Alergias que podem acontecer no verão

Publicado por denisesteiner em

Não nascemos alérgicos, porém, uma vez alérgico, sempre alérgico. A alergia pode ocorrer indiscriminadamente a qualquer produto e não tem nada a ver com sua qualidade. A alergia também é uma resposta individual relacionada à carga genética. Há famílias mais predispostas a alergrias, mas a transmissão de pai para filho não é obrigatória.
As pessoas podem tornar-se alérgicas (sensíveis) a produtos que tenham usado por muitos anos ou por aqueles que estão usando pela segunda vez. Alergia não é transmissível e pode ser mais ou menos perigosa dependendo da intensidade do quadro.
Dificilmente alguma substância provoca alergia quando é usada pela primeira vez, pois o organismo precisa desenvolver um conhecimento prévio sobre tal substância, para só depois informar às células que, em seguida, terão a memória permanente da rejeição.
Citaremos alguns casos mais freqüentes causados por alergia.

Urticária: São placas avermelhadas, elevadas, e caroços que podem aparecer abruptamente em todo o corpo causando muita coceira.
Com a urticária, os lábios e os órgãos internos respiratórios podem inchar muito, levando também a dificuldades respiratórias. Esta alergia se apresenta como um quadro grave que precisa de socorro rápido, principalmente pelo problema respiratório.
A urticária pode ser provocada por remédios, alimentos (principalmente conservantes e corantes), cheiros muito fortes, produtos aplicados à pele etc. Muitas vezes é difícil estabelecer a causa da alergia, mas este esclarecimento é fundamental porque a reexposição provoca um quadro de reações semelhantes e até mais graves. O tratamento da urticária Pode ser feito com corticosteroides, cortisona e anti-histamínicos, ocorrendo resposta quase instantânea.

Estrófulo: A alergia a picada de insetos é muito comum em crianças entre 2 e 10 anos de idade. O estrófulo se apresenta como bolinhas vermelhas, às vezes como uma bolinha na superfície que coça muito e pode ser transformar numa ferida.
O estrófulo ocorre por sensibilização ao veneno do inseto, que pode ser mosquito, formiga, pulga... Basta uma ou duas picadas, para que a criança apresente muitas e muitas bolinhas espalhadas por todo o corpo, principalmente no verão e nos ambientes rurais.
O quadro tem duração de alguns dias, comprometendo todo o corpo e deixando as crianças com manchas e cicatrizes inestéticas.
Durante a fase aguda, quando existem muitas bolinhas na pele, receitam-se antialérgicos por boca e pomadas calmantes e antiinflamatórios para o uso local. Em crianças cuja rotina sendo perturbada por surtos freqüentes de estrófulo, receitam-se vacinas com a intenção de evitar não apenas o sintoma, mas a alergia propriamente dita.

Eczema: Nome genérico dado a uma alteração de pele que promove vermelhidão, vesículas, coceiras, engrossamento e descamação da pele. O eczema pode ocorrer em qualquer parte do corpo e é gerado por alergia, principalmente a dermatite de contato.
Esta alergia é comumente causada por metais usados nas orelhas e pulsos, como relógio, bijuterias etc. Pode ocorrer também por cosméticos, produtos químicos de limpeza, tinturas de cabelo, roupas de fio sintéticos, corantes e conservantes.
Neste caso, as pessoas têm contato com substâncias e ficam alérgicas depois de algum tempo. A lesão provoca muita coceira e é sempre mais importante onde houve o contato direto com o agende causador.
Muitas vezes, para se descobrir o agente é necessário fazer um teste de contato: aplica-se uma bateria padrão de cinqüenta substâncias nas costas da pessoa e, após 48 horas, retira-se o material observando a reação da pele. O teste é considerado positivo quando o local se torna vermelho, com bolinhas, e coça muito.
As mãos são as mais afetadas pelo contato com substâncias químicas. Detergentes, sabões e toda a gama de produtos desta linha podem causar alergias. Remédios de uso local, principalmente com penicilina e sulfa, também podem causar sensibilização e alergia de contato.
O tratamento nestes casos é afastar o produto os produtos suspeitos e usar cremes ou pomadas de corticóide ou, se houver comprovação pelo teste de contato, afastar definitivamente aquela substância do alcance do alérgico. É comum a ocorrência de quadros de avermelhamento e descamação somente por irritação primária da pele. Neste caso não há sensibilização do organismo, mas somente desgaste da pele por mudança de pH e afinamento. As donas de casa sofrem com isso por manipular constantemente produtos de limpeza. Quando há somente irritação e não sensibilização, o teste de contato é negativo e basta afastar o uso dos produtos mais fortes, como detergentes, sabões, alvejantes.
Há muita confusão entre dermatite de contato e dermatite por irritante primário, pois a manifestação clínica pode ser a mesma. O teste de contato resolve de uma vez essa dúvida: positivo, se o caso for alérgico, e negativo, se for apenas alergia por irritação.

Fitofotodermatose: Frutas ácidas como limão, laranja, abacaxi, figo, morango, além de algumas plantas ou perfumes cítricos, podem tornar a pele mais sensível em relação á radiação solar.
A substância encosta e penetra na pele e, em combinação com a luz do sol, provoca queimadura que se manifesta por manchas acastanhadas, às vezes por bolhas e avermelhamentos.
Vemos os casos mais inusitados: de desenhos de mãos nas costas de pacientes, porque foram abraçados ou carregados por alguém que mexeu em laranjas; manchas no corpo todo, porque levaram um “banho” de caipirinha, enfim. É muito perigoso manipular essas folhas e frutas no sol, porque mesmo lavando a mão ou parte do corpo atingida, as substâncias podem permanecer na pele e provocar danos imprevisíveis.
Não há tratamento especifico para a fitofotodermatose, a não ser intensificar o cuidado com o sol. As manchas demoram meses para desaparecer, em especial nas areas mais expostas ao sol.

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