MELASMA

O melasma é uma mancha de cor acastanhada que aparece principalmente na face de mulheres jovens. 

É uma doença crônica, persistente que provoca constrangimento e baixa autoestima. Não se trata de uma alteração unicamente estética, pois provoca alterações emocionais com mudanças do padrão do comportamento psicossocial.

O tratamento tem mudado ao longo dos anos, tendo em vista o maior conhecimento das suas causas e também dos fatores que podem piorá-lo. 

É fundamental que a paciente com melasma proteja a pele do sol, porém o filtro solar tem que obedecer certas características específicas: filtro solar físico com proteção alta e com pigmentos coloridos (base). Existem dois tipos de filtro solar:

1-Filtro químico, onde a molécula se combina com a radiação ultravioleta do sol e transforma a mesma em calor.

2-Filtro físico, onde a molécula funciona como barreira e reflete a luz ultravioleta, não deixando a mesma agredir a pele.

O melasma piora com o calor e, portanto, o filtro físico é melhor ou pelo menos, a mistura dos dois com número alto de fator de proteção. Além disso, novos estudos têm demonstrado que a luz visível, que está nas lâmpadas, computadores etc.. mancha a pele e pior, só mancha peles escuras ou já pigmentadas. Não existe filtro solar para proteger da luz visível e no momento somente os filtros com cor (pigmento) irão oferecer proteção com relação a essa indicação. 

Outra questão muito simples, porém, muito importante é que a pele do melasma não pode e não deve ficar vermelha, irritada, queimando ou com ardor. Isto porque ,nesses casos, a mancha irá piorar, pois qualquer inflamação piora a hiperpigmentação. Sendo assim a pele com melasma, além de filtro solar com cor, precisa de hidratação com substâncias calmantes. Lembrar que qualquer tratamento agressivo como peelings, laser de CO2, esfoliações, podem produzir efeito rebote. 

Muitas vezes, um ótimo filtro solar, repetido várias vezes ao dia, associado a uma pele bem limpa e hidratada, pode ser meio caminho andado para o tratamento do melasma.

No próximo texto do Blog poderão conferir os tratamentos mais modernos para essa mancha tão incômoda.

TATUAGEM NAS OLHEIRAS

A causa das olheiras não está determinada, porém estão envolvidos fatores como genética, tipo de pele, calibre dos vasos, formato do rosto, alergia como a atopia, além de pigmentação e flacidez causadas pelo envelhecimento.

O aparecimento das olheiras escuras está relacionado a espessura milimétrica da pele e, sendo assim, por transparência aparecem os vasos e a musculatura provocando a tonalidade azul enegrecida da região. A quantidade de vasos, nesse local, é muito grande e os mesmos estão envolvidos com a irrigação e nutrição, essenciais para manter a qualidade visual.blog dra deniseA pele da região das olheiras, chamada de área periorbital, é uma das mais finas de todo o corpo humano, cerca de 1,0 a 1,66mm. Por esse motivo, há uma grande fragilidade e sensibilidade nessa área. Exemplificando, quando uma pessoa tem alergia ao esmalte o inchaço, a irritação e o avermelhamento, podem aparecer primeiramente na área ao redor dos olhos devido a pouca espessura e fragilidade da área periorbital.

A olheira pode ser tratada com peelings, laser, preenchimento, radiofrequência, entre outros. No entanto, nas pessoas jovens, que geneticamente tem olhos fundos e escuros, há maior dificuldade em conseguir um clareamento satisfatório das olheiras. Em busca de solução, algumas pessoas têm aderido ao tratamento com tatuagem nessa região. É preciso um alerta em relação a essa técnica numa área de espessura mínima, inervação e vascularização complexas e repleta de riscos.

Em primeiro lugar, o perigo está relacionado ao risco de infecções e contaminações, pois em geral, as tintas aplicadas não são estéreis. Colocar uma agulha com material não estéril numa área dessas é contaminação de alto perigo. Em segundo lugar, as máquinas de tatuagem, com suas agulhas, podem romper os vasos sanguíneos dessa região, causando hemorragias e hematomas importantes. Outro risco substancial é o entupimento de algum vaso importante, que pode levar a cegueira.

Na região das olheiras existem vasos de vários calibres. Quando eles são maiores, podem carregar as partículas da tinta, causando alergia ou infecção em qualquer local do organismo. Em relação aos vasos de menor calibre, se os mesmos forem atingidos, pode haver entupimento, comprometendo a irrigação dessa região, podendo, como já foi dito levar a cegueira.

O procedimento é perigoso, principalmente se realizado por profissionais não médicos, que não tiveram a oportunidade de aprender a anatomia detalhada dessa região. Com sorte, algumas pessoas podem ter bons resultados, porém o risco-benefício é muito alto.

A tatuagem, quando realizada por profissionais treinados e com assepsia adequada, em várias regiões do corpo pode ser interessante e segura, mas na região dos olhos a associação de pele muito fina com uma irrigação complexa e repleta de anastomoses torna o procedimento muito arriscado. Portanto, se a questão é mascarar a cor da olheira com uma tinta, então podem ser usados os corretivos, que estão cada vez mais completos e específicos, conseguindo ao mesmo tempo tratar a pele e esconder a cor escurecida. Os corretivos, embora possam durar algumas horas, não são definitivos, mas por outro lado, não oferecem nenhum risco a saúde geral ou ocular.

A visão, um dos 5 sentidos é essencial para uma vida plena e prazerosa, não havendo justificativa estética para colocá-la em risco.

NOVIDADES – LATINADERM 2017

O câncer de pele não melanoma é o câncer mais comum em nosso meio.

O principal fator de estímulo para o aparecimento do câncer de pele não melanoma é o sol através da radiação ultravioleta. Já sabemos que usar filtro solar de amplo espectro, com cobertura para radiação UVA e UVB é muito importante para a prevenção. Pessoas claras, com olhos e cabelos claros e que têm familiares com câncer de pele, ou que já tiveram algum câncer de pele, são os que apresentam maior risco.

Existem lesões precursoras do câncer de pele, que são as chamadas queratoses actínicas. Elas são lesões avermelhadas, ligeiramente descamativas, arredondadas, que parecem com pequenas feridas e que não cicatrizam. Quando ocorrem várias dessas lesões, chamamos de campo de cancerização, pois existem as lesões visíveis e aquelas ainda em formação, mas que ainda não são visíveis.

queratose 1Há tratamentos específicos para o campo de cancerização, como terapia fotodinâmica e o medicamento Igenol Mebutato. No primeiro caso, usamos uma substância denominada ácido aminolevulínico no rosto, para marcar as células pré-cancerígenas, e ou, já cancerígenas. O produto é espalhado em todo o rosto, ou na área suspeita, sendo precedida por uma limpeza e curetagem (raspagem) leve. Então, o paciente permanecerá com esse medicamento na pele por cerca de 2 a 3 horas, sendo a área coberta para evitar exposição à luz. Após esse período, quando o rosto já está sensibilizado e as células doentes estão marcadas e reativas, a área é submetida a exposição de luz vermelha, que promove uma reação química, destruindo as células pré-cancerígenas, e ou, cancerígenas. Quando da aplicação da luz, há muita dor, principalmente se houver muitas lesões pré-cancerígenas. O rosto fica bastante sensível e a pele avermelhada, sendo o uso do filtro solar, nos dias subsequentes, é extremamente importante.

Outro recurso interessante para o tratamento do campo de cancerização, é o uso do produto chamado Igenol Mebutato, que promove morte e destruição das lesões pré-cancerosas. O creme é espalhado em toda a área a ser tratada, também com uma curetagem prévia. A aplicação deve ser feita preferencialmente pelo médico dermatologista, que é o especialista em reconhecer lesões pré-cancerosas. O creme deve ser bem espalhado e não há nenhuma reação, nem dor ou coceira. Esse medicamento deverá permanecer no local por várias horas e ser usado 3 dias seguidos. Depois que o creme é espalhado, não pode ser usado qualquer outro produto e nem mesmo lavar o rosto ou usar filtro solar. Já no segundo dia, o rosto fica avermelhado e sensível e quanto mais “machucado”, mais lesões suspeitas estão sendo tratadas. O mecanismo de destruição das células é através do apoptose, que é uma morte celular programada. Após os três dias do uso do medicamento, o local descama e fica avermelhado, semelhante a um peeling, recuperando totalmente em cerca de 10 dias.

É importante ressaltar que são tratamentos médicos, com indicação precisa, que podem de forma eficiente, tratar o campo de cancerização, evitando o aparecimento de câncer de pele no futuro.