Dermatologista - Clínica Denise Steiner - Dermatologia Dermatologista - Clínica Denise Steiner - Dermatologia
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Envelhecimento Feminino 

O envelhecimento feminino tem como evento marcante à redução acentuada da produção de estrógenos pelo ovário, fenômeno determinante da menopausa. A falta de estrógenos causa sintomas vasomotores (fogachos), genito-urinários, psico-cognitivos e está associada a um aumento da fragilidade óssea. Além disso, a redução na produção do estrógeno, juntamente com o próprio envelhecimento determinam a redução da produção do hormônio do crescimento (GH).

Neste fascículo serão abordadas as principais questões referentes à redução na produção de estrógenos no envelhecimento feminino: a menopausa, a perda de memória a osteoporose. Finalmente, abordaremos a redução da produção de GH no envelhecimento e os efeitos de sua reposição.

Menopausa - Dr. Marcelo Steiner

A mulher climatérica a caminho da menopausa passa por uma série de transformações, que irão culminar na ausência da vida reprodutiva. A principal transformação é a diminuição progressiva do nível sérico de estrogênio, o que acarreta múltiplas mudanças fisiológicas. E que afetam a saúde. É fundamental identificar os sintomas ocorridos neste período, permitindo que essa transição seja feita de forma harmoniosa e com qualidade de vida.

No século XVII, apenas 28% chegavam a menopausa e hoje esse número chega a 95%, sendo que 50% delas ultrapassam os 75 anos de idade nos paises desenvolvidos. No Brasil a esperança de vida ao nascer da mulher é de 72,5 anos e a população de mulheres com 45 ou mais é muito maior.

As mudanças ocorridas tem grande impacto na qualidade de vida. Dentre elas, temos os sintomas vasomotores caracterizados pelos fogachos, insônias, labilidade de humor, disfunções sexuais, mudanças na pele e sintomas urogenitais. Outras, a princípio com menor impacto, mas que podem acarretar grande morbidade e mortalidade em longo prazo, como osteoporose, problemas cardiovasculares e câncer mamário.

Dessa forma os profissionais de saúde que lidam com a mulher estão buscando cada vez mais o melhor entendimento das mudanças fisiológicas ocorridas, para promover mais saúde. Acontece que a compreensão total está longe de ser alcançada, pelos infinitos mecanismos biomoleculares envolvidos. Hoje existem diversas linhas de pesquisas, buscando respostas nas mais variadas vertentes, tentando culminar em uma terapia que forneça a mulher menor morbidade ao entrar na menopausa.

Nesta busca durante a transição marcante da vida da mulher o médico tem sem dúvida um papel fundamental. Ele deve agir de forma a discutir com a paciente o seu novo momento de vida como as angustias e perspectivas, esclarecer os potenciais riscos e, se possível, fornecer melhorias com medicação.

Atualmente, com os novos estudos sobre terapia de reposição hormonal, como o WHI, o médico deve discutir todos os benefícios e riscos que esse tipo de medicação fornece e de acordo com a vontade da paciente estabelecer um plano de tratamento.

A principio salientar a paciente que os benefícios protetores, principalmente cardiovasculares e ósseos do estrogênio, diminuem e ela deve procurar meios de diminuir esse impacto. Dessa forma, a orientação no sentido de exercícios físicos, dieta hipocalórica e rica em cálcio proporcionam benefícios importantes para a saúde dessa mulher climatérica. Além disso, o médico deve ponderar com a paciente o stress sofrido no ambiente de trabalho ou no domicilio em relação à estrutura familiar e mecanismos para melhorá-los. Será que não é o momento de investir em melhor qualidade de vida, buscando na divisão da carga horária uma maior dedicação ao benefício próprio realizando atividades que lhe agradam como viagens, passeios, leitura etc.

Ainda antes de introduzir qualquer tipo de medicação, o medico precisa estabelecer os fatores de riscos da paciente para ver inclusive se há a possibilidade de instituir uma terapia com hormônio. Sendo assim, uma história clinica para afastar antecedentes pessoais de câncer de mama, a insuficiência hepática ou renal graves e tromboembolismos relacionado a tratamento hormonal que contra-indicam a terapia de reposição hormonal. Há também a necessidade de afastar qualquer tipo de neoplasia uterina ou endometrial, sendo necessário uma citologia oncótica e um ultra-som transvaginal, alem da mamografia. Doenças metabólicas como diabetes, hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia e tireoidopatias também precisam ser estratificadas.

Os regimes terapêuticos de reposição hormonal são diversos. Ele pode ser combinado (estrogênio e progesterona) seqüencial ou continuo e ser de terapêutica isoloda (somente estrogênio) para paciente sem útero. Podem ser administrados por via oral ou não, como as vias- nasal, vaginal, transdérmica (adesivos ou gel) e implantes subcutâneos. Pode ser aplicado na dose convencional ou na meia dose (menor dose capaz de aliviar os sintomas climatéricos). E existe ainda, as formulações estro-androgênicas, androgênios e hormônios especiais (tibolona).

O mais importante para o médico que irá aplicar a reposição hormonal, além de todo o conhecimento técnico, é saber captar os anseios da pacientes e saber manipular de forma individual cada caso, adequando as indicações, as contras-indicações com a satisfação da terapia.

Memória e menopausa - Dr. Cláuber Faria Laham

Todos já presenciaram alguém reclamando de problemas de memória. Muitas pessoas têm este tipo de queixa, sendo geralmente adultos a partir dos 40 anos de idade. A freqüência deste sintoma vai aumentando com o envelhecimento, mas nem sempre ocorre de fato uma perda de memória. O médico deve, então, investigar se realmente está havendo um prejuízo da memória da sua paciente e, também, procurar por possíveis causas clínicas para esta queixa.

As mulheres apresentam uma incidência discretamente maior de quadros demenciais do que os homens, mas acredita-se que isto ocorra porque as mulheres vivem mais do que os homens e esta seria a explicação para diagnosticar-se mais demências no sexo feminino (os homens morrem antes de perder a memória).

Uma queixa muito freqüente das mulheres no climatério (período de modificações no corpo da mulher que se inicia antes da menopausa) é a piora da memória. A maioria dos trabalhos mostra que não há nenhum prejuízo na memória das mulheres nesta fase da vida, mas algumas pesquisas sugerem que ocorre uma discreta lentificação no pensamento destas mulheres.

Dentre os efeitos da menopausa na cognição, encontra-se uma possível diminuição do hipocampo (parte do cérebro humano relacionada à memória) e regiões parietais por baixo estrógeno cerebral, mas sabe-se que repor o estrógeno não aumenta o volume cerebral destas regiões e não previne a Demência de Alzheimer.

Alguns trabalhos demonstram que o uso de reposição hormonal pode, eventualmente, manter a agilidade do pensamento, mas isto não é muito evidente nas pesquisas médicas, e não há consenso entre os especialistas sobre este benefício da terapia hormonal. Sendo assim, não se deve usar hormônios com o objetivo de acelerar o raciocínio ou melhorar a memória, pois os riscos de efeitos colaterais são muito maiores do que o benefício da medicação para esta finalidade.

Nas mulheres a partir dos 40 anos, não é raro se observar a diminuição da memória por uso de medicamentos. As drogas que mais freqüentemente causam piora da memória são:

  • Álcool - esta é uma das causas mais comuns de piora da memória, e as mulheres são particularmente mais propensas aos efeitos do álcool que os homens;

  • Antidepressivos - alguns tipos de antidepressivos podem causar uma piora da memória reversível, ou seja, volta ao normal depois de cessado o uso;

  • Relaxantes musculares podem piorar a memória quando são usados continuamente, principalmente em doses altas;
    Analgésicos potentes - principalmente os opióides (da classe da morfina);

  • Tranqüilizantes, calmantes e remédios para dormir - esta é uma das maiores preocupações ao lado do abuso de álcool, pois o Brasil é um dos países que mais receita esta classe.

Sendo assim, sempre que houver qualquer suspeita de perda de memória, um médico deve ser consultado para avaliar possíveis causas tratáveis, ou para encaminhar a especialistas que trabalhem com as perdas de memória.

Osteoporose - Dr. Batata

A osteoporose significa perda óssea que pode ocorrer na época da climatério. Ela ocorre naquelas mulheres com maior predisposição individual.

A atividade física envolvendo suporte de peso pode reduzir o risco de osteoporose nas mulheres, aumentando o pico de massa óssea (no inicio da idade adulta) ou minimizando a perda de osso apos a menopausa.As atividades de altas cargas de trabalho, como o treinamento de resistência (musculação),parecem ser o melhor estimulo para o incremento e/ou manutenção da densidade mineral óssea .Mas, independente das alterações na densidade óssea, as atividades físicas que melhoram a força muscular e o equilíbrio podem reduzir o risco de fratura por diminuir o risco de queda.

É necessário prevenir a osteoporose intensa, realizando densiometrias periódicas. Para tratamento utiliza-se cálcio e também indicação de exercícios regulares.

A obesidade e o diabetes, duas das mais freqüentes doenças crônicas que acometem as mulheres, no que diz respeito as estratégias de prevenção, controle e tratamento de tais doenças, tem alta associação inversa quando acopladas a atividade física, bem como ao incremento e manutenção do exercício.

Os mais recentes estudos recaem, entretanto, aos efeitos da atividade física na saúde mental, confirmando que pessoas moderadamente ativas tem um risco menor de desordens mentais do que as sedentárias.as evidencias clinicas sugerem também que o exercício aeróbico moderado realizado pelo menos três vezes por semana por vinte minutos ou mais pode ter um efeito no tratamento coadjuvante das desordens da ansiedade e do humor .Vários efeitos psicológicos influenciam, portanto, os efeitos antidepressivos e ansioliticos do exercicio:auto-eficacia ,sublimação,mudanca comportamental-cognitiva,efeitos de grupo,relaxamento físico e melhora da qualidade do sono.

Considerando todas as evidencias disponíveis nas ultimas décadas na literatura,e´ evidente que o estilo de vida ativo tem um papel fundamental na promoção da saúde e da qualidade de vida da mulher durante o processo de envelhecimento, não importando quando, quanto e e como a mulher seja fisicamente ativa.

GH no envelhecimento - Dr. Rogério Silicani Ribeiro

Além de promover o crescimento na infância, o GH regula o metabolismo de carboidratos, gordura e proteínas e determina a composição corporal. Exerce ação direta ou mediada pela IGF-1, seu mediador. As concentrações de GH e IGF-1 no sangue aumentam na infância, atingem pico na puberdade e declinam com o envelhecimento.

A deficiência de GH (DGH) no adulto causa redução da massa magra, aumento da gordura, piora do perfil lipídico e do risco cardiovascular, além de redução da força muscular, fadiga fácil, humor depressivo e piora da qualidade de vida.

A redução do GH e da IGF-1 com a idade e as semelhanças entre as características do envelhecimento e a DGH no adulto levaram autores a suplementar GH em idosos para tentar reverter sinais e sintomas do envelhecimento.

Em 1990, Rudman e colaboradores acompanharam 12 homens entre 61 e 81 anos recebendo GH via subcutânea por seis meses em dose suficiente para elevar a IGF-1 em níveis médios de um adulto na segunda década de vida. Houve um ganho de 90% na massa magra e perda de 14% na gordura corporal após reposição de GH.

Posteriormente, outros estudos com melhor desenho, maior amostra e incluindo homens e mulheres relataram aumento de massa magra em porcentagem menor que a descrita por Rudman e redução da gordura corporal. Apesar da melhora da composição corporal não houve benefício funcional, pois a força muscular e o consumo máximo de oxigênio permaneceram inalterados.

Os eventos adversos foram freqüentes, principalmente nos pacientes com IGF-1 mais alta. Os eventos mais comuns foram artralgia, edema periférico e síndrome do túnel do carpo e melhoraram com a redução da dose de GH. O uso de GH piorou a resistência à insulina, desencadeando diabetes em indivíduos suscetíveis.

Ainda não está estabelecida a segurança do uso de GH em longo prazo, mas há relatos de maior incidência de tumores. Indivíduos tratados com GH podem apresentar hipertensão intracraniana benigna.

A pouca quantidade de estudos avaliando os efeitos da reposição de GH no humor, cognição e sensação de bem-estar de idosos saudáveis não permitem estabelecer uma conclusão a respeito da sua eficácia.

Concluindo, o uso de GH em idosos aumenta a massa magra e reduz a gordura, porém não melhora o desempenho funcional. Não há evidências suficientes para estabelecer a eficácia do uso de GH na reversão dos sintomas psíquicos e cognitivos do envelhecimento. O tratamento com GH pode causar eventos adversos, principalmente quando a IGF-1 esta alta. Não está estabelecida a segurança do uso de GH em longo prazo.

Dra. Denise Steiner

A pele feminina tem especificidades, no seu envelhecimento, relacionadas aos níveis hormonais.

Em geral há maior oscilação nas características da pele da mulher, devido ao ciclo hormonal e por ocasião da baixa de estrógenos, haverá a repercussão compatível com esta variação.

O estrógeno relaciona-se ao nível de hidratação e estimula a formação de fibras de colágeno.

Com sua diminuição a pele torna-se mais seca e flácida.

Há um paralelo entre a perda de colágeno e a perda óssea, de tal forma que mulheres com maior grau de osteoporose também apresentam mais grau de flacidez. Nos pés, especialmente nas plantas há engrossamento, e formação de calos.

As unhas também tornam-se ressecadas e esfoliam com mais facilidade.

Os sinais clínicos do envelhecimento cutâneo também incluem atrofia, telangiectasias, aspereza, alterações pigmentares, frouxidão, rugas, ressecamento e a presença de tumores cutâneo benignos e malignos. Achados histológicos consistentes com envelhecimento intrínseco incluem achatamento epidérmico com perda do padrão normal das cristas, número de melanócitos e células de Langerhans diminuído, elástica da derme papilar diminuída, fibras elásticas da derme reticular mais desorganizadas, colágeno dérmico diminuído, mudanças morfológicas nas fibras de colágeno dérmico e microvasculatura dérmica diminuída. As mudanças morfológicas do envelhecimento extrínseco são geralmente, senão idênticas, similares, porém mais severas que as do envelhecimento intrínseco.

O rosto, sempre mais exposto que o restante do corpo, fica propenso ao aumento de vascularização, causado pelos calores repentinos. Além de ficar vermelha e quente, a pele apresenta telangectasias, vasos pequenos e finos que “arrebentam” na superfície da epiderme. A face e as mãos são as partes expressivas da idade de um indivíduo. Estas áreas são mais expostas, e portanto, nossa percepção de idade é influenciada pelos danos que estas regiões sofreram. Clinicamente a pele fotoenvelhecida apresenta-se com aspecto couráceo, com rugas mais profundas e nodular, enquanto a pele cronologicamente envelhecida é relativamente sem marcas clínicas apresentando-se macia, com alguma perda de elasticidade e rugas finas.

Outro sintoma comum na menopausa é o aumento de pêlos no buço e queixo, causados pelos andrógenos (hormônios masculinos). Com a redução do estrógeno, a ação desses hormônios se acentua, provocando ainda o aparecimento indesejável da calvície.

O tratamento para esses problemas é a terapia de reposição hormonal, que reequilibra os níveis de estrógenos no organismo. Entretanto, os cuidados com a pele não podem ser esquecidos, ou melhor, devem ser redobrados. Os banhos precisam ser rápidos e mornos, e os sabonetes, neutros. O uso diário de hidratantes é obrigatório e as substancias ativas podem ser uréia, acido hialurônico, lipossomas e alfa-hidroxiácidos, entre outras. Os óleos essenciais e naturais são uma boa opção, se aplicados logo após o banho. Deve-se usar ainda das vitaminas antioxidantes, como A, E, C, etc.

O filtro solar torna-se imprescindível para evitar o envelhecimento precoce causado pelos raios ultravioletas, uma vez que a pele está mais fragilizada do que o normal. Para solucionar o ressecamento das mãos e dos pés, recomenda-se cremes queratolíticos ( que trocam a pele).

A fim de combater os sinais de envelhecimento no rosto, existem opções avançadas, como o acido retinóico e o acido glicoico, além dos peelings leves e seriados que têm se mostrado uma alternativa eficaz e segura.

Vale lembrar ainda que, durante a menopausa, a incidência de gordura localizada e celulite aumenta, sendo importante levar uma vida mais regrada, ter uma alimentação saudável, equilibrada e praticar exercícios regularmente. Técnicas específicas, orientadas pelo medico, podem ser úteis nessa fase de transição. Com os avanços terapêuticos e o bom senso médico, a mulher pode passar pela menopausa sem enfrentar desgastes físicos e emocionais.

Procedimentos como preenchimento e toxina botulínica também são largamente utilizados para reverter os sinais de envelhecimento.

O melhor tratamento está relacionado a uma boa avaliação clínica e indicação de técnicas combinadas que satisfaçam a pessoas nas suas expectativas.

 

 

 

 

 

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