Melasma: O que há de novo

O diagnóstico do melasma é feito clinicamente, onde observamos manchas acastanhadas escurecidas, que ocorrem principalmente no rosto de mulheres jovens. Não é uma doença grave nem contagiosa, mas perturba a autoestima e compromete a vida social das mulheres acometidas.

Recentes trabalhos científicos demonstram que o aparecimento da mancha não está relacionado somente ao melanócito, que é a célula produtora do pigmento, denominada melanina. Hoje, já se sabe que no melasma também estão envolvidas várias outras células, como o queratinócito, o fibroblasto e o mastócito. Outra descoberta muito recente é de que os vasos sanguíneos também são responsáveis pelo aparecimento e manutenção do melasma. Mais uma novidade interessante é que o melasma também tem a ver com o fotoenvelhecimento da pele. Além de tudo isso, vários fatores internos e externos também estão implicados no aparecimento do melasma, como sol, calor, hormônios, estresse, medicações, traumas, entre outros.  Com tudo isso é possível entender porque o melasma é tão difícil de tratar e controlar.

No IMCAS – International Master Course on Aging Science 2017, houve algumas aulas muito interessantes sobre essa mancha que podem contribuir para um tratamento mais efetivo.

Algumas dessas novidades são:

O filtro solar deve, obrigatoriamente, ter proteção para UVA + UVB, ser uma combinação de filtro físico e químico com fator de proteção solar (FPS), maior que 50. Ele deve ser colorido como uma base, pois somente o pigmento protege da luz visível que é emitida pelo telefone celular, lâmpadas e computador.

O tratamento para o melasma deve incluir remédios por via oral e também cremes clareadores. m relação aos tratamentos via oral, estão sendo citadas substâncias diferenciadas como ácido tranexâmico e a glutadiona.

É importante frisar que o ácido tranexâmico, por via oral, é um remédio of-label, que precisa ser receitado pelo médico, que fará exames de sangue para saber da possibilidade de usar essa substância.O ácido tranexâmico em doses de 500 a 750mg por dia mostrou bons resultados no controle da doença. Seu mecanismo de ação é bloquear os vários estímulos negativos que provocam o melasma, como radiação ultravioleta, estresse oxidativo, alterações hormonais, aumento dos vasos sanguíneos.

A glutadiona é outra medicação inovadora que precisa ser indicada pelo médico, pois também tem contraindicações específicas. O potencial de ação dessa substância está relacionado a ação anti-inflamatória e antioxidante.

Também embasado em trabalhos científicos, se observou que é necessário tratar os vasos que estão aumentados. Sendo assim, hoje utilizam-se lasers com comprimento de onda para agredir a hemoglobina. Sendo assim, podem ser usados o Dye laser, a Luz Pulsada e o Nd Yag, todos que destroem vasos mais superficiais. Esse tipo de tratamento evita que haja a manutenção da inflamação, que é sempre constante no melasma.

Para o tratamento do melasma também são utilizados lasers para a mancha, e nesse caso, o laser tem que ser especial, liberando pouca energia e com pulso muito rápido. Esse tipo de laser é chamado Nd Yag Q-Switched, sendo necessárias várias sessões, já que a energia é baixa e pontual. Também pode ser utilizado o microagulhametno e/ou microinfusão de medicamento. Nesse caso, o procedimento é uma picadura na pele, com ou sem medicação. Essa técnica é inovadora e são usadas várias combinações de tratamento como: vitamina C, niacinamida, glucosamina, entre outras.

A última dica é que a pele do melasma deve estar sempre bem hidratada e calma, pois, pele vermelha e descamativa induzem a maior produção do pigmento melanina.

O estresse deve ser controlado e o filtro repassado a cada 2horas. 

12 comentários em “Melasma: O que há de novo”

  1. Bom DIA?
    Eu tenho melasma Muito mesmo
    Estou fazendo tratamento com pelling
    Mais tenho medo de voltar
    Tudo . Dra onde ficar seu consultório
    Eu Morro em São Paulo

    1. Olá!
      O consultório fica na Av. Arnolfo de Azevedo, 84 – Pacaembu – São Paulo – SP.
      Para agendar uma consulta os telefones são: (11) 5185-0570 / 3825-9955 / 3825-9968

  2. Bom dia dra. Denise, tudo bem? Estou fazendo este contato pois sempre acompanhei o seu site e sempre busco alternativas para o melasma. Tenho um melasma de média pigmentação no buço, o que me mata! Olho o espelho e só vejo ele. Eu fui numa dermatologista que me receitou o Tri-luma uma vez na semana alternado com o Blacy Tx. (Por ser verão, ela disse que o tri-luma não pode ser constante). Mas vi que o Tri-luma é igual a fórmula kligman e no site vc diz que alterna a kligman com o ácido glicólico a 48%. Não consigo encontrar esse produto com 48% em lugar algum….você pode me passar o nome de algo que eu compre sem receita para potencializar meu tratamento???

    1. Boa tarde,
      É necessário esclarecer que a área médica segue a regulação do Conselho Federal de Medicina. Este órgão, até o momento, proíbe o atendimento e as receitas de medicamentos, sem que haja o exame físico do paciente. Portanto, é necessária uma consulta para avaliação profunda e completa e melhor indicação de tratamento.
      Sem mais, me coloco à disposição.

  3. Tenho melasma ha mais de 15 anos, ja fiz varios tratamentos com laser e topicos, mas foi so aumentando as regiões escuras no meu rosto. Hoje procurei uma medica e ela disse que eu nao posso fazer nada muito forte porque tenho vitiligo. Eu nem sabia que tinha, por conta de meus cotovelos serem sem pigmentos por causa de eu viver coçando. Isso é possível, melasma e vitiligo ao mesmo tempo???

    1. É possível a associação entre Vitiligo, que é uma doença autoimune em que o melanócito é agredido, com o Melasma, em que há uma produção maior de melanina principalmente no rosto. O fato de você ter vitiligo não a impede de fazer alguns tratamentos, embora seja importante lembrar que o tratamento do melasma é sempre difícil. O que costumamos utilizar hoje também são algumas substâncias via oral, como o ácido tranexâmico, que pode ajudar bastante contra o melasma e não tem nenhum inconveniente especifico em relação ao vitiligo, mas é necessário fazer uma consulta médica para avaliar os riscos e as contraindicações desta medicação. Há, também, a possibilidade de fazer algum tipo de laser somente na área do melasma e preservar a área do vitiligo. Neste caso, usamos lasers delicados, que não provocam o vitiiligo, e também outras opções como o microagulhamento, que também é bem delicado, bastante superficial, e pode ser feito só na área do melasma. Em resumo, pode haver associação do melasma com vitiligo, mas isso não impede que se façam alguns procedimentos que não sejam agressivos demais. Estou à inteira disposição para uma consulta.

  4. Olá Dra. Denise!

    Cheguei em seu blog procurando informações sobre o ácido tranexâmico. Estou fazendo um tratamento de peeling no rosto para amenizar minhas manchas acastanhadas, porém após algumas aplicações de peeling físico e químico a clínica me ofereceu uma outra opção para tratamento do meu melasma: a aplicação local do ácido tranexâmico (injetável) e a medicação via oral Oli Olá.

    Estou em dúvida quanto ao uso destes procedimentos pois tenho vitiligo desde os 12 anos e hoje estou com 47. Minhas manchas se restringem somente nas mãos e são bastante estáveis com controle de medicação, ora somem, ora retornam e assim vai.

    Mas fiquei preocupada principalmente com a aplicação do ácido e a possibilidade de desencadear manchas brancas no meu rosto, já que o ácido inibe a produção de melanina.

    Gostaria de saber sua opinião a respeito, sobre o uso do ácido tranexâmico no meu caso e também do uso da medicação Oli Olá.

    Agradeço desde já,

    1. Eu fiz um trabalho, faz algum tempo, com ácido tranexâmico injetável e ele teve algum resultado. Não há exatamente uma contraindicação específica, mas não é ainda uma resposta excelente. Hoje, o que está se falando mais sobre o ácido tranexâmico é o tratamento com o mesmo, porém via oral. É fundamental que seja feito por um médico, porque tem algumas contraindicações específicas, é preciso realizar alguns exames, enfim, é perigoso tomar por conta própria ou sem um médico acompanhando. Eu acho que ainda não está bem estudada essa questão do tratamento com ácido tranexâmico quando existem outras doenças concomitantes. Precisaria ser mais estudado, precisaríamos de mais trabalhos. O vitiligo tem uma característica, que é um fenômeno chamado fenômeno de koebner, que significa que se houver alguma agressão na pele, naquela região pode aparecer a mancha. Então, quando você aplica o ácido tranexâmico com injeção, são poucas picadas para cobrir a área do melasma, mas ainda não há trabalhos, não há respostas ou observações em que a gente possa se basear para saber se haveria algum efeito colateral. Então eu acho que é mais interessante no momento evitar.

  5. Dra, boa tarde!

    O que a senhora acha o laser Glentle 4/4 para melasma? Fiz uma sessão, mas não houve efeito nenhum. Por favor, teria algum dermato em Campinas para me indicar?

    1. Não conheço esse laser. O melasma é difícil de tratar e com isso uma única sessão é pouco pra avaliar o tratamento e verificar resultados.
      Em Campinas indico a Dra. Claudia Marçal e Dra. Christiana Blattner.

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