Dermatologista - Clínica Denise Steiner - Dermatologia Dermatologista - Clínica Denise Steiner - Dermatologia
Dermatologista - Clínica Denise Steiner - Dermatologia
Dermatologista - Clínica Denise Steiner - Dermatologia

:: Publicações

Drenagem Linfática

O termo drenagem linfática designa o procedimento no qual tenta-se auxiliar o processo natural que o sistema linfático lança mão para, como o próprio nome diz, drenar, ou seja, recolher, todo material líquido que está espalhado pelo corpo.

Sistema Linfático
Os componentes do sistema linfático são

-linfa (vias linfáticas: capilares, vasos, tronco)

-tecidos linfáticos: timo, baço, gânglios linfáticos, amígdalas, placas de Peyer, apêndice.

A linfa tem sua origem nos espaços intercelulares tendo como componente básico o líquido intersticial, que por sua vez tem sua composição muito semelhante ao plasma sanguíneo. Além desta parte líquida a linfa também é composta de macro-moléculas, principalmente de proteínas, mucopolissacarídes, lipoproteínas, ácidos graxos e também, eventualmente de bactérias e fragmentos de células. Dependendo de sua origem ( intestino, região hepática, tecido subcutâneo) a linfa tem uma composição diferente, podendo parecer mais espessa, densa ou assemelhando-se a um liquido leitoso.

Fazem parte também do conteúdo linfático os linfócitos e os macrófagos, representantes importantes na defesa do organismo.

As vias linfáticas tem sua origem no tecido intersticial, onde encontramos uma rede de capilares linfáticos sempre próxima a uma rede de capilares sanguíneos. A junção dos capilares formam os vasos linfáticos que levam a um gânglio linfático e posteriormente aos troncos linfáticos, que drenam a linfa para o sistema venoso.
Podemos dividir as vias linfáticas em uma rede periférica, que é composta por capilares e vasos linfáticos que estão antes dos gânglios linfáticos e uma rede central que é composta de vasos linfáticos colocados após os linfonodos.

ESQUEMA 1

Os capilares linfáticos terminais têm uma estrutura peculiar adequada à sua função. As células que compõem suas extremidade são sobrepostas, como num telhado, formando válvulas que se abrem pela pressão externa do líquido intersticial, abrindo e fechando de acordo com a necessidade. Devido a sua grande permeabilidade é de se supor que grande quantidade do líquido que entra neles acabe por voltar ao espaço intersticial, mas as macro-
moléculas acabam por permanecer dentro deles. 0 calibre dos capilares e dos vasos linfáticos é bem menor do que os do capilares venosos e das veias correspondentes.

Os vasos linfáticos são constituídos da confluência de vários capilares linfáticos. Apesar de possuírem vávulas que impendem o refluxo do seu interior, eles são permeáveis, fazendo com que a linfa central seja mais concentrada do que a linfa periférica. Os vasos linfáticos podem anastomossarem-se num plano superficial e profundo. A sua junção, após terem passando obrigatoriamente por um linfonodo, vai constituir o tronco linfático.

Os troncos linfáticos dividem-se em três: o ducto torácico, o ducto esquerdo e o ducto direito. 0 primeiro é o maior deles, começa na altura do umbigo e recvebe a linfa dos membros inferiores e dos órgãos abdominais. Ele passa pelo diafragma através da abertura aórtica e desemboca na junção da veia subclávia esquerda com a veia jugular interna esquerda. Como ele recebe linfa de várias regiões a sua composição é bastante característica.

0 ducto esquerdo forma-se pela união do tronco jugular esquerdo com o subclávio esquerdo, drenando a parte esquerda da cabeça e o membro superior esquerdo. 0 ducto diritoé formado pela junção do tronco jugular direito co o subclávio dirieto e broncomediastinal ascendente, drenando a linfa da parte superior do tórax direito. este ducto é menor que o torácico.

A linfa para ser transportada vale-se de vários mecanismos tais como: contração dos vasos linfáticos, contração muscular, movimentos diafragmáticos e pulsação das grandes artérias. Deste, o mais importante é o primeiro, que é um mecanismo autônomo de origem neurogénica. O sistema d e válvula, no qual elas aparecem em intervalos bem menores do que no sistema venos, é controlado apenas pela pressão uma vez que as mesmas não possuem musculatura. Como a função mais importante da linfa é a manutenção da homeostase, a anatomia e a fisiologia dos sistema linfático está muito ligada à temperatura, pressão e estímulos químicos.

A DRENAGEM LINFÁTICA ASSISTIDA

O subtítulo tenta esclarecer que a drenagem linfática é um processo natural que ocorre em todos os organismos saudáveis e que pode ser ajudada, estimuladas, através de manobras manuais ou com ajuda de aparelhos
eletro-eletrônicos, que teriam basicamente a função de aumentar o fluxo de linfa
circulante nos vasos e tronco linfáticos. O método ideal seria aquele que conseguisse ampliar e acelerar as reações próprias do organismo, sem interferir na sua função.

DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL

A drenagem linfática manual utiliza pressão graduada e alterada para tentar mimetizar as contrações próprias dos vasos linfáticos. Como o aumento dessa pressão deve seguir a direção do fluxo linfático é importante conhecer este percurso anatõmico antes de se iniciar qualquer manobra.

Existem algumas técnicas pessoais de drenagem linfática manual mas todas seguem o princípio básico de manobras feitas em círculos num plano oblíquo a superfície a ser tratada, aumentando-se a pressão até metade do circulo e relaxando-se até o final do mesmo. A seqüência deve ser sempre em direção a um aglomerado de gânglios linfáticos. O intuito desta operação é aumentar o volume da linfa recebida pelos capilares linfático e e aumentar também a sua velocidade de transporte.

ESQUEMA 2

DRENAGEM LINFÁTICA POR APARELHOS

A drenagem linfática feita pelos aparelhos tem os mesmos objetivos que a drenagem linfática manual, isto é, melhorar a condição de drenagem linfática natural do organismo. A diferença fundamental é que quem faz este auxilio não é mais o profissional treinado em drenagem linfática e sim um sistema de "boi sas"pressóricas que são ativadas mediante um programa inteligente de comutador que dá a ordem para que a seqüência de inflar e desinflar sejam desencadeadas. Hoje temos aparelhos ultra sensíveis que conseguem mimetizar bastante o fluxo natural da linfa, em que pese algumas críticas a sua utilização tais como a que eles não consideram a individual idade dos pacientes e que têm um custo financeiro maior do que apenas o aprendizado da técnica manual.

UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DE DRENAGEM LINFÁTICA

Algumas situações na área da medicina da aparência são passíveis da utilização deste método, A seguir listaremos algumas delas sem critério de ordem de necessidade:

Acne
Couperrose
Rosácea
Celulite (Lipodistrofia Ginóide)
Pré e pós cirurgia plástica
Tratamento de cicatrizes
Quelóides e cicatrizes hipertróficas
Tratamento de rejuvenescimento
Relaxamento

CONTRA-INDICAÇÓES DO MÉTODO

Existem contra-indicações absolutas e relativa para o uso da drenagem linfática tanto manual quando por aparelhos. As relativas seriam:

Câncer diagnosticado e já tratado
Inflamações crônicas
Tratamento realizados anteriormente para trombose ou tromboflebite
Hipertiroidismo
Asma brônquica
I.C.C. (insuficiência cardíaca congestiva)
Hipotensão arterial
Distonia neuro-vegetativa

As absolutas são:

Neoplasia (câncer) de qualquer origem
Inflamações agudas
Trombose

Em qualquer dos casos a responsabilidade pela indicação do método é sempre do médico que é o profissional habilitado para tal.

BIBLIOGRAFIA:

Drenagem Linfática Manual, Waltraud Ritter Winter, Editora Vida Estética,
Histologia Básica: Junqueira, Carneiro,ge Guanabara Kogan, 1974.
Fisiologia Básica : A.C. Guyton , Interamericana, 1973
Atlas de Anatomia Humana: Frank Netter, Artes Médicas, 1996.

 

 

 

 

voltar

2004 © - Dermatologia - Dra. Denise Steiner - Dermatologista - Todos os direitos reservados
2004 © - Dermatologia - Dra. Denise Steiner - Dermatologista - Todos os direitos reservados