ENVELHECIMENTO

Como dermatologista, sou procurada para melhorar a aparência da pele tornando-a mais jovem e saudável. O envelhecimento tem sido uma grande preocupação do ser humano e dizem os pesquisadores de ponta, que o ser humano que viverá 150 anos já nasceu!!! No entanto, sendo mais realistas, como podemos envelhecer bem, como podemos ajudar nosso organismo a ter equilíbrio, tornando nossa aparência mais rejuvenescida? Vários fatores são importantes, como: nutrição, atividade física, sono reparador, mente saudável e ativa. A pele será melhor quanto melhor estiverem esses parâmetros.

A nutrição é fundamental, pois é a base para o funcionamento de cada organismo. O ideal é a ingestão de todos os nutrientes com um balanço entre carboidratos para manter a energia, proteínas para utilizar na construção dos tecidos e gordura para ajudar a formação de hormônios. As frutas e verduras, assim como os grãos, também são importantes para gerar vitaminas e oligoelementos, que fazem parte de milhões de reações no organismo vivo. A alimentação equilibrada com todos esses nutrientes ajuda na troca celular e também na neutralização das toxinas e radicais livres. Lembrar que a alimentação está relacionada ao peso e que a dieta com menos calorias é associada a mais longevidade. Inúmeros estudos, bem controlados, mostram que a dieta hipocalórica ajuda na produção de proteínas que estão ligadas a longevidade.

O sono é fundamental para a vida saudável e pele bonita. O sono reparador reequilibra o metabolismo e recarrega a energia. Muitas pessoas dormem mal sistematicamente por causa de inúmeras causas, sendo a principal o estresse. Acordam cansados, passam o dia com sono e por isso começam a ficar estressados na hora de dormir. Dormir pouco ou mudar radicalmente o relógio biológico também está associado a desgaste da pele e envelhecimento precoce.

Exercícios regulares, evitando o exagero, mas também evitando o sedentarismo, está altamente relacionado a um organismo mais saudável. O exercício regular ajuda a manter o peso e facilita manter níveis de colesterol e açúcar adequados. Tanto o colesterol alto como a glicemia alta estão relacionados a maior risco cardiovascular, assim como a pele mais envelhecida. É interessante saber que indivíduos diabéticos são muito mais envelhecidos que sua idade real.

Por último, lembrar sempre do lazer, das risadas com os amigos e da vida social, pois quando estamos permanentemente estressados, envelhecemos mais rapidamente. O bem-estar e a felicidade estão associados ao equilíbrio hormonal, menos radicais livres, menos risco de irregularidades na pressão e distúrbios vasculares.

Esses parâmetros devem estar na nossa mente para termos a chance de uma aparência mais jovial, com pele, cabelos e unhas mais saudáveis.

Os cuidados essenciais com a pele são: limpeza, hidratação e fotoproteção.

A poluição está maior nas grandes cidades e favorece as reações de oxidação da pele. Por esse motivo, é necessário limpar bem a pele, principalmente à noite. A limpeza deve ser suave e eficiente, pois se houver irritação, a barreira pode ser rompida e criar a porta de entrada para a inflamação da pele. A hidratação diária também é fundamental para ajudar a pele a manter a barreira íntegra e protegida. A proteção em relação ao sol é interessante, principalmente quem fica muitas horas ao ar livre e está constantemente sendo agredida pela radiação UVA e UVB. A luz visível também mancha a pele e não existem filtros específicos para essa luz, sendo interessante um pouco de pigmento no filtro para protege-la dessa luz. Por isso, com cuidados diários globais e equilibrados, podemos pensar em fazer outros procedimentos de prevenção e reestruturação. Sem esses cuidados, não há muito sentido em procurar a juventude em procedimentos agressivos.

Agregando boa alimentação, exercícios regulares, sono reparador, bem-estar emocional com intervenções leves e efetivas, como preenchimento, toxina botulínica, laser, radiofrequência, peelings, microagulhamento, seremos idosos bonitos, saudáveis e felizes.

Aulas no Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica – Abril 2016

Muito orgulho de participar com 3 temas distintos de aulas no Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica.

Plasma Rico em Plaquetas:

Este tema é controverso e ainda não aprovado pelo Conselho Federal de Medicina. Trata-se do uso da fração de plaquetas recolhido do sangue do paciente após a centrifugação do mesmo. A literatura aponta bons resultados na área de dermatologia para cicatrização de feridas, queimaduras, envelhecimento e alopecia androgenética e areata.

O Serviço de Mogi das Cruzes vem se aprofundando no estudo desta técnica, com protocolos científicos. Esta é a maneira correta de demonstrarmos a validade de certas inovações.  

Novidades no tratamento clinico MELASMA:

O melasma é uma hiperpigmentação crônica que afeta principalmente o rosto de mulheres adultas. A causa não está totalmente esclarecida, é muito prevalente em nosso meio e afeta a autoestima e vida social dos pacientes acometidos.

O uso do ácido tranexâmico vem sendo citado na literatura e no último Congresso da Academia Americana de Dermatologia, teve muito realce principalmente quando utilizado por via oral. Essa substância inibe a plasmina que por sua vez favorece a produção de melanina relacionada a interação do queratinócito/melanócito.

O ácido tranexâmico previne a ativação do melanócito pela radiação ultravioleta e outros estímulos como: hormonal, mecânico, calor, e estresse. Sendo assim, o ácido tranexâmico é adjuvante importante no tratamento do melasma.

A Glutadiona também foi objeto de aulas no Congresso Americano de Dermatologia como tratamento para clareamento do melasma. Ela é um potente antioxidante e o seu mecanismo de ação está relacionado a inibição da tirosinase e ação antioxidante. Um trabalho demonstrou resultados interessantes com a dose de 250mg/2x ao dia.

Fios de ÁCIDO POLILÁTICO associados a preenchedores:

Cada vez mais as pessoas desejam combater o envelhecimento precoce e manter a aparência mais jovem, natural e saudável. O fio de ácido polilático é uma nova alternativa para a flacidez cutânea e pode ser acrescentado ao arsenal pré-existente de tratamento para o fotoenvelhecimento.

Foco:

Trata-se de fios bidirecionais com cones predominantemente de ácido polilático. A ideia é provocar efeito de levantamento associado ao estímulo do colágeno. Os fios não são definitivos e têm a duração de cerca de dois anos. O desenho e a colocação dos mesmos deve ser analisado caso a caso, baseado na queixa de cada paciente, além da avaliação clínica do médico.

Associar os fios a algum preenchedor local, como a hidroxiapatita de cálcio pode ser um tratamento mais completo e com resultados mais globais.

Poluição e Pele

A pele é o único órgão do corpo humano que possui dois tipos de envelhecimento: o cronológico ou intrínseco e o extrínseco, decorrente de fatores ambientais.

O primeiro (intrínseco) é regido pelo relógio biológico de cada pessoa e  é causado por uma série de alterações genéticas e metabólicas, que leva ao desgaste das estruturas e perda progressiva do colágeno.

O envelhecimento extrínseco é causado por agentes externos, como: poluição, estresse, exposição solar, alimentação. Um dos principais fatores envolvidos no envelhecimento extrínseco é a exposição solar, decorrente do efeito da radiação ultravioleta do sol sobre a pele ao longo da vida.

Estudos têm apontado que as grandes cidades estão cada vez mais sob uma nuvem de poluição. A poluição nos grandes centros metropolitanos, ao redor do mundo, tem alcançado níveis máximos de tolerância, segundo a Organização Mundial de Saúde. A exposição contínua à poluição tem forte impacto no desgaste e envelhecimento cutâneos. Esse tema tem sido alvo de inúmeros congressos na área de dermatologia.

Poluição e Envelhecimento:

Imperceptíveis aos nossos olhos, as finas partículas de substâncias contaminantes do ar vão se depositando e acumulando em nossa pele, prejudicando a dinâmica do funcionamento celular e consequentemente, acelerando o processo de envelhecimento.

É importante entender que essas partículas invisíveis de substâncias contaminantes presentes no ar poluído, se acumulam aos milhões na superfície da epiderme, prejudicando as células cutâneas, que aumentam a produção de toxinas e radicais livres. Associando a produção de radicais livres pelo nosso organismo e a contínua exposição à poluição, as células se desgastam e os mecanismos de defesa naturais da pele ficam esgotados e prejudicados. O resultado desse impacto é uma pele mais envelhecida, opaca, sem vitalidade. Outros problemas também podem se agravar, como a oleosidade da pele e a acne, que pioram devido ao entupimento dos óstios pelas toxinas.

Afinal, como se proteger da ação das toxinas na pele? É possível que essas toxinas sejam eliminadas e controladas com hábitos diários e produtos específicos. É fundamental estabelecer um ritual de cuidados diários de limpeza, tonificação, hidratação e proteção da pele.

Poluição Também Envelhece a Pele:

Nos últimos anos os prejuízos causados pela poluição têm sido muito estudados, principalmente em relação as doenças respiratórias, que muito desencadeiam ou pioram com ambientes mais poluídos.

Agora, estudos mais recentes, têm demonstrado que a poluição também prejudica a pele, causando manchas, inflamação e envelhecimento precoce. Os mecanismos que comprovam a agressão que os poluentes agridem a pele ainda não estão totalmente esclarecidos. Os poluentes parecem provocar a inflamação e consequentemente levam a formação de radicais livres, perpetuando assim o papel da inflamação.

O ozônio, por exemplo, parece ter alguns alvos específicos, que são agredidos provocando a formulação de radicais livres. Esse processo de oxidação provoca a depleção de vitamina C e vitamina E, além de provocar o acúmulo de uma substância tóxica, como o malondialdeído, que sabidamente é um subproduto da oxidação.

Alguns trabalhos têm mostrado que o ozônio causa oxidação lipídica e proteica, causando dano a barreira cutânea e deixando a pele sensível e fragilizada. Os poluentes também provocam estresse celular, que induz a produção de marcadores inflamatórios, como COX2 -, proteínas do choque e também as metaloproteínases que facilitam a destruição do colágeno.

Estratégias para ação anti-poluição:

A estratégia geral preconiza evitar a deposição e posterior penetração das partículas potentes. Isso inclui foto protetores, que protegem e fortificam a barreira cutânea. Os hidratantes emolientes também são importantes, pois evitam a perda de água transepidérmica e, portanto, também protegem e reforçam a barreira cutânea.

A utilização de produtos com antioxidantes também é útil, pois evitam as agressões causadas pelo ozônio, isto porque os poluentes agem também produzindo grande oxidação. Também estão em desenvolvimento ativos cosméticos, que através de vias especificas, podem neutralizar a ação oxidativa dos poluentes, principalmente evitar a ação negativa dos mesmos na expressão genética da pele. Um exemplo é a ectoína, que é um ativo cosmecêutico que parece prevenir a ação deletéria da partícula poluente na expressão genética do queratinócito, incluindo a expressão das metaloproteínases. Os caminhos estão sendo desbravados para a proteção especifica contra a poluição e assim, como já temos alguns produtos comerciais com esta função, muitos outros irão aparecer.

Dicas para proteção:

Limpeza adequada da pele

Usar produtos que tenham proteção contra radiação UV e também contra a oxidação

Usar hidratantes para proteção da barreira cutânea

Evitar excesso de lavagem e agressões que gerem oxidação

Plasma Rico em Plaquetas

O organismo humano é um sistema complexo e inteligente, que comanda com perfeição uma série de atividades fisiológicas para manter a vida.

O Plasma Rico em Plaquetas é uma possibilidade que o corpo humano detém para ajudar na regeneração e cicatrização dos tecidos. Trata-se de um conteúdo que está no sangue, onde existe grande quantidade de plaquetas.

No procedimento em questão, que pode ser utilizado em várias especialidades médicas como, ortopedia, cirurgia plástica e dermatologia, o sangue é retirado e centrifugado para separar a fração que é rico em plaquetas. Essa fração tem no seu conteúdo, inúmeros fatores de crescimento e bio estimuladores, que podem sinalizar e ativar os mecanismos de regeneração e cicatrização, tornando-os mais rápidos e eficientes. Hoje, graças aos avanços na medicina biomolecular, imunologia, genética, entre outros, é possível aproveitar citoquinas pertencentes ao plasma, e dessa forma, aperfeiçoar os mecanismos que regeneram e estimulam os diversos tecidos do corpo humano.

O procedimento segue o passo a passo:

Coleta de sangue do paciente selecionado, que além de saudável, deve ter os critérios para inclusão no protocolo. 

Após a coleta, o sangue é centrifugado em aparelho específico que tem uma rotação e um tempo pré-determinados. Na sequência, o sangue já centrifugado é ativado com cloreto de sódio e a parte vermelha é dispensada. O sobrenadante especificado que é rico em plaquetas é aspirado para ser utilizado no tratamento selecionado. 

Em relação aos tratamentos e indicações na área da dermatologia podemos enumerar:

Tratamento de feridas abertas

Cicatrizes em geral e cicatrizes de acne

Envelhecimento cutâneo

Lipoenxertos

Calvície ou alopecia androgenética

Em todas essas situações, o plasma vai ser utilizado em forma de gel sobre as feridas ou injetado no local tratado. A ideia é aproveitar todos os fatores de crescimento e também bio estimuladores que existem neste extrato e ajudar na regeneração do tecido. Por exemplo, no caso do tratamento do fotoenvelhecimento, o extrato rico em plaquetas é injetado na pele envelhecida com a intenção de promover estímulo do colágeno e também melhorar a capacidade de troca da epiderme.

Na Universidade de Mogi das Cruzes, temos um protocolo piloto em andamento, utilizando o plasma rico em plaquetas  para tratamento da calvície ou alopecia androgenética. Inicialmente foram selecionados 8 homens saudáveis, com calvície, sem tratamento para a alopecia androgenética. Foram realizadas 3 sessões, 1 vez ao mês de plasma rico em plaquetas injetado em metade do couro cabeludo e na outra metade a mesma quantidade de soro fisiológico. Os pacientes foram fotografados e foi utilizado um programa denominado Trichoscan, que faz a contagem dos fios e analisa vários parâmetros, como número de fios terminais e tipo velus, proporção de cabelos na fase anágena e telógena, entre outros.

Como conclusão do estudo piloto, houve melhora significativa dos parâmetros analisados comparando o lado tratado com plasma rico em plaquetas com aquele que usamos o soro. O número de pacientes foi pequeno, porém avaliamos que esse tratamento é uma perspectiva alentadora para a terapia da calvície.

RECOMENDAÇÕES DA SBD – CONSENSO BRASILEIRO DE FOTOPROTEÇÃO

O Consenso Brasileiro de Fotoproteção é um documento elaborado por profissionais especializados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a respeito do sol e os efeitos de suas radiações, especificamente no Brasil, um país tropical de dimensões continentais, onde o índice de radiação ultra violeta (UV) é muito alto. Este documento reúne as principais recomendações que estão listadas abaixo.

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A SBD recomenda o uso de protetores solares de FPS mínimo de 30. O fator de proteção solar FPS é principal dado de eficácia do produto e referência na escolha do protetor solar. Produtos com FPS mais altos devem estar disponíveis para situações específicas, como em pacientes com maior sensibilidade ao sol, antecedentes pessoais ou familiares de câncer de pele, pacientes em tratamento de foto dermatoses ou durante tratamento do melasma e pacientes expostos a maior quantidade de radiação solar por motivos profissionais ou de lazer. A SBD recomenda o uso de filtros solares com proteção UVA ou proteção de amplo espectro e que, por isso, atendam à legislação brasileira de foto proteção, apresentado FP-UVA com no mínimo 1/3 do valor de FPS e comprimento de onda crítico igual ou maior que 370nm. Como informação de rotulagem, a SBD orienta o usuário a identificar frases como “Proteção UVA” ou “Proteção de amplo espectro”. A primeira aplicação do produto é fundamental e deve ser feita com atenção e cuidado, pelo menos 15min antes da exposição, de preferência sem roupa, ou com a menor quantidade possível. Aplicar em duas camadas cobrindo bem a superfície da pele –utilizar a regra da colher de chá. A SBD recomenda, de maneira geral, a reaplicação do foto protetor a cada 2h, ou após longos períodos de imersão. Intervalos específicos de reaplicação podem ser sugeridos pelo fabricante, desde que demonstrados em testes específicos.

A exposição ao sol, de forma intencional e desprotegida, não deve ser considerada como fonte para produção de vitamina D, ou para prevenção de sua deficiência.

Fatores de risco para a deficiência de vitamina D:

Lactentes recebendo amamentação exclusivamente.

Idosos: pele envelhecida e menor produção de vitamina D.

Condições climáticas extremas.

Cobertura da pele por práticas religiosas.

Pessoas com pele escura (fototipos V e VI).

Pacientes com síndrome de má absorção.

Obesos mórbidos.

Uso rigoroso de medidas de foto proteção.

O uso de protetores solares com FPS superiores a 30 devem ser recomendados para todos os pacientes acima de 6 meses, expostos ao sol. Não se deve realizar exposição ao sol sem o uso adequado de protetores solares.

Pacientes considerados de risco de deficiência de vitamina D devem ser monitorados através de exames periódicos e podem utilizar fontes dietéticas ou suplementação para a prevenção de deficiência de vitamina D.

Por fim, a SBD entende que a política para a prevenção ao câncer de pele, através da fotoproteção consciente,  é medida prioritária em termos de Saúde Pública para o Brasil, particularmente na área da Dermatologia.

Novidades do Meeting da Academia Americana de Dermatologia – realizado em março/2016 em Washington (parte final)

Zinco:

Zinco é um elemento extremamente importante para o organismo e sua falta pode levar a doenças graves. Ele existe em vários alimentos, sendo a ostra uma das mais ricas nesse nutriente. A falta de zinco pode levar a anorexia, queda de cabelo, piora da cicatrização, baixa da resistência e até confusão mental. Alcoólatras, grávidas e vegetarianos são grupos de risco para ter o zinco mais baixo. O ferro atrapalha sua absorção e sua ingestão aumentada diminui o efeito do cobre no organismo, podendo levar a anemia.

O zinco pode ser ingerido em forma de sal como gluconato, acetato e sulfato (40 – 120mg).  É importante entender que a ingestão de 200mg de gluconato de zinco vai ser processada no organismo, se transformando em 26mg de seu produto elementar.

O zinco pode ser usado como coadjuvante no tratamento da acne e da rosácea na dosagem de  40 – 80mg/d. Em mulheres grávidas, pode ser usado o gluconato de zinco 100mg 2x dia.

São inúmeros os benefícios do zinco por sua multiplicidade de participações e ações no organismo humano. Além de acne e rosácea, o zinco é indicado também no tratamento de verrugas, alopecia areata e da hidroadenite supurativa. Esta afecção apresenta um quadro inflamatório similar ao da acne, porém muito mais grave e constrangedor. A hidroadenite supurativa é uma inflamação grave que favorece outros distúrbios inflamatórios como acidente vascular cerebral – AVC – e infarto do miocárdio.

Onicomicoses

A micose de unha é uma alteração muito frequente, principalmente nos pés devido a umidade e calor local.

Estão chegando novos antifúngicos tópicos que, mesmo não sendo esmaltes, são eficientes. Os nomes das novas substâncias são efinoconozole 10% e tavaborole 5%. A cura da onicomicose com essas substâncias tem levado, em média, cerca de um ano.

Também está em fase III de desenvolvimento um antifúngico VO  – VT 1161 que tem eficácia comprovada em 6 meses.

Vale lembrar que, na dermatologia, quando a micose não sara com a medicação oral já existente, como terbinafina e tioconazol, a hipótese é que o fungo é menos comum e não seja um dermatófito, mas sim, um fungo mais raro.

Laser e micose de unha

O uso do laser Nd Yag no tratamento da micose de unha tem sido eficaz e ótimo coadjuvante. É um aparelho com comprimento de onda profundo e precisa ser usado por medico. Em geral, o laser precisa ser feito de 4-6 sessões a cada 2-3 semanas. O calor emitido pelo laser agride o fungo, melhorando também a qualidade da unha.

Idosos costumam ter as unhas mais grossas e a onicomicose aparece com mais frequência. Muitas vezes, pessoas de mais idade não podem tomar medicação por via oral para evitar agressões ao fígado e rins. Por isso, em situações como essa, o laser é uma boa opção. A terapia fotodinâmica também pode ser usada para tratar problemas nas unhas.  Neste caso, é usado um produto em forma de creme oclusivo com uma dedeira que fica cerca de 2h para penetrar e identificar os micro-organismos. Na sequência, é aplicada uma luz que atinge os micro-organismos, eliminando os fungos identificados pelo produto.