pele tanto em relação aos danos agudos, como a queimadura solar, assim como dos crônicos, como envelhecimento da pele e o câncer de pele. Imaginemos que uma pessoa vá à praia sem filtro solar e fique vermelha após 10 minutos. O fator de proteção solar 15 significa que após passá-lo, esta mesma pessoa poderá ficar um tempo 15 vezes maior antes de ficar vermelha, isto é, 150 minutos (cerca de duas horas). O fator de proteção solar para usar na praia deve ser pelo menos 30, mesmo em pessoas morenas.

Na hora de escolher o fator de proteção solar (FPS) ideal para sua pele é importante verificar se o produto oferece proteção contra os raios UVA e UVB, essa observação deve estar no rótulo. Opte por marcas conhecidas e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Observe se entre seus princípio ativos há antioxidantes, que ajudam a neutralizar a ação dos radicais livres. Há uma regrinha básica para saber o número do FPS mais adequado. Tome como base a classificação dos tipos de pele no gráfico abaixo, você verá que as quer têm classificação I e II devem usar FPS 30, no mínimo. Já as do Tipo III, PFS 20; e as demais (IV, V e VI) FPS 15. Lembre-se de que não é necessário mudar sua rotina para se proteger do sol. Basta evitar os excessos e incluir um bom filtro solar o cuidado diário com a pele. Habitue-se a usá-lo mesmo em dias nublados.fotoprotecao

Como usar o filtro solar?

O filtro solar precisa ser passado todos os dias nas áreas que ficam expostas ao sol em quantidade suficiente para deixar uma camada espessa e protetora. Ele deve ser espalhado em toda área exposta ao sol, inclusive orelhas, pés e mãos 15 a 30 minutos antes da exposição solar. Reaplique 30 minutos após o inicio da exposição e, depois disso, a cada duas horas, ou sempre que suar muito ou molhar-se. As pessoas que se expõem de forma intensa por praticar esportes ao ar livre devem usar protetores solares resistentes à água, mas principalmente roupas adequadas para proteger a pele dos danos provocados pelo sol.

Quem deve usar filtro solar?

Todas as pessoas, independentemente da cor da pele e da idade, até mesmo crianças e idosos. No entanto, uso de filtros solares é apenas um aspecto da fotoproteção. Compreender que a exposição solar em excesso é prejudicial e adotar um comportamento adequado neste sentido é fundamental para quem quiser manter uma boa vitalidade da pele.

Fim de ano!

O fim do ano está se aproximando e todos nós fazemos reflexões nessa época.

Aproveito para reforçar que a nossa MISSÃO – das clínicas Denise Steiner, Stockli e Dskin – é cuidar da saúde e bem estar, emocional também, do nosso paciente. Estamos aqui para recebê-lo e tratar do que for possível dentro de nossas especialidades.

Eu gostaria de desejar um ótimo Natal e Ano Novo repleto de esperança, alegria e amor. Todos nós sabemos que o próximo ano será difícil, mas muitas coisas mudaram em nosso país. Estamos juntos e, unidos, estamos crescendo. 

Então, feliz 2017 e tudo de bom para todos vocês!

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Confira a mensagem de fim de ano da Dra. Denise em vídeo:

Veja também no site:

http://www.radiosaudeebeleza.com.br/