ACNE

A acne é uma doença inflamatória que compromete o rosto, peito e costas com aparecimento de lesões papulosas, inflamadas, nodulares, levando muitas vezes a cicatrizes irreversíveis.

Em geral, a acne aparece na época da puberdade, relacionada ao início da produção dos hormônios sexuais que são os estrógenos (femininos) e andrógenos (masculinos).

Acne persistente, que começa após os 25 anos, pode caracterizar a chamada acne da mulher adulta. Nesse caso, as lesões papulosas e inflamadas se localizam na região do queixo e pescoço, são dolorosas e persistentes e em geral não vemos comedões ou cravos. O mais importante nessa situação é a pesquisa de problemas hormonais concomitantes. Deve-se então, pesquisar o nível dos hormônios masculinos e também se existe a possibilidade de haver o diagnóstico de ovário policístico. Se ocorrerem alterações hormonais, elas precisam ser avaliadas no contexto geral e corrigidas. Os tratamentos mais utilizados para a acne da mulher adulta são os anti-andrógenos, como acetato de ciproterona, espironolactona e dutasterida, e eventualmente a metformina, quando houver coexistência de acne e ovário policístico. As pílulas anticoncepcionais têm um estrógeno associado a um progestágeno que pode ser neutro, anti-androgênico e androgênico. As mulheres com acne, após a idade adulta, devem conversar com seus médicos para usar a pílulas anticoncepcionais com essas características que contribuem para o tratamento da acne.

A isotretinoína, que um derivado da vitamina A, também pode ser um tratamento interessante para acne da mulher adulta. No entanto, é importante lembrar que quando esse remédio é utilizado, não pode haver chance de gravidez, uma vez que esta droga é teratogênica.

Além do tratamento específico, que deve ser conversado e discutido com seu médico, é importante evitar e controlar o estresse e também manter uma dieta equilibrada, evitando alimentos de alto índice glicêmico, como carboidratos e também leite e derivados. Não esquecer que suplementar com vitaminas do complexo B e também com proteína do leite, como whey protein, pode piorar a acne.

Dia 29 de outubro é comemorado o dia de combate à Psoríase

A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele que se manifesta, na maioria das vezes, por lesões róseas ou avermelhadas, recobertas por escamas esbranquiçadas. A psoríase afeta cerca de 4% da população, tanto homens quanto mulheres. Normalmente, a doença aparece entre os 30 e 40 anos mas pode ocorrer mais raramente em crianças e idosos. Não é transmissível, não causa dor, mas, pelo caráter inflamatório da pele, é cercada de transtornos aos seus portadores e por muito preconceito.

As áreas do corpo mais afetadas pela psoríase são o cotovelo, joelhos e couro cabeludo. Mas pode ocorrer de a doença se espalhar por toda a pele. Frequentemente as unhas também são atingidas. As articulações também podem ser afetadas, dando origem à artrite psoriática.

A doença NÃO É CONTAGIOSA e o contato com pacientes NÃO PRECISA SER EVITADO.

O tratamento é realizado de modo individual e personalizado e será escolhido pelo dermatologista, que vai levar em conta os sintomas, a gravidade e o quanto a doença afeta a autoestima do paciente. O médico pode optar entre pomadas de corticoides, vitamina D, medicamentos biológicos ou fototerapia com luz UVA e UVB.

É importante evitar a automedicação, especialmente os corticoides, pois a pele pode viciar e não responder mais ao tratamento. Além disso, pode provocar estrias, afinamento da pele, inchaço, descontrole da pressão e diabetes. Outros medicamentos quando usados sem prescrição médica, como o lítio, podem piorar as lesões.

Hoje há vários tratamentos com medicações mais específicas, que podem levar ao clareamento total das manchas da psoríase.  São chamados biológicos, pois vêm de organismos vivos e conferem uma alta especificidade, indo diretamente no alvo a ser tratado. Estes tratamentos tem posologias mais confortáveis como 1x por mês ou até uma vez a cada três meses . Vale a pena se informar e conhecer as novas opções com seu médico.

Homenagem às Mulheres – Outubro Rosa

A expectativa de vida aumentou muito e assim sendo, a mulher viverá quase 30 anos após a menopausa, tendo sintomas e sinais que comprometem muito sua qualidade de vida. Por volta dos 51 anos ela chega na menopausa, que é a última menstruação quando diminuem os níveis de hormônios femininos no sangue. Essa questão leva ao afinamento da parede vaginal com secura e dor na relação, aumento do Ph vaginal e perda de elasticidade vaginal, diminuição da lubrificação e o enfraquecimento da musculatura. Essas alterações levam à irritação vaginal, corrimentos frequentes, incontinência urinária e perda de sensibilidade.  Esse quadro gera uma piora da qualidade de vida e do relacionamento sexual, com alterações importantes no casamento, que se somam à síndrome do ninho vazio e outros sintomas como calores, distúrbios do sono e aumento de peso.

Nesse momento é de suma importância discutir sobre a reposição hormonal, porém nem sempre é possível em vista de risco aumentado na família com câncer de mama. O tratamento intra vaginal, com laser é uma opção para melhoria dos sintomas da atrofia urogenital. O tratamento é indolor e são feitas sessões onde a ponteira do laser Erbium ou CO2 é introduzida na região da vagina, provocando calor local e estimulando o colágeno. Ocorre então a vasodilatação, aumento do metabolismo celular, com estímulo de formação de mais colágeno, remodelação dos tecidos e mais retenção de água. O canal vaginal fica mais tonificado, hidratado e a dor na relação tende a diminuir. O tratamento também melhora a incontinência urinária leve. No contexto, a auto estima retorna e o relacionamento do casal pode ser novamente prazeroso.

A sessão é feita no consultório médico com os aparelhos específicos. Não há quase dor, só um ligeiro ardor local. São feitas de 2-3 sessões mensais e a recuperação ocorre em 2-3 dias.

Mulheres que tiveram câncer de mama e não podem fazer reposição hormonal também podem ser beneficiadas. Em comparação a outros tratamentos, temos algumas vantagens nesse tratamento como: pouca dor durante o tratamento, sem necessidade de anestesia no colo e vagina, não teratogênico ou oncogênico, rápido retorno à vida sexual, rápida cicatrização sem fibrose, menor possibilidade de recidivas, re-tratamentos ilimitados, poder ser utilizado em gestantes, pode ser feito no consultório. Já há muitos trabalhos científicos confirmando os resultados. 

Diabete e Envelhecimento da Pele

A diabete é uma doença grave, crônica, muito frequente, que provoca hiperglicemia e resistência à insulina. Nos últimos anos ela tem aumentado muito na população idosa. Existe dois tipos de diabete: tipo 1 que ocorre já na infância e é considerada autoimune, com grande influência genética. A tipo 2, aparece com a idade, comprometendo mais idosos, sendo explicada em parte pelo desgaste dos órgãos. A diabete apresenta muitas complicações, como insuficiência renal, arteriosclerose, comprometimento ocular, entre outros.

Qual a relação da doença diabete com as rugas?

Sabemos que a pele do diabético é mais seca e que cicatriza com dificuldade. Esses fenômenos estão relacionados com um processo de glicação proteica. Essa glicação ocorre quando uma molécula de glicose (açúcar) adere a uma molécula de proteína e sem a ajuda de enzimas, forma complexos avançados de glicação, que são chamados AGEs. Essas cadeias, com uma ligação muito forte, entre o açúcar e a proteína, formam complexos permanentes, que endurecem o colágeno (proteína) provocando arteriosclerose, catarata, comprometimento neurológico e também as rugas.

A hiperglicemia, que ocorre no diabete parece favorecer a formação desses AGEs, que também são formados com o envelhecimento natural. Então concluímos que a diabete é uma doença que envelhece e quanto melhor controlada, mais irá preservar os órgãos e tecidos.

Fatores importantes no dia a dia podem favorecer a formação dos AGEs e contribuírem com o envelhecimento precoce. Entre eles estão: o sol excessivo, estresse e a dieta. Se a glicação ficar fora de controle, muitas proteínas vitais serão degradadas e destruídas. A capacidade natural de proteção contra a glicação diminui com a idade e por isso os danos são mais intensos nos idosos, principalmente após os 65 anos.

Produzimos AGEs endógenos quando ingerimos alimentos com alto índice glicêmico, ou seja, aqueles que se transformam em glicose rapidamente. Esses alimentos provocam picos de açúcar no sangue, o que resulta em inflamação e produção excessiva de AGEs, tornando esse processo um círculo vicioso. Os AGEs podem ser produzidos quando cozinhamos proteínas em altas temperaturas, ou também em baixas temperaturas por muito tempo. Grelhar a carne de um churrasco ou caramelizar cebolas, verduras, frituras, levam a formação excessiva de AGEs. Cozinhar batatas ou alimentos ricos em amidos pode gerar a formação de uma substância tóxica, como a acrilamida que por sua vez intensifica a ação dos AGEs.

Além da proteção solar, a saúde do idoso deve ter cuidados especiais com a dieta para manter a pele mais jovem e com menos rugas.

Seguem alimentos que podem ter AGEs excessivos:

Todos os alimentos cozidos em altas temperaturas.

Alimentos cozidos a baixas temperaturas por períodos longos, sem líquido.

Carnes na brasa, carnes assadas no fogo.

Aves: frangos, peru- assadas em rotisserie. Deixando a pele dourada.

Alimentos fritos.

Nozes e sementes assadas ou torradas.

Alimentos assados e embalados, de cor marrom-escura acentuada.

Lanches ou alimentos prontos (batatas chips, pretzels, etc).

Fast-foods (a maioria, tem gorduras trans).

Café (tem os grãos torrados até escurecer, o que favorece a formação de AGEs).

Todos os tipos de refrigerantes; pelo alto o teor de açúcar, presença de xarope de milho com alto teor de frutose e benzoato de sódio, um conservante comum que pode ser cancerígeno.

Dicas para alimentação mais saudável no idoso:

Dieta leve e balanceada.

Evitar excesso de carboidrato.

Evitar gorduras trans.

Evitar carne grelhada.

Ingerir 5 porções de frutas por dia.

Ingerir grande quantidade de legumes e verduras verdes.

Cozinhar alimentos com água.

Abusar dos peixes: salmão, sardinha, anchova, atum.

Sempre seguir a instrução do médico especialista em relação às medicações específicas, uso de antioxidantes e vitaminas e até cosméticos adequados. Estão sendo desenvolvidas novas drogas que no futuro terão capacidade de neutralizar os AGEs e evitar o envelhecimento precoce.

Alguns aspectos interessantes sobre o vitiligo

O vitiligo é uma doença de pele que causa manchas brancas em qualquer parte do corpo, piorando a qualidade de vida dos seus portadores. Várias teorias tentam explicar essa doença e a teoria autoimune é a mais aceita. Essa teoria preconiza que a célula que produz o pigmento é destruída por alterações imunológicas, que vão desde a produção de anticorpos, até a produção de infiltrado inflamatório, composto de linfócitos, chamados de células T.

Outras teorias, como auto tóxica e bioquímica, já conseguiram comprovar que a oxidação é mais intensa nesse local e que devido à complexidade do processo de formação de melanina, pode haver sobra de radicais livres, que acabam atacando o próprio melanócito. A genética, também não pode ser desprezada e hoje vários gens estão em foco devido a sua expressão relevante na causa do vitiligo.

Não menos importante é lembrarmos que o melanócito é uma célula nervosa e, portanto, responde a estímulos múltiplos e variados. Além disso, vários estudos estão sendo publicados sobre a causa do cabelo branco que parece ter uma correspondência com o aparecimento de manchas brancas na pele. No cabelo há maior oxidação que é a principal circunstância ligada ao embranquecimento e no caso do vitiligo também. Todas essas teorias são viáveis, importantes e provavelmente estão presentes em conjunto para explicar o desenvolvimento dessa doença.

O tratamento do vitiligo passa pelo controle do aumento das lesões e a repigmentação. Regras importantes quanto ao tratamento do vitiligo:

1-Tratar o mais rápido possível, pois as manchas são menores e pode haver reativação de melanócitos residuais.

2- Há muita controvérsia do que é considerado um vitiligo estável e não estável. Isto está progredindo ou não. Hoje é mais interessante pensar que se, em até um ano, não houver lesões novas, ele está estável.

3- É importante evitar todos os fatores de estresse oxidativos, considerando inclusive o sol, poluição, doenças, emoções, pois como existe excesso de radicais livres na pele com vitiligo, o ideal é baixar e evitar o máximo para que tenhamos mais sucesso no tratamento.

Vitaminas antioxidantes e substancias como o Polipodium leucotomas podem ser utilizadas, assim como o Ginko biloba e outras ervas e plantas. É importante o autoconhecimento e técnicas que possam ajudar no controle do estresse.

Uma nova alternativa é o uso da Minociclina, que é uma droga imunomoduladora, promovendo uma ação de baixar a atividade do vitiligo e também de destruição do melanócito pelo estresse oxidativo. Essa droga é bem tolerada, porém deve ser avaliada e receitada por médicos especialistas.

Há poucos trabalhos na literatura, mas o caminho é promissor. Os melhores tratamentos para a pigmentação são: Luz UV Narrow Band e também o Excimer laser ou luz V trac, que controla melhor, pois a aplicação é no local e evita o uso da luz no restante do corpo. Trata-se de comprimento de onda 308nm, que é a melhor luz para vitiligo.

A repigmentação difusa e mais rápida do que aquela perifolicular, mas esta última é mais estável e duradoura.

Um grupo vem estudando um tipo de creme que permite a passagem somente da radiação mais positiva, parece promissor.

Novidades:

Minociclina que age no processo inflamatório, podendo diminuir os anticorpos e o infiltrado inflamatório.

Laser/luz UVB que age somente nas manchas, protegendo o restante da pele dos efeitos colaterais da radiação

Luz ultra violeta de comprimento curto, chamado UV Narrow Band. Outro aparelho que é a luz ultravioleta B, mas foca na mancha com ponteira.

Vitaminas e substâncias antioxidantes que podem ajudar ou diminuir a agressão ao melanócito.

Guia de cuidado em relação à cicatrização

Após qualquer tipo de lesão, tanto cirúrgica como traumática, a pele deve ser hidratada e protegida para evitar estímulos negativos para a cicatrização.

Quando houver infecção ou inflamação e deiscência com os pontos, os cuidados com a cicatriz devem ser redobrados.

Locais suscetíveis a queloide e cicatriz hipertrófica, como a região pré esternal, devem ser vistos com atenção especial, usando curativos oclusivos nos primeiros dias após a cirurgia. Cirurgia limpa, sem infecção, tensão e inflamação irá favorecer uma melhor cicatrização.

Áreas de muita movimentação e tensão devem ter cuidados redobrados, visando menos lesão.

Exercícios excessivos, umidade, sol, pressão excessiva, traumas, devem ser evitados após cirurgias ou outros traumas, pelo menos por 2 a 3 semanas. O tratamento deve ser instituído o mais rápido possível com orientação médica.

Na retirada dos pontos, por volta do 15º dia, já é possível fazermos laser específico para vasos, para evitar cicatriz.

O laser ideal será aquele para lesões vasculares, tanto Dye laser, como Nd Yag ou luz pulsada, que diminuem o processo inflamatório.

Infiltração de corticoide e ou 5-fluoracil, podem ser feitas por volta da 3ª e 4ª semana, quando já se percebe que a cicatriz está com tendências a ficar hipertrófica.

O laser de CO2 pode ser feito também, tão logo se observe que a cicatriz ficou espessa e volumosa.

Certos locais do corpo, como ombro, região escapular, tórax anterior, baixo ventre, lóbulo da orelha e áreas de proeminência óssea serão as mais favoráveis às cicatrizes aberrantes como hipertróficas e queloides.

Novos medicamentos como Avotermin, que é uma interleucina 10, tem propriedades anti-inflamatórias.

Mitomycin C

Tomoxifeno Tópico

Insulina

Grandes avanços estão sendo feitos nessa área.

CICATRIZES

Nosso corpo, órgãos e inteligência estão voltados para proteger a vida. Quando somos agredidos na pele, por um corte, seja por cirurgia, machucado por trauma ou queimadura, há uma reação imediata de proteção e regeneração, que é o processo conhecido como cicatrização. Esse processo tem 3 fases:

A primeira fase é a inflamação que ocorre imediatamente até 3-4 dias consecutivos. Essa fase da cicatrização está relacionada ao processo imediato de coagulação, com a chegada das plaquetas, que trazem os fatores de crescimento e também as células de defesa. Nesse momento há uma tentativa de limpar a ferida e intensificar a formação de tecido novo. A segunda fase da cicatrização é a fase proliferativa, com tecido de granulação, que ajuda na angiogênese, reepitelização e reconstrução inicial do local agredido. Essa fase começa por volta do 3º dia e vai até o 10º – 12º dias. A partir aproximadamente do 10º dia inicia a fase de remodelação, que é caracterizada pela formação de colágeno novo. Este processo de cicatrização é complexo e sincronizado como uma orquestra em que não há notas desafinadas. Porém, quando ocorre desequilíbrio e descontrole, seja por fatores internos ou externos, pode ocorresse a cicatriz hipertrófica ou queloide.

Cicatriz hipertrófica é aquela cicatriz que fica alta e espessa, avermelhada, sem ultrapassar os limites do trauma que ocorre na pele. Ela pode ser ligeiramente dolorida. O queloide, tem influência genética, ocorrendo mais na pele negra e caracteriza-se por um processo intenso de produção de colágeno que ultrapassa muito os limites do trauma na pele. Sendo mais incomodo e atingindo tamanhos anormais (ex: um furo na orelha causa uma lesão do tamanho de um tomate). Esses processos estão marcados por uma intensa produção de colágeno, produzindo processos fibróticos endurecidos e descontrolados. Nesses casos, o fator de crescimento TGFβ1 e TGFβ2 estão desequilibrados e o aspecto histopatológico demonstra formação anormal de colágeno. Vários fatores influenciam na formação da cicatriz hipertrófica e queloide: tipo de pele, local do corpo, tipo de cirurgia, infecção no local do corte, tensão, estado nutricional, hormônios, formação de hematomas, entre outros.

Conhecendo melhor a etipatogênese das cicatrizes, poderemos ter mais armas para tratamentos mais eficientes.

Um tratamento sempre presente é o uso de géis ou placas de silicone. O seu mecanismo de ação não está totalmente claro, porém é interessante que o local seja protegido e mantenha-se hidratado. O laser pulsado de corante “Pulsed Dye Laser” pode ser usado em cicatrizes vermelhas, pois destrói os vasos, diminui a inflamação, assim como a produção de TFGβ1, evitando a formação de excesso de colágeno

O 5-fluoracil e também a bleomicina, são usados em cicatriz hipertrófica e queloide, promovendo destruição das células por apoptose e também interferem no processo inflamatório diminuído a fibrose.

A microinfusão de medicamento na pele, utilizando um aparelho similar aquele de realizar tatuagens, reúne dois mecanismos de ação que são a picadura na superfície cutânea e também a ação da droga propriamente dita. Sendo assim, podemos utilizar com essa técnica drogas como corticoide, 5-fluoracil e bleomicina,  os quais interrompem o processo de formação excessiva de colágeno.

A mensagem principal deste texto pode ser resumida em 3 pontos fundamentais:

1-É importante conhecer o mecanismo de ação da cicatrização para agir nos alvos mais interessantes e relevantes.

2-É crucial avaliar cada paciente e cada situação, pois podemos prevenir o aparecimento de cicatriz, evitando: realizar cirurgias em fumante inveterados, locais críticos, infecção por assepsia inadequada, formação de exagerada de hematomas, entre outros.

3- E finalmente o 3º ponto, agir rapidamente para que possamos evitar as cicatrizes.

a. Curativos oclusivos

b. Laser para vasos a partir do 15º dia

c. Infiltração de drogas, dependendo da intensidade do processo o mais breve possível.

d. Uso de MMP, que é interessante por ter poucos efeitos colaterais e ação específica.